Gestão Eficiente: Antonio Anastasia reafirma compromisso de Minas Gerais com a Fifa

Jogadores que participaram do jogo inaugural do Independência elogiam qualidade do estádio

O governador de Minas, Antonio Anastasia, afirmou, durante a solenidade de reinauguração da Arena Independência, na noite desta quarta-feira (25), que a entrega do estádio para o torcedor mineiro é o primeiro compromisso cumprido com a Fifa para a realização da Copa do Mundo do Brasil de 2014.

“Nosso governo está entregando o primeiro novo estádio brasileiro totalmente dentro dos padrões da Fifa. Cumprimos aquela determinação feita, há alguns anos, pelo então governador Aécio, no sentido de oferecermos a Belo Horizonte, a Minas Gerais e aos clubes mineiros uma casa moderna. Agora estamos preparando a inauguração do Mineirão, no final do ano, o que cumprirá integralmente os compromissos de Minas Gerais com a Copa do Mundo e a Copa das Confederações”, disse o governador.

A modernidade e a qualidade do estádio Independência foram atestadas e elogiadas pelos jogadores que participaram da partida inaugural, em que o América-MG venceu a equipe do Argentinos Juniors por 2 a 1.

O atacante Euller, que fez sua despedida oficial dos gramados, ressaltou o fato do Governo de Minas ter entregue o primeiro estádio do país já adequado aos padrões da Fifa. “Minas Gerais está de parabéns por ter saído na frente, agora é só aguardar para que a Fifa possa vir aqui e carimbar o estádio com o selo dela”, exaltou o jogador.

O lateral esquerdo Gilberto, que participou da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e fazia sua estreia no América, se disse impressionado com a nova arena.“O gramado está em excelentes condições e o estádio está muito bem organizado, foi muito bem construído. Agora é esperar para que possamos receber os grandes jogos e também os grandes espetáculos”, comentou.

Para o técnico do Argentinos Juniors, Leonardo Astrada, o Independência não fica atrás de outros bons estádios pelo mundo. “Está muito bom, muito bonito, no nível dos estádios europeus. O campo está em perfeito estado e foi uma honra para nós ter participado dessa inauguração”.

Já o atacante Fábio Junior acredita que o novo estádio ajudará os times do Estado na busca por títulos. “Não tem o que falar. O estádio está excelente. Esperamos que traga sucesso, não só para o América, mas para todos os clubes de Minas”, disse ele.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/antonio-anastasia-reafirma-compromisso-de-minas-gerais-com-a-fifa/

Aécio Neves: senador diz que Governo Dilma evelheceu

Aécio Neves: senador faz oposição e diz que é falsa imagem de Dilma como gestora implacável e impositiva. “O país está paralisado”, lamentou

Aécio “inaugura” era de ataques a Dilma

Tucano faz discurso duro e se posiciona como alternativa para a Presidência

Fonte: O Tempo

BRASÍLIA. “O período de carência acabou” e, de agora em diante, o PSDB vai partir para uma cobrança mais agressiva de resultados do governo Dilma Rousseff. O anúncio foi feito, ontem, pelosenador Aécio Neves (PSDB-MG) em discurso na tribuna do Senado. Citando os indicadores econômicos e sociais, o pré-candidato do PSDB à sucessão do Planalto fez um balanço dos 15 meses da gestão Dilma Rousseff e concluiu que há uma paralisia em todas as áreas.

Segundo ele, é falsa a imagem da gestora implacável e impositiva, “que, por si só, seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do país e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão”.

“Estamos inaugurando uma nova fase de cobrança das promessas em realidade. O país está paralisado, nenhuma reforma estruturante foi enviada ao Congresso. Não dá para viver mais no mundo da propaganda oficial. Não vivemos no país das maravilhas”, criticou Aécio.

Sobre os escândalos que levaram à demissão de vários ministros até agora, o ex-governador disse que a mão de Dilma baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a sua própria mão que os nomeara.

“De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial esvaiu-se, simplesmente”, disse Aécio, completando: “A verdade é que o governo envelheceu. E envelheceu rápido demais”.

Sobre o cenário econômico, o tucano qualificou como “desolador” e disse que o Brasil está na contramão dos vizinhos, puxando o desempenho do continente para baixo, quando sempre liderou o processo de crescimento da América Latina.

Impacto. Aliados aplaudiram o discurso, que durou apenas 15 minutos, sem apartes. “Foi um discurso duro, redondo e afirmativo”, elogiou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Foi uma bela tijolada. Sinal de que uma nova postura mais agressiva, mais contundente, que corresponde ao tempo político do fim do período de graça, que está começando”, completou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Já os parlamentares da base desdenharam. “Não ouvi não! Tinha muita coisa pra fazer”, respondeu o ex-líder do PT, senador Humberto Costa (PE). O líder do PT, Walter Pinheiro (BA), também preferiu não comentar.

Presidindo

Defensora. Na presidência da Casa, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tocou insistentemente a campainha, por cincovezes, para lembrar a Aécio que o tempo estava esgotado.

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199533,OTE&IdCanal=1

Governador Anastasia se reúne com Aécio Neves e Márcio Lacerda

Foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte
Wellington Pedro/Imprensa MG
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda

O governador Antonio Anastasia reuniu-se, na manhã desta segunda-feira (06), no Palácio Tiradentes, com o senador Aécio Neves e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Durante o encontro, foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte.

Fonte: Agência Minas

Redes Sociais ajudam cidadão a retomar iniciativa pela participação política, comenta Aécio em artigo para a Folha

Ética,  jovens na política, 

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Otimismo  

O final do ano nos humaniza. Traz consigo o calor da família e dos amigos, momento para encontros e reencontros, propício para reparar eventuais omissões, lapsos, encurtar distâncias e também desarmar o estopim da intolerância.

É quando pisamos com outra leveza e a necessária sabedoria o terreno das oportunidades vividas ou perdidas e dos sonhos ainda acalentados.

É quando não podemos deixar de somar ausências, lidar com cadeiras vazias na ceia de Natal e nos darmos conta do que parecemos esquecer no dia a dia: que a marcha do tempo é irremediável. É nessa época que costumamos fazer balanços e nos reencontrar com nós mesmos, com as convicções e esperanças que constroem a identidade de cada um.

No meu caso, nesta perspectiva extensa, vejo que busco manter-me fiel à postura que sempre me impus desde que, há 25 anos, iniciei a minha vida pública – não cair na tentação fácil de tratar adversário como inimigo, de confundir país com governo.

No plano da esperança, apesar das decepções de tarefas inconclusas e das incompreensões da vida pública, constato novas possibilidades sendo vagarosamente gestadas, não pelo mundo do poder, mas pelo amadurecimento de uma nova consciência coletiva acerca dos direitos dos cidadãos e dos deveres de todos nós para com o país.

E é ela, sempre ela, a esperança, que termina por nos conduzir à frente.

Se no Brasil o ano foi engolfado por denúncias no campo ético e marcado por um crônico imobilismo da agenda de transformações, em plano mais ampliado, a história, aqui e fora daqui, registrará 2011 como o momento em que, após longo torpor, a juventude começou a retomar a iniciativa da ação política.

Sou otimista por natureza e é com este sentimento que saúdo a forma com que, graças à tecnologia, mais e mais pessoas se apropriam da política como ela merece ser exercida, como instrumento pessoal e coletivo de transformação da sociedade, longe dos ritos solenes.

Através da internet e das redes sociais, os espaços públicos aqui e no mundo voltaram a ser arejados e rejuvenescidos por contingentes de cidadãos de todas as idades, ávidos em reiterar o valor universal da justiça e da democracia. Como consequência, a política tradicional está sendo obrigada a ecoar cada vez mais esse generoso clamor das ruas. E se o final do ano, repito, nos humaniza, que isso não seja privilégio apenas desses dias.

Que 2012 nos permita encontrar o caminho para novas convivências. Na vida familiar e na atividade profissional. E que essa convivência seja, no primeiro caso, regada apelo afeto. E, no segundo, pelo respeito. Assim, poderemos percorrer 2012 honrando mais e melhor a nós mesmos e a nossa história. Feliz ano novo!

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

 

“Liderança de Aécio Neves se firma para, no momento certo, catalisar as energias de um projeto alternativo à hegemonia petista” , diz Pestana em artigo

Fonte: Artigo de Marcus Pestana – O Tempo

Bem-vindo, 2012: balanço, interrogações e esperanças

A crise econômica internacional voltou à cena. Ameaça impor uma severa recessão mundial. O Brasil está melhor que a média, mas continua desperdiçando oportunidades.

Um ano morno, nada de espetacular aconteceu .

Aproxima-se o fim do ano. Hora de balanço e renovação de esperança. Neste momento, melhor é dar voz a nosso poeta maior: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número, e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente” (Carlos Drummond de Andrade).

Chegamos ao fim de um ano morno. Nada de espetacular aconteceu. No Congresso Nacional discutimos o novo Código Florestal buscando o equilíbrio entre agronegócio e sustentabilidade ambiental. Ampliamos o SuperSimples para estimular micro e pequenas empresas. Aprovamos o novo salário mínimo, que agora não será mais discutido lá. Finalmente, regulamentamos a Emenda 29 da saúde, mas sem resolver o problema do financiamento do sistema. Fechamos o ano apoiando músicos e artistas. Mas sem fortalecer a autonomia do Congresso que continua sendo tocado à base de medidas provisórias. E, principalmente, não avançamos na conquista das grandes reformas estruturais.

No governo federal, arrecadação bombando mais uma vez, excesso de ministérios, déficit de iniciativas inovadoras e nenhum esforço reformador mais profundo. Sete ministros caindo, seis por denúncias de corrupção. A verdadeira faxina brota da imprensa, da sociedade e das oposições. Houve a ameaça com tibieza de uma nova política externa ancorada na defesa dos direitos humanos, a adesão sem muita convicção às parcerias com o setor privado, a ameaça de volta da inflação. É verdade, tivemos uma postura mais austera da presidente e gestos maduros e educados a respeito de FHC e do PSDB. Nada de mais, nada de menos. Mas Dilma encerra o ano com aprovação em alta.

No PSDB, a liderança de Aécio Neves se firma para, no momento certo, catalisar as energias de um projeto alternativo à hegemonia petista. Houve também o movimento de Kassab e do PSD. Outras lideranças, como Eduardo Campos, buscaram seu lugar no cenário nacional.

A crise econômica internacional voltou à cena. Ameaça impor uma severa recessão mundial. O Brasil está melhor que a média, mas continua desperdiçando oportunidades.

Discutimos a Copa e as Olimpíadas e, tropeçando na lentidão e em ineficiências, vamos preparando esses dois grandes eventos. Corinthians foi campeão do Brasileiro, os times mineiros quase foram rebaixados e a seleção continuou sem convencer.

Houve a volta do Rock in Rio e o belíssimo disco de Chico, mas a efervescência cultural ficou em banho-maria.

Perdemos Itamar Franco, grande mineiro e o presidente que garantiu a estabilidade e a democracia no Brasil.

Vida que segue. Que venha 2012. Como disse Drummond: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

MARCUS PESTANA deputado federal e presidente do PSDB/MG

 

Governador Anastasia defende reforma tributária e cria comitês para ampliar interlocução com a sociedade civil

Anastasia: “Temos duas emergências maiores – redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o pagamento dos royalties minerais”
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), principal aliado do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) em sua pretensão de ser o candidato presidencial da sigla em 2014, espera negociar um consenso dentro do partido a respeito da reforma tributária, na reunião que os oito governadores tucanos terão em março em Belo Horizonte. Os governadores oposicionistas já estiveram antes da posse, em dezembro, em uma reunião em Maceió. Para Anastasia, a reforma tributária é um tema que pode ser transformado em um dos eixos da atuação do PSDB, uma vez que a insatisfação com o modelo tributário atual atinge também os aliados do governo federal.

Por meio de uma lei delegada aprovada pela Assembleia Legislativa mineira no mês passado, Anastasia tenta construir um diferencial entre a sua gestão e a anterior, de Aécio. O governador começou a estruturar comitês de discussões de temas de modo a estabelecer uma ligação direta entre o governo estadual e o que chama de “sociedade civil”. Já está decidida a criação de comitês de discussão com cafeicultores e produtores de leite e um comitê de assuntos sindicais, que deve contar com a participação das centrais. O governador irá pessoalmente coordenar as reuniões. Anastasia nega a inspiração no modelo criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu o chamado “Conselhão”, uma câmara de debates que participou das reformas constitucionais no primeiro mandato do petista.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, o complexo de edifícios reunindo a administração do Estado que se tornou a principal obra do governo anterior, Anastasia concedeu a seguinte entrevista ao Valor:

Valor: Quantos são e por que foram criados os comitês em seu governo que vão reunir empresários e sindicalistas?
Antonio Anastasia: Serão vários, formados de acordo com a necessidade dos assuntos sociais e sindicais, com os relativos às questões econômicas. Por qual motivo? Para que eu tenha interlocução permanente com a sociedade civil, de maneira extremamente ágil, não burocrática, sem ser um grande conselho. Uma forma de o governador receber, permanentemente, ideias, sugestões. Em alguns deles, principalmente os da área social, vamos criar laboratórios de ideias.

Valor: A inspiração é o Conselhão do Lula?
Anastasia: É muito diferente. O Conselhão era uma questão formal muito grande. Os nossos serão leves, ágeis, com um número muito menor de pessoas. No máximo, oito, nove, dez pessoas. Isto começou dentro da campanha quando iniciamos a discussão sobre a questão do café. O governo estadual não tem muitos instrumentos para atuar na política do café, mas algumas ideias podem surgir. E o café, junto com o leite, tem importância fundamental em Minas no sentido de gerar riqueza descentralizada. Aí surgiu a ideia de criar comitês com produtores de café e do leite em um primeiro momento.

Valor: Qual o propósito do Comitê de Assuntos Sindicais? É o primeiro passo para o governo do Estado estruturar um salário mínimo regional ou o objetivo é melhorar a relação com o funcionalismo?
Anastasia: Eu recebi aqui a visita das principais centrais sindicais. Combinamos de começar a discutir. A geração de empregos é nossa prioridade absoluta e temos que saber das lideranças dos trabalhadores quais são as ideias boas. O salário mínimo regional é muito difícil em Minas, há muitas dificuldades nas prefeituras, porque Minas não é um Estado homogêneo. Nós temos que ter cautela em relação a isso. Podemos criar ali concentração de qualificação de mão de obra em uma determinada região com a participação dos sindicatos ou a criação de incentivos fiscais. Há várias ações em que os sindicatos podem ter um papel de liderança e eles devem ser procurados como aliados.

Valor: E quem coordenará esses comitês?
Anastasia: O próprio governador. Eu serei o presidente dos comitês quando se fizerem as reuniões.

Valor: Esse tipo de interação com a sociedade civil pode ser uma das bandeiras novas no PSDB dentro da refundação do partido que o ex-governador Aécio Neves e o senhor defendem?
Anastasia: Quando a ideia surgiu, em uma visita da campanha eleitoral à região dos cafeicultores no sul de Minas, eu não vislumbrava este alcance, mas se for um projeto exitoso, e eu espero que seja, não deixará de ser uma referência do governo mineiro, não chegaria a dizer do PSDB.

Valor: A ideia dos comitês é a marca que o senhor busca para este mandato?
Anastasia: Acho que o diferencial será esta proximidade que estou buscando com a sociedade. Não há precedente no Brasil.

Valor: Uma série de ações desenvolvidas no governo Lula não são precedentes?
Anastasia: O governo federal tem seus méritos, mas definitivamente não tem nos métodos de gestão e na questão administrativa a sua grande vitrine, muito pelo contrário.

Valor: Em relação ao PSDB, de que forma o partido vai começar a fazer oposição ao governo? Porque ainda não começou a fazer…
Anastasia: Oposição a governos no Brasil se faz na ação parlamentar, e o Parlamento ainda não reabriu. Então o partido ainda não teve tempo para se reposicionar. Sabemos que não haverá, como nunca houve no passado, enfrentamento entre chefes de governos. Isso não é da tradição política brasileira.

Valor: Quando se fala em refundar o PSDB, estamos falando em uma troca de guarda ou em uma questão maior, de reformular propostas e de mudar a imagem pública do partido?
Anastasia: Esta questão da refundação reflete a necessidade permanente de se recriar. Dizem que nós próprios, humanos, precisamos nos reinventar a cada dia, quanto mais um partido político. O PSDB acabou de passar por três eleições presidenciais seguidas com três derrotas, então naturalmente é uma questão de pensar porque é que não ganhamos. São diversos fatores. O PSDB tem seus pontos fortes e também tem seus pontos fracos, que precisam ser identificados. Tenho certeza que isto será feito ao longo dos próximos anos.

Valor: E quais são esses pontos fortes e pontos fracos?
Anastasia: Os pontos fortes são as marcas da gestão do governo Fernando Henrique Cardoso, que envolveram um determinado padrão de ética, de profissionalização e de meritocracia. Outra marca é a das parcerias com o setor privado. Pontos fracos, cito dois. Um de imagem, que é o tema das privatizações, que pegou uma alcunha muito negativa. O outro, de natureza política, é a necessidade ainda não atendida de se ter um discurso mais inclusivo do ponto de vista social e de fortalecer quadros partidários fora do eixo Minas-São Paulo.

Valor: O que seria uma nova bandeira partidária?
Anastasia: A primeira que eu cito é de uma reforma tributária que prestigie a Federação. Ainda mais porque temos oito governadores no PSDB e é uma responsabilidade nossa discutirmos este assunto, para desconcentrar a política tributária. O PSDB precisa discutir incentivos às políticas de industrialização. Temos ouvido alertas sobre os riscos de uma desindustrialização.

Valor: Dentro do partido já existe a compreensão sobre o fato de o grupo do ex-governador Aécio Neves ter transferido votos para o senhor e para candidatos a prefeito e a senador nas últimas eleições e não transferir votos para presidente?
Anastasia: Para mim sempre esteve perfeitamente claro que a transferência de votos se dá em um nível horizontal e não vertical. Isto aconteceu em relação às eleições de 2006 e 2010. Eu percebi isso conversando com as pessoas durante a campanha. E as transferências têm sempre um limite. Eu acredito que esta percepção é geral dentro do partido. Isto já ficou muito claro.

Valor: Existe uma impressão, sobretudo depois da reunião dos governadores tucanos em Maceió em dezembro, de que Minas ficou um pouco isolada nesta proposta de relançamento do PSDB.
Anastasia: Estive na reunião de Maceió e ali o que se discutiu não foi isso, mas ações políticas conjuntas de outra natureza, quais sejam o comportamento dos governadores diante do governo federal e projetos administrativos comuns. Isto ficará mais nítido na próxima reunião dos governadores tucanos, que será aqui em Belo Horizonte. Projetos comuns dos governadores como forma de unificar o partido.

Valor: É de se prever então que a reforma tributária seja o tema óbvio desta reunião.
Anastasia: Assim espero. Temos duas emergências maiores: redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o ressarcimento da Lei Kandir e o pagamento dos royalties minerais. Temos que apresentar ao governo federal um posicionamento claro sobre a necessidade de se fazer a reforma tributária.

Valor: Dentro do próprio PSDB as posições e os interesses não são muito divergentes entre os governadores?
Anastasia: Bom, é impossível que saiam todos 100% satisfeitos, mas o consenso ganha chances maiores com o estabelecimento de prazos de carência para mecanismos entrarem em vigor. É possível o consenso partidário. Mas esta questão vai transcender partidos. Não conheço ninguém satisfeito com a situação presente: nenhum empresário, nenhum partido, nenhum cidadão. Estão todos infelizes.

Valor: Sobre a questão da política industrial, o senhor foi surpreendido com o anúncio feito no mês passado pela Fiat de construir uma unidade em Pernambuco?
Anastasia: A surpresa que ocorreu foi para o Brasil inteiro. Foi uma medida provisória que surgiu com nome, endereço e data certa. Criada especificamente para atender àquela situação. Naturalmente não vou criticar a expansão de outros Estados, mas o que não pode haver é a participação da União na guerra fiscal.

Valor: Então o senhor considera que a decisão envolvendo a Fiat foi eminentemente política?
Anastasia: Sim. Quanto a isso não há dúvida alguma. A medida provisória foi criada só para isso.

Valor: O senhor acha que foi uma maneira de o governo federal consolidar a relação com o PSB, partido do governador pernambucano Eduardo Campos?
Anastasia: Esta é uma ilação um pouco além da necessária. Acho que não. Acho que era um compromisso pessoal do ex-presidente com seu Estado de origem.

Valor: Durante o governo Aécio a relação com o governo federal foi muito boa, mas agora a chance de ele se tornar o candidato da oposição em 2014 aumentou em relação à que existia em 2010. Isto não pode tornar a parceria com o Planalto mais difícil?
Anastasia: Minas Gerais é o segundo Estado da Federação e ninguém cogita que Minas e São Paulo possam ser preteridas em alguma coisa por qualquer motivo que seja. Acredito piamente em um relacionamento harmonioso e republicano. A presidente é nascida aqui em Minas. Não acredito em nada diferente do que aconteceu nos últimos anos, até porque a eventualidade na candidatura presidencial do senador Aécio, que conta com todo o nosso apoio, se dará mais adiante, não agora. Na semana que vem mesmo receberemos a visita do ministro da Justiça [José Eduardo Martins Cardozo], que virá conversar sobre um assunto que nos é muito caro, que é o combate às drogas. E esta também é uma prioridade do ministro.

Valor: O senhor decidiu manter a diretoria da Cemig, com uma única modificação, que foi a criação de uma diretoria jurídica. Nada muda no planejamento estratégico da empresa?
Anastasia: A Cemig ganhou muito valor de mercado, é de capital aberto e por necessidade do próprio processo capitalista global teve que se expandir. A diretoria jurídica foi criada tendo justamente em vista estes processos de fusões, aquisições, coligações, compras e subsidiárias. A Cemig já devia ter este grupo mais qualificado na área jurídica há mais tempo. Mas outras modificações serão feitas oportunamente na gestão da empresa. A situação é dinâmica. Eu cobro permanentemente da Cemig questões até como a dos cortes de energia em função de raios e quedas de árvores. Tive uma reunião relativamente longa com a diretoria da Cemig sobre isso. Há necessidade da Cemig melhorar o atendimento dentro de Minas. Ela tem um nome muito bom no mercado, mas há uma impressão forte de que ela tem que melhorar a prestação de serviços aqui em Minas.

 

Fonte: Valor Econômico – César Felício

Faop participa de reforma em capela na cidade de Betim

A capela de Nossa Senhora do Rosário, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), começou 2011 de cara nova. O imóvel passa por um cuidadoso processo de restauração desenvolvido pelo Núcleo de Ofícios da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).

Importante edificação da cidade, a capela faz parte das poucas construções do século XIX remanescentes em Betim. Além de exemplificar a arquitetura colonial no município, o templo, testemunha da cultura afro-brasileira, é o principal cenário do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, celebração anual realizada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. A festa, conhecida como congado, foi registrada como patrimônio cultural imaterial de Betim.

A reforma, que começou em outubro de 2010, foi possível após a assinatura de um convênio entre a Faop e a Prefeitura de Betim, por meio da Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe). A previsão é que a capela de Nossa Senhora do Rosário seja devolvida à sociedade, totalmente reformada, no primeiro semestre de 2011.

Tapume + Arte

Paralelamente ao trabalho de restauração, têm sido promovidas as Oficinas de Ofícios – Ciclo de Estudos das Técnicas Construtivas Tradicionais de Betim, possibilitando que interessados descubram técnicas tradicionais utilizadas no processo de reforma da igreja.

Na opinião de Sérgio Lellis, diretor de Promoção e Extensão da Faop, “essas atividades possibilitarão à comunidade o desenvolvimento de novos olhares sobre sua cidade, o espaço urbano e o cuidado com patrimônio cultural”.

O destaque das ações ficou por conta do Tapume + Arte – intervenção artística coletiva que transforma a função de proteção do tapume de obra em objeto de contemplação e afeto; uma obra artística voltada para o espaço público, que envolve o lugar de memória da comunidade.

 

Museu Casa Guimarães Rosa comemora sucesso de visitas

A casa em que o escritor mineiro João Guimarães Rosa passou os primeiros anos de sua infância, transformada no Museu Casa Guimarães Rosa, bateu recorde de visitações em 2010: mais de 22 mil pessoas conheceram o local, durante o período. Inaugurado em 1974, o espaço é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Construída em fins do século XIX e princípios do XX, a casa é exemplar destinado à moradia, com sala, quartos, cozinha e com pequeno comércio em cômodo da frente. Em 1986, o Museu passou por ampla reforma, recebendo novo projeto museográfico. Uma das novidades foi a instalação de pequeno armazém, em alusão à antiga venda do pai de Guimarães Rosa, Florduardo Pinto Rosa, conhecida como “venda do Seu Fulô”.

O acervo do Museu é composto por objetos de uso pessoal, doméstico e profissional de Guimarães Rosa, um conjunto de fotografias, edições nacionais e estrangeiras de obras e documentação textual – originais manuscritos e datilografados, com destaque para os originais do último livro do escritor, Tatameia, e para a correspondência que manteve com seu pai e também com um amigo, Pedro Barbosa.

Concebido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), por meio da Superintendência de Museus, a missão do Museu Casa Guimarães Rosa é preservar, pesquisar e difundir a obra do poeta, desenvolvendo projetos de atuação na comunidade e no conjunto de bens culturais e naturais de Cordisburgo e cidades vizinhas. O projeto tem ainda parceria com a Associação de Amigos do Museu, que se envolve diretamente nas ações educativas.

O Museu desempenha papel de destaque na dinâmica cultural do Circuito Guimarães Rosa, formado pelos municípios de Araçaí, Curvelo, Inimutaba, Presidente Juscelino, Corinto, Morro da Garça, Felixlândia, Lassance, Várzea da Palma, Três Marias, Pirapora e Buritizeiro, região que foi percorrida por Rosa durante o ano de 1952.

Atrações do Museu

A Semana Roseana, que acontece desde 1988, entre os meses de junho e julho, oferece grade diversidade de oficinas – de literatura, botânica, gravura, desenho, artesanato, além de apresentações teatrais, de música e dança; mesas-redondas e palestras, sempre focadas no escritor e sua obra.

Instituído em 1995, o Grupo de Contadores de Estórias Miguilins é um dos principais projetos do Museu, voltado para a formação de crianças e adolescentes de Cordisburgo e municípios viszinhos. Vetores de difusão da obra de Guimarães Rosa, os Miguilins narram trechos das obras do escritor, apresentando-se em espaços culturais em Minas e de outros Estados.

Portal Grande Sertão

Idealizado para ser extensão do Museu Casa Guimarães Rosa e marco da entrada para o sertão mineiro, o Portal Grande Sertão representa, para os habitantes e os visitantes do município de Cordisburgo, na região Central do Estado, o cenário e a alma da obra roseana.

Por meio de atividades culturais e educativas desenvolvidas em parceria com a Associação de Amigos, as atividades do Museu Casa Guimarães Rosa não se restringem apenas aos acervos em seu interior. Com uma proposta museológica arrojada e contemporânea, a instituição lança o Portal, no intuito de valorizar o conjunto de bens culturais e naturais do município de Cordisburgo e de regiões vizinhas.

Localizado na Praça Miguilim, o Portal é composto por representações de figuras humanas, esculpidas em bronze pelo artista Léo Santana. São seis sertanejos, tipicamente trajados e montados em cavalos, saudados pelo escritor. A cena é emoldurada por um pórtico em metal.

A obra reveste-se de significado especial para o Museu Casa Guimarães Rosa e para Cordisburgo, por ampliar e enriquecer as possibilidades das ações culturais e educativas promovidas pela instituição e por se integrar e valorizar o circuito turístico local e regional.

Inaugurado no dia 27 de junho de 2010, é fruto da parceria entre o Governo de Minas Gerais e a Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa, com a participação da prefeitura.

Aécio Neves prega oposição ”firme” e alfineta Lula, senador criticou processo que levou fábrica da Fiat para PE

Aécio prega oposição ”firme” e alfineta Lula

Fonte: Eduardo Kattah – O Estado de S.Paulo

No dia em que foi diplomado senador, tucano critica processo que levou Fiat a decidir por fábrica em Pernambuco

O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) reiterou ontem a promessa de uma oposição “firme”, mas “qualificada” ao governo Dilma Rousseff no Congresso. No entanto, ao chegar para a cerimônia de diplomação, não deixou de alfinetar o presidente Lula, a presidente eleita e o PT mineiro ao criticar o processo que levou a Fiat a decidir por instalar uma nova fábrica em Pernambuco.

“Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou se foi o primeiro presente da presidente Dilma”, ironizou Aécio. “Mas o que me parece mais surpreendente de todo esse processo é o silêncio da bancada do PT de Minas, o silêncio dos que estão próximos da atual presidente.”

A montadora receberá incentivos fiscais para a instalação e o governo mineiro alega que não foi informado sobre a negociação. O anúncio gerou, durante a semana, manifestações de revolta na Assembleia deMinas.

Aécio reforçou o discurso pragmático, ressaltando que pretende no Senado defender o diálogo com o governo federal em torno de uma agenda de reformas. Mas recusou o rótulo de líder natural da oposição no Congresso.

 

Aécio Neves e Antonio Anastasia os brasileiros mais influentes de 2010

ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Aécio Neves

Fonte: Revista Época

Líderes, construtores, heróis e artistas: confira quem, do país, exerce mais influência

Qualquer um que queira entender as transformações por que o Brasil vem passando deve olhar com cuidado para a lista que publicamos nas próximas páginas. Nelas estão 100 pessoas que se destacaram pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Este é o quarto ano em que publicamos a lista – e produzi-la é uma tarefa árdua. O trabalho envolveu praticamente toda a redação de ÉPOCA, com a valiosa colaboração de milhares de leitores (que fizeram suas indicações pelo site) e de especialistas nas diversas áreas. Para escrever os perfis, convidamos 99 personalidades (um dos textos é sobre um casal) que tivessem afinidade com o homenageado ou com a área. São a garantia de fornecer a você, leitor, um olhar privilegiado, diverso, atual sobre nossa realidade.

Líderes
Quem são os líderes mais influentes de 2010
As 100 pessoas que se destacaram em 2010 pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento, foram classificadas em quatro grupos: líderes, construtores, heróis e artistas. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Aécio Neves

O grande vencedor da oposição elegeu o sucessor em Minas e terá no Senado uma poderosa tribuna nacional

Admiro o senador Aécio Neves por sua liderança, capacidade administrativa, habilidade política e sensibilidade, que é muito forte. É um político extremamente carismático. Eu o acompanhei durante estes oito anos, como secretário de Estado e depois como vice-governador, e mais intensamente agora, nacampanha eleitoral de 2010 em Minas Gerais.

Percorremos juntos todo o Estado por duas vezes, neste ano. A primeira, no primeiro turno, na campanha que resultaria em minha eleição para o governo do Estado e na de Itamar Franco e do próprio Aécio para o Senado. Depois, no segundo turno, com o candidato à Presidência José Serra. Nós percebemos no governador Aécio, na relação que tem com as pessoas, uma força extraordinária: é naturalmente uma pessoa bem-humorada, de bem com a vida. É muito bom conviver com ele. É um líder único, pois conjuga capacidade de gestão e habilidade política, sempre atento às necessidades da população e das pessoas mais carentes.

Por Antonio Anastasia – Governador eleito (PSDB) de Minas Gerais


ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Antonio Anastasia

O mago da gestão pública de Minas Gerais triunfa nas urnas e alça voo na política

Uma semana após a eleição de Aécio Neves para seu primeiro mandato de governador, em 2001, recebemos, eu e o professor José Godoy, a visita do professor Antonio Anastasia. Ele chegou lá pelas 5 horas da tarde e ficamos conversando até as 9 da noite. Ali, juntos, traçamos o que poderia ser feito de nossa parte para ajudar a resolver o problema de 12% de déficit do Estado de Minas Gerais. Combinamos também como participaríamos da transição.

Sob a liderança de Anastasia, então secretário de Planejamento e Gestão, trabalhamos duro, enfrentando muitas dificuldades. Um ano e meio depois, ogovernador Aécio Neves nos convidou e aos empresários patrocinadores para um almoço no Palácio das Mangabeiras quando, de surpresa, anunciou o tão almejado equilíbrio fiscal. Foi uma festa! Mal sabíamos nós que se iniciava naquela hora um movimento muito positivo no Brasil de engajamento dos políticos na linha da gestão, pelo exemplo de Minas Gerais.

Nós, brasileiros, devemos isso ao governo do Aécio Nevese em particular ao trabalho firme, entusiasmante e dedicado de nosso amigo Antonio Anastasia.

Por Vicente Falconi – Professor, consultor de grandes grupos empresariais brasileiros e orientador técnico do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG)