2014: Aécio e Eduardo são o novo para eleições presidenciais

2014: Aécio e Eduardo são o novo. Minas fez o choque de gestão, Pernambuco contratou gestores profissionais para a Saúde.

2014: Aécio e Eduardo

 2014: Aécio e Eduardo são o novo

2014: Aécio e Eduardo – Foto O Estado de S.Paulo

Fonte: Valor Econômico

Nem sempre o novo significa renovação

Por Raymundo Costa

É preciso tempo e estudos mais detalhados para se comprovar o fenômeno da renovação política que teria ocorrido nas eleições municipais de 2012. Como escreveu Fernando Henrique Cardoso em seu artigo do último domingo, publicado em “O Globo” e no “Estado de S. Paulo”, ser jovem não assegura necessariamente ser “portador de mensagem renovadora”.

Na safra de jovens eleitos ou que despontaram nas eleições, alguns são legítimos representantes de oligarquias há longo tempo assentadas. O exemplo mais evidente é o de Antônio Carlos Magalhães Neto, 33 anos, herdeiro político do velho ACM, morto em 2007.

ACM, o avô, fez da truculência a sua marca. O melhor exemplo nem é o de sua famosa briga com o paraense Jader Barbalho, que acabou com a renúncia dos dois ao mandato que exerciam no Senado. É a cena do “dono da Bahia” atravessando a rua que separa o Congresso do Palácio do Planalto para “peitar” FHC: O presidente decidira intervir no antigo Banco Econômico.

As lições eleitorais de 2012 e seus signos para 2014

Oligarca, patrimonialista, ACM no entanto sempre teve a faculdade de escolher bons quadros: fez sucessores no governo da Bahia, técnicos como o ex-governador Paulo Souto, que deixaram o cargo bem avaliados.

ACM Neto não deve ser julgado desde já pelo que o avô tinha de antigo, nem pelo que os “modernos” julgavam um bom faro para escolher nomes novos para a política baiana, desde que fiéis. Isso quem dirá é o próprio Neto, cujas dificuldades à frente não são poucas: ele assume a Prefeitura de Salvador por um partido de oposição e enormes problemas financeiros.

Outro nome comemorado como novo é o de Gustavo Fruet (PDT), mas ele também descende de uma família política: é filho de Maurício Fruet, ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e ex-prefeito de Curitiba (1983-1986). Morreu em 1998 a pouco mais de um mês da eleição, quando era novamente candidato a deputado federal, e foi substituído pelo filho.

No Congresso, Gustavo Fruet é considerado um político ético e moderno. Mas só a prática na Prefeitura de Curitiba (PR), para a qual foi eleito agora, aos 49 anos, dirá se sua eleição significa também renovação na política. Renovação de métodos e das práticas sobre as quais o eleitor demonstra cansaço. Por uma questão local, Fruet começou sua escalada rumo à prefeitura à moda antiga: trocando de partido. Em seu favor diga-se que sua candidatura foi abatida por um acordo não cumprido pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa – filho de um dos fundadores do PSDB, José Richa.

Aos 43 anos, o prefeito do Rio é jovem, mas tem uma fieira de partidos no currículo. Foi inclusive secretário-geral do PSDB, ou seja, um tucano daqueles que se dizem de “alta plumagem”, e tem pela frente um futuro promissor, desde que a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio, em 2016, sejam um sucesso.

Ratinho Junior (PSC), 31 anos, perdeu a eleição em Curitiba para Fruet, no segundo turno, mas é considerado outro exemplo da renovação. Talvez mais apropriado seja dizer que se enquadra na categoria dos chamados “candidatos de mídia”. No caso, recebeu a herança política do pai, apresentador famoso de televisão e ex-deputado federal.

Nessa categoria – “candidato de mídia” – também deve ser enquadrado Celso Russomano (PRB), já não tão novo, aos 56 anos e um bom tempo de estrada, mas uma alternativa diferente à polarização PT-PSDB, em São Paulo. Russomano só não seguiu em frente por tropeçar nas próprias pernas e comprovar uma desconfiança: não estava ainda pronto para governar uma cidade como São Paulo. E suas alianças representavam o que há de mais antigo em política.

O PSDB comemorou os cerca de 30% obtidos por um candidato “quase clandestino” no Recife, Daniel Pires Coelho, de 34 anos. Ele obteve quase o dobro dos votos do candidato do PT. À primeira vista parecia um integrante do clã dos Coelho, que se espalha pelas duas margens do Rio São Francisco. Não é. Mas seu pai foi vereador, deputado estadual bem votado e candidato a prefeito do Recife derrotado por Jarbas Vasconcelos, hoje senador do PMDB.

Os tucanos comemoraram como renovação a vitória de Arthur Virgílio Neto em Manaus, capital do Amazonas. Aos 65 anos, Arthur já foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993. Na realidade, a vitória do PSDB parece mais revanche contra Lula, que se empenhou para derrotá-lo na eleição para o Senado, em 2010, e para prefeito, agora em 2012.

Renovação efetiva parece ocorrer em São Paulo, uma necessidade diante da queda da antiga cúpula do PT no escândalo do mensalão. Ainda assim será necessário ponderar o peso da popularidade do ex-presidente Lula e da atual aprovação dapresidente Dilma Rousseff na eleição de Fernando Haddad, na capital do Estado, e na passagem de Márcio Pochmann, ex-presidente do Ipea, para o segundo turno, na eleição de Campinas. Os dois eram neofitos em campanha eleitoral.

Em 2006 novos eram os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e de Pernambuco, Eduardo Campos, embora ambos disputassem a reeleição, sem falar de Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Minas cantou vitória sobre o déficit público (o déficit zero) e fez o choque de gestão; em Pernambuco, Eduardo enfrentou os sindicalistas, contratou gestores profissionais para administrar os hospitais e uma fundação privada para elaborar um modelo para a educação. Cabral, cujo crédito era alto no combate à violência, perdeu-se nos desvãos da construtora Delta. Por enquanto, Eduardo e Aécio são o novo para as eleições de 2014.

Além da renovação, a eleição de 2012 é rica de casos merecedores de maior atenção dos estudiosos. Chega a lembrar a eleição de 1974, o primeiro indicativo da sociedade para a ditadura militar. Algo como ‘vocês podem muito mas não podem tudo’. Ainda não há cálculos precisos, mas os partidos falam em elevada renovação nas câmaras municipais. Outro indicador que deixou surpreso os dirigentes partidários: cerca de 55% dos prefeitos que concorreram à reeleição não conseguiram se manter no cargo. Foram trocados.

* Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

2014: Aécio e Eduardo – Link do artigo: http://www.valor.com.br/politica/2892682/nem-sempre-o-novo-significa-renovacao

Gestão Eficiente: Governo de Minas deixa Mineirão quase pronto

Gestão Eficiente: Mineirão – Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto para 2014.

Gestão Eficiente: Mineirão 2014

Fonte: Superesportes publicado por Turma do Chapéu

Grama já começou a ser plantada no Novo Mineirão

COPA DE 2014

O maior palco do futebol mineiro está retomando a velha forma: proxímo da conclusão da obra, o Mineirão já começa a receber a grama. O tapete escolhido é do tipo Bermuda Celebration, recomendado pela Fifa para a Copa do Mundo. As obras devem estar concluídas em 21 de dezembro desse ano, e a inauguração deve acontecer em março, com um jogo da seleção brasileira. O ex-beatle Paul McCartney também é cotado para tocar no estádio reinaigurado, segundo o secretário extraordinário para a Copa, Tiago Lacerda.

Plantio do gramado do Mineirão – Foto: Divulgação/Secopa

 Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto para 2014

Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto

Tapete estendido para o espetáculo

Mineirão recebe as primeiras sementes e deve ter o gramado pronto em fevereiro. Secopa prepara reabertura em março, com a Seleção

Gestão Eficiente – Assegurado o tempo de céu carregado, muitos ventos e chuva que baixou sobre Belo Horizonte, há grandes chances de a grama do novo Mineirão estar pronta para a bola rolar antes dos 90 dias necessários para o completo crescimento. O tapete verde tipo Bermuda Celebration, reconhecido por especialistas como a melhor opção para a prática do futebol, começou a ser plantado como o primeiro gramado dos 12 estádios da Copa do Mundo’2014 e dos seis para a Copa das Confederações, em junho. Após ultrapassar o Castelão, em Fortaleza, no ranking das obras, o Gigante da Pampulha é o estádio mais adiantado: passou dos 93% de execução.

O plantio da grama deve ser concluído até o fim da próxima semana. Num prazo aproximado de 15 dias, o secretário de Estado Extraordinário da Copa (Secopa), Tiago Lacerda, espera já ter uma data definida para a reinauguração do estádio – entre o fim de janeiro e início de fevereiro. Diversas possibilidades vêm sendo avaliadas pela Secopa. “Temos um pedido junto à CBF para ter a seleção”, antecipa Lacerda, se referindo ao amistoso prometido pelo presidente da entidade, José Maria Marin, durante visita às obras. Duas datas em aberto no calendário de amistosos do Brasil indicam que o confronto, uma das festividades que marcarão a reabertura da arena, poderá ser em 22 ou 26 de março.

Até chegar ao campo, o novo gramado – mesma qualidade utilizada no novo Independência – foi submetido a rigoroso processo de seleção, desenvolvimento e transporte. Definidas pela Fifa como padrão, as sementes passaram por seleção feita nosEstados Unidos. Elas foram plantadas numa fazenda de Bom Sucesso (Sul de Minas Gerais) em abril para então ser transportadas a BH em caminhões frigoríficos a uma temperatura de 5°C. Pelo fato de a preparação ter sido programada para o verão, haverá o complemento com sementes de inverno em março de 2013. A expectativa do presidente do consórcio Minas Arena, responsável pela obra e futura operação, Ricardo Barra, é de que o campo esteja pronto para jogo no fim de janeiro. “Aí teremos condições de jogar. A ideia é desenvolver junto com a Fifa um sistema que proteja o tapete”, declarou.

Um dos funcionários especializados contratados pela carioca Greenleaf Gramados, o servente Manoel Messias da Silva elogiou a qualidade do campo. Além da instalação, a empresa ficará responsável pela manutenção. “De todos os gramados onde trabalhei, esse aqui é o melhor, pela adubação diferenciada e sistema de vazão. Pode chover que não vai encharcar”, garantiu Silva, que já marcou ponto nas obras da Arena da Baixada, em Curitiba, e Maracanã, no Rio.

Antes do plantio, o terreno passou por várias etapas para recebê-lo: terraplanagem, preparação de drenagem, irrigação e solo e, por fim, adição de fertilizantes e corretivos pré-plantio para correção do pH do solo. O sistema de irrigação será automatizado com aspersores escamoteáveis que distribuem a água em horários programados na quantidade e frequência desejadas.

Quase pronto Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto. Dentro de campo, alguns detalhes chamam a atenção. No teto, faltam apenas instalar três partes da inédita cobertura translúcida que, aos poucos, vem clareando graças à incidência do sol – inicialmente as peças possuíam coloração amarelada. Um dos telões que ficarão nos lados extremos do campo já foi colocado (o outro aguarda uma trégua das chuvas para ser içado). Cada painel é composto por 40 placas de Leds, sendo necessária uma equipe formada por 20 pessoas para fixá-lo, o que foi feito em 15 dias. Nas arquibancadas, apenas algumas cadeiras ainda não foram instaladas. Nos camarotes, lanchonetes e bares, estarão disponíveis 250 TVs de 46 polegadas, além de 3,8 mil caixas de som. Concluído, o estádio terá capacidade para 62.170 espectadores.

Em números

540 mil
mudas em toda a área gramada

60
mudas é a média por metro quadrado

30cm
é o altura da camada de Topsoil, mistura de areia com matéria onde as raízes da grama se faixarão

105m x 68m
são as dimensões do novo campo, reduzido para atender os padrões da Fifa

110m x 75m
era o tamanho anterior, antes do início da reforma

2,5 mil
carros, a capacidade do estacionamento

62.170
torcedores será a lotação do estádio

Gestão Eficiente: Mineirão 2014 – Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/grama-novo-mineirao/