Aécio Neves: PT dá “mau exemplo” com autoritarismo e intolerância

Aécio 2014: “Setores do PT estimulam a intolerância com o instrumento de política. Tentam cercear a liberdade de imprensa”, comentou.

Aécio 2014: os 13 fracassos de gestão do PT

Fonte: O Globo

Aécio Neves: ‘PT está exaurindo a herança bendita de FH’

Senador ataca PT e lista 13 pontos que considera fracassos do governo petista

 Aécio 2014: PT dá “mau exemplo” com autoritarismo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o PT nesta quarta-feira no Senado Ailton de Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou o aniversário de dez anos do PT na presidência da república, celebrados nesta quarta-feira, para atacar o partido. Ele usou a tribuna do Senado para listar 13 pontos que ele afirma serem ineficiências do governo petista e ressaltou – ao final do discurso – que quem governa hoje o Brasil não é mais a presidente e, sim, a “lógica da reeleição”. E defendeu, ainda, os dois governos Fernando Henrique Cardoso. (Leia a íntegra do discurso)

– A grande verdade é que, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou – disse ele.

Aécio afirmou que o partido encara com “complacência” casos de corrupção interna, sem mencionar o mensalão.

– Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios. Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao país, em especial às novas gerações.

senador tucano criticou a economia e disse que o país “parou”.

– Todas as vezes em que o PT teve de optar entre o Brasil e o PT, ficou com o PT – disse o senador. – A presidente Dilma Rousseff chega a metade do mandato longe de cumprir promessas de campanha (…). A incapacidade de gestão se adensou, e a verdade é que o Brasil parou. Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em risco avanços que o país levou anos para implementar, como a estabilidade da moeda.

Entre os pontos listados pelo senador tucano estão a desaceleração do crescimento do PIB no ano passado; paralisia de ações de infraestrutura; queda no crescimento da indústria brasileira, com desaceleração de criação de postos de trabalho; inflação acima do centro da meta definida pelo Banco Central; perda de credibilidade do país com “malabarismos fiscais e contábeis”; queda no valor da Petrobras e estatais; insuficiência na produção de combustíveis; risco de apagão; redução do poder dos estados e municípios.

Aécio ainda listou como medidas frustradas do governo petista a política de segurança pública e combate às drogas e queda nos investimentos na área; descaso na saúde e frustração na educação.

Foi com a política petista que o senador tucano terminou sua lista. Ele afirmou que o PT dá “mau exemplo” com seu autoritarismo.

– Setores do PT estimulam a intolerância com o instrumento de política. Tentam cercear a liberdade de imprensa. E atacam e desqualificam seus os críticos. Transformam em alvo aqueles que tem coragem de apontar erros (…) E reduz o Congresso a homologador de Medidas Provisórias – disse.

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Fonte: O Globo

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Senador ataca PT e lista 13 pontos que considera fracassos do governo petista

 Aécio 2014: PT dá “mau exemplo” com autoritarismo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o PT nesta quarta-feira no Senado Ailton de Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou o aniversário de dez anos do PT na presidência da república, celebrados nesta quarta-feira, para atacar o partido. Ele usou a tribuna do Senado para listar 13 pontos que ele afirma serem ineficiências do governo petista e ressaltou – ao final do discurso – que quem governa hoje o Brasil não é mais a presidente e, sim, a “lógica da reeleição”. E defendeu, ainda, os dois governos Fernando Henrique Cardoso. (Leia a íntegra do discurso)

– A grande verdade é que, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou – disse ele.

Aécio afirmou que o partido encara com “complacência” casos de corrupção interna, sem mencionar o mensalão.

– Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios. Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao país, em especial às novas gerações.

senador tucano criticou a economia e disse que o país “parou”.

– Todas as vezes em que o PT teve de optar entre o Brasil e o PT, ficou com o PT – disse o senador. – A presidente Dilma Rousseff chega a metade do mandato longe de cumprir promessas de campanha (…). A incapacidade de gestão se adensou, e a verdade é que o Brasil parou. Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em risco avanços que o país levou anos para implementar, como a estabilidade da moeda.

Entre os pontos listados pelo senador tucano estão a desaceleração do crescimento do PIB no ano passado; paralisia de ações de infraestrutura; queda no crescimento da indústria brasileira, com desaceleração de criação de postos de trabalho; inflação acima do centro da meta definida pelo Banco Central; perda de credibilidade do país com “malabarismos fiscais e contábeis”; queda no valor da Petrobras e estatais; insuficiência na produção de combustíveis; risco de apagão; redução do poder dos estados e municípios.

Aécio ainda listou como medidas frustradas do governo petista a política de segurança pública e combate às drogas e queda nos investimentos na área; descaso na saúde e frustração na educação.

Foi com a política petista que o senador tucano terminou sua lista. Ele afirmou que o PT dá “mau exemplo” com seu autoritarismo.

– Setores do PT estimulam a intolerância com o instrumento de política. Tentam cercear a liberdade de imprensa. E atacam e desqualificam seus os críticos. Transformam em alvo aqueles que tem coragem de apontar erros (…) E reduz o Congresso a homologador de Medidas Provisórias – disse.

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Aécio: cenário para 2014 é positivo, avalia pesquisa

Aécio: presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, disse que resultado obtido pelo senador estimula construção de “projeto vitorioso”.

Aécio: eleição presidencial de 2014

Fonte: PSDB

Pesquisa com Aécio anima tucanos e especialistas prevêem crescimento

 Aécio 2014: pesquisa anima tucanosBrasília – A pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no último sábado (15) traz o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com 14% das intenções de votos para a eleição presidencial de 2014. O percentual é considerado bastante positivo por integrantes do partido e especialistas, já que o mineiro nunca participou de uma campanha com a exposição nacional que o pleito para a Presidência da República proporciona.

O deputado federal e presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, destaca que há uma diferença fundamental entre quem está – ou já esteve – no comando do Palácio do Planalto e representantes da oposição em termos de visibilidade. “Nesse sentido, o resultado colhido no momento pelo nosso potencial candidato Aécio Neves é extremamente estimulante para a construção de um projeto vitorioso”, diz.

Pestana ressalta, ainda, que a pesquisa não traz o cruzamento de duas informações que mudam qualitativamente de sentido os resultados: o nível de visibilidade e a intenção de voto. “É óbvio que quem tem 95% de nível de visibilidade no país tem uma intenção de voto maior que um político que nunca foi exposto em uma campanha de escala nacional”, complementa.

O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer projeta, ainda, um crescimento natural de Aécio Neves a cada nova pesquisa.

“O senador tem margem de crescimento que também está ligado à aprovação do governo Dilma. O baixo crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) ainda não afetou muito a questão do desemprego. No momento em que isso acontecer, a presidente, naturalmente, cairá nas pesquisas e os adversários tendem a crescer”, pondera Fleischer.

A busca dos eleitores por novas alternativas também é citada pelo historiador Marco Antonio Villa como um dos fatores que devem fazer Aécio subir nas pesquisas. “As pessoas querem encontrar novas possibilidades. Há os insatisfeitos com a gestão petista e que buscam uma nova via, um novo caminho”, completa.

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://www.psdb.org.br/percentual-de-aecio-em-pesquisa-anima-tucanos-e-especialistas-preveem-crescimento/

Aécio: os caminhos para 2014

Aécio: 2014 – reportagem da revista Viver Brasil mostra porque o nome do senador é o mais forte para a disputa presidencial.

Aécio: 2014

Fonte: Revista Viver Brasil

Um nome contra Dilma

Aécio Neves pavimenta seu caminho para disputar a Presidência da República em 2014

 Aécio: os caminhos para 2014

Aécio Neves: 2014 – especialistas acreditam que o senador é o nome mais forte da oposição

Passados mais de dois anos da derrota interna sofrida no PSDB, Aécio Neves surge com força e destaque dentro de sua legenda para disputar o Palácio do Planalto. Em meados de 2009, o tucano mineiro travava batalha contra José Serra para disputar a Presidência da República. Serra venceu sem sequer disputar uma prévia, defendida pelo senador Aécio. Ele pisa em ovos para viabilizar seu nome. “Temos antes que apresentar ao Brasil a nova agenda dos próximos anos, que fale da gestão, da refundação da Federação. Acredito que o momento do lançamento tem que ser de forma natural. Não é esse o momento ainda”, esquivou-se Aécio ao comentar o lançamento de seu nome no início deste mês. Ainda que pareça de certa forma tímido em seu posicionamento, o tucano ganha a cada dia mais espaço e pavimenta seu caminho rumo a um embate contra Dilma Rousseff, conforme o jornalista Paulo César de Oliveira já havia adiantado em artigo na última edição da Viver Brasil.

Em 2009, ele trabalhava nos bastidores para agregar apoio de partidos da base do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aqui em Minas, entretanto, a base de Dilma está praticamente toda fechada com Aécio. A questão agora é trabalhar nacionalmente apoios.

Entre os partidos a serem assediados pelo tucano estão o PP, PSB, PDT, PR e até mesmo o PMDB, hoje detentor do cargo de vice-presidente da República, com Michel Temer. Fato é que, além de apoios, Aécio precisa contar com a sorte. Há quem associe a viabilidade eleitoral com o momento econômico do país. Foi assim em 2002, quando Lula desbancou os tucanos. Fernando Henrique Cardoso, na época presidente, ensaiou o anúncio da pré-candidatura de Aécio em entrevista. Os tucanos paulistas, como o governador Geraldo Alckmin e o senador Aloysio Nunes, ainda acham cedo e o próprio Aécio se esquiva de se assumir, definitivamente, como pré-candidato.” A hora é já, é agora. O nome do PSDB, hoje, é do Aécio. A meu ver, desde já, ele tem de assumir suas responsabilidades, não de candidato, mas de líder do partido, para ele poder começar a percorrer o Brasil”, afirmou o ex-presidente FHC.

Cientista político da Universidade Estadual Paulista, Milton Lauerta defende que a estratégia dos tucanos é acertada. “Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. Em minha opinião, e de 99% do partido, é que Aécio é o verdadeiro candidato do partido. E deve ser presidente do partido, assumir o papel que o Brasil já lhe dá”, completou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), cujo cargo será sucedido pelo próprio ex-governador de Minas. Presidir uma legenda como o PSDB é outra estratégia traçada para jogar os holofotes em direção ao neto de Tancredo Neves.

Lauerta acredita que o lançamento do nome do senador é uma tentativa de constituir nova liderança no partido. “Seguramente, Aécio é o nome mais forte da oposição. Hoje, é o único que poderia, de certa maneira, concorrer com ele seria o Eduardo Campos, que não é um quadro da oposição, mas pode vir a ser. O que eu diria é que é importante este lançamento agora, porque é a proposição feita pelo Fernando Henrique, explicitamente, de que o Aécio ocupe este espaço de liderança”, destaca o especialista.

Ele afirma ainda que a oposição não só precisa de um nome, mas também de “renovação de ideias e de modos de fazer. Se não fosse dado esse passo agora, o PSDB e a oposição iam sangrar mais dois anos. O lançamento resolve a questão de quem está se qualificando para assumir o papel de líder neste processo”, avalia Lauerta.

Enquanto Aécio busca costuras no âmbito nacional, regionalmente os aliados dele trabalham para fortalecer ainda mais seu nome. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), por exemplo, afirma que a cada dia a tendência é de fortalecer o nome do ex-governador publicamente. Quem deve ficar de fora de manifestações mais incisivas é o governador Antonio Anastasia. Ele nunca escondeu que separa bem seu papel no Executivo dos embates políticos-eleitorais travados no âmbito do Poder Legislativo.

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido. Proposta é fortalecer debate para 2014 e promover renovação partidária.

PSDB: Aécio presidente

 PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido. Proposta é fortalecer debate para 2014 e promover renovação partidária.

Fonte: O Tempo

O futuro e a reinvenção do PSDB

Se não nos reciclarmos, sucumbiremos

MARCUS PESTANA
Deputado federal (PSDB-MG)

O PSDB fez 24 anos de existência. Durante esse tempo, ocupou duas vezes a Presidência da República, governou os principais Estados, administrou milhares de cidades, constituiu importantes bancadas nas câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional. Deixou sua inquestionável marca na estabilização da economia, na construção das bases para o desenvolvimento, na inauguração de um longo ciclo de distribuição de renda e na consolidação de nossa democracia. Isto, nem o mais míope dos adversários há de negar.

Passadas as eleições municipais, é hora de começar a preparar o PSDB para as eleições de 2014. Saímos das urnas revigorados. Em condições extremamente difíceis, enfrentando o poderio econômico e o uso abusivo da máquina, resistimos, lutamos, sobrevivemos, nos renovamos. Não houve o extermínio das oposições previsto pelo maior líder do PT tempos atrás. Vitórias do PSDB e do DEM no Norte e Nordestechamaram a atenção: Salvador, Maceió, Aracaju, Belém, Manaus, Teresina, Campina Grande. Elegemos desde o experiente Arthur Virgílio, em Manaus, até jovens entre 28 e 36 anos, em Pelotas, Blumenau e Maceió.

Embora seja possível perceber clara tendência de pulverização e despolarização do quadro partidário, o PSDB reafirmou seu papel de principal polo aglutinador da oposição à hegemonia lulopetista.

Abre-se um novo ciclo. E isso exige renovação. Diante de novos e complexos desafios, é preciso o PSDB se reinventar. Se não nos reciclarmos, sucumbiremos. Não há nenhum “decreto celestial” assegurando que o PSDB permanecerá no papel de protagonista da cena nacional. Houve o ciclo da redemocratização, Tancredo à frente, de 1984 a 1994. A inflação e a instabilidade ameaçaram a liberdade, abriu-se um novo ciclo, marcado pelo Plano Real e suas transformações estruturais, de 1994 a 2002.

A estabilidade deu transparência aos orçamentos e aos fluxos de renda, as demandas por redistribuição de renda cresceram, veio o ciclo do Bolsa Família, de 2003 a 2012. Agora, novos segmentos sociais emergentes, com suas renovadas aspirações, e os desafios do mundo globalizado impõem uma nova agenda. Quais serão os temas? Qual a grande ideia motriz? Quem serão os atores em cena e os protagonistas do novo ciclo?

A renovação do PSDB não é uma questão etária. A mudança necessária é de métodos, ideias, atitudes, caras, nomes, cultura, estética, estratégias, formas de comunicação e mobilização.

Um bom começo seria a realização, no primeiro semestre de 2013, de um congresso nacional do PSDB, amplo e participativo, para realinhamento programático aos novos tempos do Brasil e do mundo. Poderíamos culminar na convenção nacional, em maio, com a eleição de Aécio Neves para a presidência nacional do partido, apontando claramente, sem nenhuma ambiguidade, que o PSDB travará o bom combate em 2014.

Tempo novo, novo ciclo, ideias novas, novas caras. O PSDB deve ter a ousadia de ocupar seu lugar na história.

PSDB: renovação – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=215830,OTE&IdCanal=2

Aécio: 2014 – a nova geração e a renovação do PSDB

Aécio: 2014 – Senador que abrir espaço para a renovação do partido. Proposta é percorrer o país na defesa da gestão eficiente.

Aécio: 2014

 Aécio: 2014 e a nova geração do PSDB

Aécio: 2014senador concorda e acha indispensável pôr a mão na massa e o pé na estrada. Montar um “novo time” quando da mudança da executiva nacional do PSDB em maio, abrindo espaço para a nova geração de prefeitos e parlamentares.

Fonte: Artigo Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

Mão na massa

O senador Aécio Neves não se declara candidato à Presidência da República em 2014, mas é assim que se vê. É dessa perspectiva que analisa o panorama e é para se consolidar como “candidato natural” da oposição que se movimenta.

A estrada é longa – há o ano que vem todo para atravessar, um discurso a construir e muitos cacos a juntar no PSDB -, mas o alento do tucano é que o caminho não é tão deserto quanto ele mesmo supunha nem o lobo mau anda tão perto a ponto de representar um obstáculo intransponível.

“O resultado da eleição municipal mostrou que não há cidadelas inexpugnáveis, que a popularidade de Dilma e Lula não é garantia de vitória e que a oposição não está morta”, diz, afastando a hipótese de estar sendo artificialmente otimista, já que a mais oPT derrotou o PSDB em São Paulo, a mais importante das cidadelas.

Prejuízo grande? “Enorme. Em boa parte devido à ação deletéria de Gilberto Kassab, que conseguiu projeção nacional no espaço aberto para o PSDB, dizimou o DEM, construiu suas pontes com o governo e agora é nosso adversário.”

Dano irrecuperável? “Nem de longe. Continuamos com os governos de São Paulo e Minas. Ganhamos as três últimas presidenciais no Sul e Centro-Oeste e agora conquistamos inserção importante no Norte e no Nordeste, de onde havíamos sido praticamente varridos.”

Uma surpresa. Meses antes da eleição os tucanos achavam que no Nordeste a oposição só ganharia em Aracaju, com o veteraníssimo João Alves, do DEM.

Por isso, o saldo de vitórias na parte do País onde o governo federal fincara sólidas bandeiras é visto com festejo: Salvador, Teresina, Maceió, Manaus, Belém e Aracaju. Inclui Fortaleza e Recife, conquistas do PSB em confronto com o PT, para dizer que a invencibilidade de Lula é um mito e a boa avaliação de Dilma não resulta necessariamente em influência de voto.

“A presidente se empenhou pessoalmente em cinco cidades, (Belo Horizonte, Campinas, São Paulo, Manaus, Salvador) e perdeu em quatro.”

Mas só isso não faz do PSDB uma opção competitiva nem é suficiente nem para abalar a aliança em torno da reeleição de Dilma Rousseff.

Aécio concorda e acha indispensável pôr a mão na massa e o pé na estrada. Montar um “novo time” quando da mudança da executiva nacional do PSDB em maio, abrindo espaço para a nova geração de prefeitos e parlamentares.

“Depois disso, tenho uns seis meses para viajar pelo País.” A ideia é falar nas Assembleias Legislativas, nas universidades, nas emissoras locais, aproveitando todo tipo de oportunidade para levar ao eleitorado temas como saúde, segurança, penúria dos municípios, aparelhamento do Estado, eficácia de gestão, ética na política e mais quais forem os temas escolhidos pelo partido.

E o tom desse discurso, será ameno ou de embate com o Palácio do Planalto?

O senador é criticado dentro e fora do PSDB por ter tido uma atuação frustrante diante da expectativa de que seria o grande líder da oposição depois de deixar o governo de Minas.

“Sei disso. Às vezes penso que talvez tivesse sido melhor não ter ido para o Senado, onde a oposição não tem destaque e o ambiente é de subserviência absoluta.”

Daí o plano de atuar mais fora do Parlamento em 2013. Candidatura para valer – “se for o caso”, acrescenta a título de precaução – só na virada do ano eleitoral.

Anuncia que assumirá gradualmente posições mais contundentes, embora dentro de um limite: “Não acho que vá ganhar a eleição quem se dedique exclusivamente a dar pancada no governo. Se eu tivesse feito isso, teria sido pior, estaria mais desgastado”.

Preservando-se para pescar nas águas governistas?

“Tenho trânsito em todos os partidos, mas no momento a preocupação é outra: cumprir uma agenda que faça do PSDB uma expectativa viável de poder, porque sem esse ativo não vamos atrair ninguém.”

Aécio: 2014 – Link do artigo – http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,mao-na-massa-,958762,0.htm

2014: Aécio e Eduardo são o novo para eleições presidenciais

2014: Aécio e Eduardo são o novo. Minas fez o choque de gestão, Pernambuco contratou gestores profissionais para a Saúde.

2014: Aécio e Eduardo

 2014: Aécio e Eduardo são o novo

2014: Aécio e Eduardo – Foto O Estado de S.Paulo

Fonte: Valor Econômico

Nem sempre o novo significa renovação

Por Raymundo Costa

É preciso tempo e estudos mais detalhados para se comprovar o fenômeno da renovação política que teria ocorrido nas eleições municipais de 2012. Como escreveu Fernando Henrique Cardoso em seu artigo do último domingo, publicado em “O Globo” e no “Estado de S. Paulo”, ser jovem não assegura necessariamente ser “portador de mensagem renovadora”.

Na safra de jovens eleitos ou que despontaram nas eleições, alguns são legítimos representantes de oligarquias há longo tempo assentadas. O exemplo mais evidente é o de Antônio Carlos Magalhães Neto, 33 anos, herdeiro político do velho ACM, morto em 2007.

ACM, o avô, fez da truculência a sua marca. O melhor exemplo nem é o de sua famosa briga com o paraense Jader Barbalho, que acabou com a renúncia dos dois ao mandato que exerciam no Senado. É a cena do “dono da Bahia” atravessando a rua que separa o Congresso do Palácio do Planalto para “peitar” FHC: O presidente decidira intervir no antigo Banco Econômico.

As lições eleitorais de 2012 e seus signos para 2014

Oligarca, patrimonialista, ACM no entanto sempre teve a faculdade de escolher bons quadros: fez sucessores no governo da Bahia, técnicos como o ex-governador Paulo Souto, que deixaram o cargo bem avaliados.

ACM Neto não deve ser julgado desde já pelo que o avô tinha de antigo, nem pelo que os “modernos” julgavam um bom faro para escolher nomes novos para a política baiana, desde que fiéis. Isso quem dirá é o próprio Neto, cujas dificuldades à frente não são poucas: ele assume a Prefeitura de Salvador por um partido de oposição e enormes problemas financeiros.

Outro nome comemorado como novo é o de Gustavo Fruet (PDT), mas ele também descende de uma família política: é filho de Maurício Fruet, ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e ex-prefeito de Curitiba (1983-1986). Morreu em 1998 a pouco mais de um mês da eleição, quando era novamente candidato a deputado federal, e foi substituído pelo filho.

No Congresso, Gustavo Fruet é considerado um político ético e moderno. Mas só a prática na Prefeitura de Curitiba (PR), para a qual foi eleito agora, aos 49 anos, dirá se sua eleição significa também renovação na política. Renovação de métodos e das práticas sobre as quais o eleitor demonstra cansaço. Por uma questão local, Fruet começou sua escalada rumo à prefeitura à moda antiga: trocando de partido. Em seu favor diga-se que sua candidatura foi abatida por um acordo não cumprido pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa – filho de um dos fundadores do PSDB, José Richa.

Aos 43 anos, o prefeito do Rio é jovem, mas tem uma fieira de partidos no currículo. Foi inclusive secretário-geral do PSDB, ou seja, um tucano daqueles que se dizem de “alta plumagem”, e tem pela frente um futuro promissor, desde que a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio, em 2016, sejam um sucesso.

Ratinho Junior (PSC), 31 anos, perdeu a eleição em Curitiba para Fruet, no segundo turno, mas é considerado outro exemplo da renovação. Talvez mais apropriado seja dizer que se enquadra na categoria dos chamados “candidatos de mídia”. No caso, recebeu a herança política do pai, apresentador famoso de televisão e ex-deputado federal.

Nessa categoria – “candidato de mídia” – também deve ser enquadrado Celso Russomano (PRB), já não tão novo, aos 56 anos e um bom tempo de estrada, mas uma alternativa diferente à polarização PT-PSDB, em São Paulo. Russomano só não seguiu em frente por tropeçar nas próprias pernas e comprovar uma desconfiança: não estava ainda pronto para governar uma cidade como São Paulo. E suas alianças representavam o que há de mais antigo em política.

O PSDB comemorou os cerca de 30% obtidos por um candidato “quase clandestino” no Recife, Daniel Pires Coelho, de 34 anos. Ele obteve quase o dobro dos votos do candidato do PT. À primeira vista parecia um integrante do clã dos Coelho, que se espalha pelas duas margens do Rio São Francisco. Não é. Mas seu pai foi vereador, deputado estadual bem votado e candidato a prefeito do Recife derrotado por Jarbas Vasconcelos, hoje senador do PMDB.

Os tucanos comemoraram como renovação a vitória de Arthur Virgílio Neto em Manaus, capital do Amazonas. Aos 65 anos, Arthur já foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993. Na realidade, a vitória do PSDB parece mais revanche contra Lula, que se empenhou para derrotá-lo na eleição para o Senado, em 2010, e para prefeito, agora em 2012.

Renovação efetiva parece ocorrer em São Paulo, uma necessidade diante da queda da antiga cúpula do PT no escândalo do mensalão. Ainda assim será necessário ponderar o peso da popularidade do ex-presidente Lula e da atual aprovação dapresidente Dilma Rousseff na eleição de Fernando Haddad, na capital do Estado, e na passagem de Márcio Pochmann, ex-presidente do Ipea, para o segundo turno, na eleição de Campinas. Os dois eram neofitos em campanha eleitoral.

Em 2006 novos eram os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e de Pernambuco, Eduardo Campos, embora ambos disputassem a reeleição, sem falar de Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Minas cantou vitória sobre o déficit público (o déficit zero) e fez o choque de gestão; em Pernambuco, Eduardo enfrentou os sindicalistas, contratou gestores profissionais para administrar os hospitais e uma fundação privada para elaborar um modelo para a educação. Cabral, cujo crédito era alto no combate à violência, perdeu-se nos desvãos da construtora Delta. Por enquanto, Eduardo e Aécio são o novo para as eleições de 2014.

Além da renovação, a eleição de 2012 é rica de casos merecedores de maior atenção dos estudiosos. Chega a lembrar a eleição de 1974, o primeiro indicativo da sociedade para a ditadura militar. Algo como ‘vocês podem muito mas não podem tudo’. Ainda não há cálculos precisos, mas os partidos falam em elevada renovação nas câmaras municipais. Outro indicador que deixou surpreso os dirigentes partidários: cerca de 55% dos prefeitos que concorreram à reeleição não conseguiram se manter no cargo. Foram trocados.

* Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

2014: Aécio e Eduardo – Link do artigo: http://www.valor.com.br/politica/2892682/nem-sempre-o-novo-significa-renovacao

Gestão Eficiente: Governo de Minas deixa Mineirão quase pronto

Gestão Eficiente: Mineirão – Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto para 2014.

Gestão Eficiente: Mineirão 2014

Fonte: Superesportes publicado por Turma do Chapéu

Grama já começou a ser plantada no Novo Mineirão

COPA DE 2014

O maior palco do futebol mineiro está retomando a velha forma: proxímo da conclusão da obra, o Mineirão já começa a receber a grama. O tapete escolhido é do tipo Bermuda Celebration, recomendado pela Fifa para a Copa do Mundo. As obras devem estar concluídas em 21 de dezembro desse ano, e a inauguração deve acontecer em março, com um jogo da seleção brasileira. O ex-beatle Paul McCartney também é cotado para tocar no estádio reinaigurado, segundo o secretário extraordinário para a Copa, Tiago Lacerda.

Plantio do gramado do Mineirão – Foto: Divulgação/Secopa

 Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto para 2014

Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto

Tapete estendido para o espetáculo

Mineirão recebe as primeiras sementes e deve ter o gramado pronto em fevereiro. Secopa prepara reabertura em março, com a Seleção

Gestão Eficiente – Assegurado o tempo de céu carregado, muitos ventos e chuva que baixou sobre Belo Horizonte, há grandes chances de a grama do novo Mineirão estar pronta para a bola rolar antes dos 90 dias necessários para o completo crescimento. O tapete verde tipo Bermuda Celebration, reconhecido por especialistas como a melhor opção para a prática do futebol, começou a ser plantado como o primeiro gramado dos 12 estádios da Copa do Mundo’2014 e dos seis para a Copa das Confederações, em junho. Após ultrapassar o Castelão, em Fortaleza, no ranking das obras, o Gigante da Pampulha é o estádio mais adiantado: passou dos 93% de execução.

O plantio da grama deve ser concluído até o fim da próxima semana. Num prazo aproximado de 15 dias, o secretário de Estado Extraordinário da Copa (Secopa), Tiago Lacerda, espera já ter uma data definida para a reinauguração do estádio – entre o fim de janeiro e início de fevereiro. Diversas possibilidades vêm sendo avaliadas pela Secopa. “Temos um pedido junto à CBF para ter a seleção”, antecipa Lacerda, se referindo ao amistoso prometido pelo presidente da entidade, José Maria Marin, durante visita às obras. Duas datas em aberto no calendário de amistosos do Brasil indicam que o confronto, uma das festividades que marcarão a reabertura da arena, poderá ser em 22 ou 26 de março.

Até chegar ao campo, o novo gramado – mesma qualidade utilizada no novo Independência – foi submetido a rigoroso processo de seleção, desenvolvimento e transporte. Definidas pela Fifa como padrão, as sementes passaram por seleção feita nosEstados Unidos. Elas foram plantadas numa fazenda de Bom Sucesso (Sul de Minas Gerais) em abril para então ser transportadas a BH em caminhões frigoríficos a uma temperatura de 5°C. Pelo fato de a preparação ter sido programada para o verão, haverá o complemento com sementes de inverno em março de 2013. A expectativa do presidente do consórcio Minas Arena, responsável pela obra e futura operação, Ricardo Barra, é de que o campo esteja pronto para jogo no fim de janeiro. “Aí teremos condições de jogar. A ideia é desenvolver junto com a Fifa um sistema que proteja o tapete”, declarou.

Um dos funcionários especializados contratados pela carioca Greenleaf Gramados, o servente Manoel Messias da Silva elogiou a qualidade do campo. Além da instalação, a empresa ficará responsável pela manutenção. “De todos os gramados onde trabalhei, esse aqui é o melhor, pela adubação diferenciada e sistema de vazão. Pode chover que não vai encharcar”, garantiu Silva, que já marcou ponto nas obras da Arena da Baixada, em Curitiba, e Maracanã, no Rio.

Antes do plantio, o terreno passou por várias etapas para recebê-lo: terraplanagem, preparação de drenagem, irrigação e solo e, por fim, adição de fertilizantes e corretivos pré-plantio para correção do pH do solo. O sistema de irrigação será automatizado com aspersores escamoteáveis que distribuem a água em horários programados na quantidade e frequência desejadas.

Quase pronto Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto. Dentro de campo, alguns detalhes chamam a atenção. No teto, faltam apenas instalar três partes da inédita cobertura translúcida que, aos poucos, vem clareando graças à incidência do sol – inicialmente as peças possuíam coloração amarelada. Um dos telões que ficarão nos lados extremos do campo já foi colocado (o outro aguarda uma trégua das chuvas para ser içado). Cada painel é composto por 40 placas de Leds, sendo necessária uma equipe formada por 20 pessoas para fixá-lo, o que foi feito em 15 dias. Nas arquibancadas, apenas algumas cadeiras ainda não foram instaladas. Nos camarotes, lanchonetes e bares, estarão disponíveis 250 TVs de 46 polegadas, além de 3,8 mil caixas de som. Concluído, o estádio terá capacidade para 62.170 espectadores.

Em números

540 mil
mudas em toda a área gramada

60
mudas é a média por metro quadrado

30cm
é o altura da camada de Topsoil, mistura de areia com matéria onde as raízes da grama se faixarão

105m x 68m
são as dimensões do novo campo, reduzido para atender os padrões da Fifa

110m x 75m
era o tamanho anterior, antes do início da reforma

2,5 mil
carros, a capacidade do estacionamento

62.170
torcedores será a lotação do estádio

Gestão Eficiente: Mineirão 2014 – Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/grama-novo-mineirao/

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição, diz em artigo

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição. “O partido precisa agora entender o que disseram as urnas”, comentou o senador.

Aécio Neves: oposição e as eleições 2012

 Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição

Fonte: artigo senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

A verdade das urnas

Aécio Neves

Recentemente, me lembrei de uma citação folclórica que volta e meia é repetida no meio político e refere-se a uma proposta para encerrar a guerra do Vietnã nos anos 60, atribuída a um senador dos EUA.

A sugestão dele era que o presidente americano devia simplesmente declarar vitória, unilateralmente, e retirar as tropas daquele país do Sudeste Asiático, colocando um ponto final no confronto.

No plano das alegorias, é mais ou menos isso que o PT tenta fazer ao propagar que dizimou os adversários nas eleições municipais de 2012.

O fato de ter vencido em cidades importantes do país não autoriza o partido a generalizar o resultado. Pelo menos não com o amparo da realidade.

A principal característica das eleições municipais deste ano é a distribuição equilibrada entre os partidos que obtiveram as maiores votações. O PMDB foi o partido que elegeu o maior número de prefeitos, seguido pelo PSDB e pelo PT.

Mas, na política, a criatividade é grande e surgem análises de todos os tipos, prontas para atender o gosto do freguês. Há quem prefira somar o número das cidades sob o comando de cada legenda para apontar vencedores ou derrotados. Há aqueles que analisam resultados sob a ótica das alianças políticas e não das legendas isoladas. Quem não pode somar cidades, opta por somar a população a ser governada por um partido. Não falta, inclusive, quem, na ausência de ter o que contabilizar, defenda o caráter estratégico de suas conquistas.

Na verdade, o resultado político dessas eleições é muito mais complexo do que pode apontar esse tipo de análise. Talvez porque não exista um, mas diversos resultados.

Se a discussão em torno dos números não se mostra tão favorável ao PT como seus dirigentes se esforçam em demonstrar, há uma derrota política que certamente incomoda mais nesse momento ao Planalto.

Ao transformar algumas disputas em verdadeiros plebiscitos, o PT colheu a derrota direta do ex-presidente Lula ou da presidente Dilma em locais de forte simbolismo. Em Manaus e Salvador, assim como nas três principais cidades de MinasBelo Horizonte, Betim e Contagem -, de forma especial, o que prevaleceu foi o não ao PT.

Ao PSDB, cabe agradecer os 13,9 milhões de votos em nossos candidatos a prefeito, no primeiro turno das eleições, e 5,6 milhões, no segundo. Isso sem levar em consideração os incontáveis apoios que tivemos nas alianças firmadas com outros partidos pelo país afora.

Com erros e acertos, o PSDB reafirmou sua posição de principal polo de oposição no país. O partido precisa agora entender o que disseram as urnas. Inclusive o recado dos milhões de brasileiros que preferiram não votar, descrentes dapolítica.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves: oposição e as eleições 2012 Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/76133-a-verdade-das-urnas.shtml

Aécio 2014: presidente – PSDB fala em renovação com aval do senador

Aécio: presidente – 2014 – “ A partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB”, disse o senador.

Aécio: presidente – 2014

Aécio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: presidente   2014 e a renovação do PSDB

Aécio: presidente 2014 – senador na caminha da vitória de Marcio Lacerda em Belo Horizonte

Fonte: Tereza Cruvinel – Correio Brazilense

Sotaque de candidato

”Dilma tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela”, Aécio Neves, senador do PSDB-MG

“Eu farei o meu papel. A eternização do PT no poder não fará bem à democracia.” Qual o papel? O de candidato a presidente da República? O senador Aécio Neves tangencia a pergunta e a palavra candidato: “O papel que o partido me delegar. Mas, a partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB, pela mudança de sua fisionomia, a atualização de seu discurso, o resgate de seu papel na democratização e na modernização do Brasil”, diz o senador, agora falando (quase) como presidenciável.

Entre abril e maio, diz Aécio, o PSDB fará um grande evento nacional, por ocasião de sua convenção, que elegerá a nova direção. “Vamos apresentar um projeto alternativo para o Brasil, revelando caras novas para sua implantação e apontando as deficiências do atual governo. Há espaço para o PSDB e vamos entrar em campo com muita disposição para conquistá-lo.” O discurso pró-renovação não parece comportar a proposta da eleição de José Serra para a presidência do partido. Mas ele mesmo evita o assunto, dizendo ter lamentado muito a derrota tucana em São Paulo, porque ele proporcionou ao PT uma parte do fôlego perdido com o mensalão.

Os efeitos das eleições municipais, diz Aécio, são importantes durante um período, mas logo se dissipam, porque outros fatores passam a pesar no tabuleiro nacional. ”Para nós, duas coisas foram importantes. Primeiro, o PDSB foi confirmado como contrapolo de poder no Brasil. Depois, conquistamos posições importantes no Norte e no Nordeste, de onde havíamos praticamente desaparecido. Mais que nossas vitórias ali, as derrotas do PT têm um significado importante. Elas indicam que o messianismo de Lula está se volatizando e que os benefícios dados à região, como o Bolsa Família, já estão eleitoralmente precificados.” Vale dizer, o retorno em forma de votos já foi colhido em eleições passadas.

Some-se a esses resultados, prossegue ele, o fato de que o PSDB, já dispondo de uma base estável, ainda que não majoritária, na Região Sul, continua sendo a maior força partidária no Sudeste. “Isso não pode ser subestimado numa disputa presidencial. O PT conquistou a prefeitura da capital paulista, mas o PSDB continua tendo os governos de Minas e de São Paulo. Nossa vitória em todo o estado de Minas foi muito expressiva. O Rio ainda é algo indefinido, com a prefeitura e o governo estadual nas mãos do PMDB.Vamos investir muito em nossa relação com o Rio, junto à população e aos setores que formam opinião, na cultura, nas artes e no mundo acadêmico”, diz Aécio.

Dilma será um páreo duro? “Ela tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela.”

Nem é preciso perguntar sobre alianças, especialmente com o PSB de Eduardo Campos, hipótese que tem rendido tanta especulação. “Estamos numa situação confortável porque somos oposição. Nessa condição, não enfrentamos dilemas, como o de ficar ou sair do governo, buscar uma vice ou lançar candidato próprio. O PSB hoje é um partido da base governista. Devemos respeitar isso. Quem tem que se preocupar com a hipótese de o partido lançar candidato próprio é a presidente, é o governo. Agora, se em algum momento eles (o PSB) quiserem se juntar a nós para oferecermos um projeto alternativo ao Brasil, serão bem vindos.De alianças, vamos tratar no momento certo”, diz ainda Aécio. Ou seja, quando o candidato, que só pode ser ele, vier a ser lançado.

Aécio teve na segunda-feira uma conversa de cinco horas com o ex-presidente Fernando Henrique, que, segundo o senador, tem sido um forte inspirador da renovação partidária e deve ter papel mais ativo no processo, como presidente de honra do PSDB. Não disse, mas está implícito: FH será uma espécie de patrono de sua candidatura na arena paulista. Esse é o tom quase presidenciável adotado por Aécio depois das eleições.

Julgamento
Do ex-deputado José Genoino, aguardando a fixação de sua pena pelo STF: “Na democracia, condenações do STF devem ser cumpridas. Nunca dissemos o contrário. Mas isso não suprime o direito de questioná-la, de lutar até o fim pela demonstração de inocência. Para isso, existem os recursos e outros instrumentos jurídicos”. O PT reunirá a Executiva hoje, mas não abordará o assunto. Ficará nos louros da eleição municipal.

No comando
Não se sabe o que pensa Dilma, mas, no PSD e alhures, todo mundo acha que o ministro do partido será o próprio prefeito Gilberto Kassab. Há quem pense na senadora Kátia Abreu para a pasta da Agricultura, mas ela tem dito a amigos que prefere ser presidente. Se Kassab virar ministro, como vice-presidente ela assumirá o comando do partido.

Aécio: presidente – 2014 – Link da matéria: http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/11/01/interna_politica,60147/tereza-cruvinel.shtml