Lula e Maluf: artigo fala do encontro histórico

Artigo fala do encontro histórico de Lula e Maluf – Segundo Carlos Eduardo Leão o fato abriga o “que há de mais torpe na política nacional”.

Lula e Maluf

Fonte:  Carlos Eduardo Leão* – Publicado no site da Fundação Dom Cabral

De causar náusea

Deu causa náusea - Lula e Maluf
Está registrado nos anais do fotojornalismo um dos momentos mais repulsivos da política brasileiro

A fotografia jornalística talvez seja o mais claro e objetivo meio de informação da mídia em todos os tempos. Ela tem a imprescindível capacidade de transmitir, após um competente clic, todo um conjunto de informações, ricas em detalhes, conseguido através da sempre aguçada sensibilidade do fotógrafo que, na escolha correta do enquadramento, dará alma à notícia.

O fotojornalismo é, portanto, uma demonstração tácita do mais puro conceito de arte plástica a serviço da informação.

Quem não se lembra daquela personagem que virou símbolo da guerra do Vietnã, uma criança queimada, totalmente nua, correndo no meio de uma estrada que ligava o nada a lugar nenhum? Aquela fotografia resumiu toda uma guerra, suas atrocidades, suas consequências e, sobretudo, todo o sofrimento estampado no horror daquela imagem de dor e desesperança que marcou para sempre aquele rosto da infância vietnamita.

A fotografia de Neil Armstrong, naquele 20 de julho de 1969, quando pisava na Lua, marcou a história e todas as gerações a partir daquele momento. A frase “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” dita por Armstrong no momento do clic, não precisaria ser dita. A fotografia falava por ela.

Outras fotografias, apenas para ilustrar esse pensamento, como a daquele avião-míssil  disparado contra o World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001 ou ainda do famoso Concorde em chamas quando decolava do Aeroporto Charles de Gaulle em Paris para cair momentos depois, não precisavam de textos para explicar as suas tragédias. As imagens perfeitas obtidas pelas excelentes câmeras de notáveis profissionais mostraram com nitidez o perfeito enquadramento do desastre.

Entretanto, nenhuma dessas fotos teve efeito mais devastador, mais chocante, mais incrível, mais surrealista, mais desanimador do que a de Lula “in love” com Maluf, sob as bênçãos do medíocre Fernando Hadad, encenada nos jardins daquela famosa mansão paulistana, que abriga o que há de mais torpe na política nacional. A nitidez da fotografia mostra-nos com detalhes que ambos são idênticos no tocante à moralidade e à honestidade nos preceitos políticos, bem ao estilo “farinha do mesmo saco”.

Já o enquadramento revela dois semblantes de verdadeiros brincalhões que, naquele momento, parecem gozar com a fé de um povo que neles depositaram, por várias vezes, todas as suas esperanças, em lados, porém, totalmente opostos em pensamento, ideologia e, sobretudo, filosofia de linhagem política.

A acuidade da câmera foi definitiva para mostrar o oportunismo de dois inimigos figadais históricos que, em nome do vale-tudo, posam como verdadeiros amigos (e na realidade o são) em prol de interesses que maculam a honra e a ética, atributos raros em políticos que rezam nessa linha de pensamento.

E, por fim, o talento dos fotógrafos foi determinante para mostrar a decepção da natureza que enfeita os jardins da mansão. Parecia que ela entendia a tristeza daquele momento, ao ver ruir o que sobrou daquele outrora bastião da moralidade, sucumbindo aos baixios caminhos da politicagem que só trazem decepção, incredulidade e amargura.

Lembro-me também de uma fotografia que marcou a humanidade. A beleza da Terra focalizada da Lua, com matizes de azul misturadas ao branco, num fundo esverdeado, enfim, uma explosão de cores que seguirá para sempre enfeitando a imensidão.

Assim sendo, continuamos à espera da fotografia em que dois políticos brasileiros estarão abraçados pela honra e o bem de seu povo, não em defesa de interesses mesquinhos e vulgares. Mesmo que seja em preto e branco, esse flagrante será suficiente para transformar a referida foto numa explosão de cores de uma só tradução: Esperança. E quanto ao fotógrafo que imortalizar tal momento, com certeza será candidato ao World Press Photo Award, o “Oscar” do fotojornalismo.

*Carlos Eduardo Leão é médico e cronista

Lula e Maluf – link do artigo : http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=461284

Aécio: senador espera que Dilma cumpra promessas

Aécio: “O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios”, criticou o senador.

Aécio Neves: obras em Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves 

Aécio Neves critica centralismo do governo federal

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, diz o senador

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, disse o senador Aécio Neves.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou a postura do governo federal de não dividir recursos e responsabilidades com estados e municípios. Em entrevista, o senador disse que o centralismo do governo tem gerado atrasos em obras e investimentos importantes para o País.

As críticas do senador foram feitas ao comentar os anúncios de obras para Minas Gerais feitos recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Aécio Neves afirmou esperar que os investimentos anunciados saiam do papel, embora sejam promessas já feitas pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas que não foram cumpridas.

“Quem hoje tem condições de fazer investimentos é o governo central, que concentra mais de 60% de tudo que se arrecada no Brasil. Isso tem sido perverso para o Brasil. Venho alertando para isso: o atraso para a tomada de decisões, a dificuldade que o governo federal tem em transferir para os estados essas responsabilidades. Esse centralismo decisório faz mal ao país. O Brasil está deixando de ser uma Federação, estamos nos transformando quase em um estado unitário, tamanha a concentração de receitas e de poder nas mãos da União. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência. O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios, algo que já poderia ter feito”, afirmou o senador Aécio Neves.

BR 381 e Anel Rodoviário

Dos R$ 4 bilhões prometidos pela presidente para obras de infraestrutura em Minas – a maior parte rodoviária – apenas R$ 17 milhões foram autorizados até o momento. Uma dessas obras é a duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. No entanto, as melhorias da chamada “Rodovia da Morte” ainda não tiveram projeto iniciado.

“São os mesmos compromissos reeditados, e com muito atraso. Eu, com o próprio ex-presidente Lula, conversei sobre isso inúmeras vezes. Estamos aí com o lançamento de um projeto, pelo menos um conjunto de boas intenções, que respeitamos, mas que precisa ser acompanhada a par e passo, porque as experiências que temos com o governo federal são de muitos anúncios e poucas obras. Esse projeto é algo para daqui a cinco, seis anos, estar efetivamente em obras”, disse.

Aécio Neves – Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Fiemg: “Minas sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada”, disse Olavo Machado sobre a falta de investimentos.

Dilma e as promessas

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Compromisso de Dilma

Fonte: Olavo Machado – Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Sistema Fiemg) – Estado do Minas

A presença da presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte para anunciar investimentos em obras rodoviárias no estado representa, sem dúvida, um alento, mas exige da sociedade mineira rigoroso acompanhamento, uma vez que tais promessas já foram feitas outras vezes no passado, sem qualquer consequência objetiva. Resgatando as esperanças dos mineiros, a presidente anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para a revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a construção do rodoanel e para a duplicação da BR-381, no trecho BH-Governador Valadares. São, todas elas, obras prioritárias para Minas Gerais do ponto de vista econômico e social.

Para a economia, são obras indispensáveis para facilitar o escoamento da produção das empresas mineiras e para o recebimento de insumos necessários à sua operação. Do ponto de vista social, a revitalização do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381são mais que fundamentais e urgentes, porque se converteram ao longo dos últimos anos em palco de grandes e graves acidentes, a ponto de serem chamadas “rodovias da morte”.

Apesar desse cenário que não admite mais postergação e promessas vãs, dos R$ 6 bilhões anunciados, foram liberados, de fato, apenas R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo para as obras do Anel Rodoviário. E o cronograma anunciado no dia da visita presidencial – considerando os prazos para elaboração dos projetos de engenharia, licitações e execução das obras – demanda pelo menos mais seis anos. É um período longo demais e Minas, que tem sido preterida seguidamente na alocação de investimentos do governo federal, tem pressa e não está disposta a esperar tanto. Minas e os mineiros contam com a presidente Dilma para antecipar esse cronograma, o que é perfeitamente possível com a utilização da moderna engenharia e, sobretudo, de vontade política.

Minas, portanto, precisa se manter unida para cobrar e exigir o que lhe é de direito, como segundo estado mais populoso do país, segundo maior colégio eleitoral e uma das mais importantes economias brasileiras. Devemos nos unir em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas, documento que explicita a posição do estado em relação a programas e projetos estratégicos para a nossa economia e cuja viabilização depende do apoio e da ação do governo federal.

O modelo de construção dessa agenda, democrático e participativo, ressalta a união da sociedade mineira em torno dos interesses do estado. Nessa empreitada, mobilizadas e coesas, estão a classe política de Minas, sob a liderança do governador Antonio Anastasia e de nossos deputados e senadores, dirigentes das entidades empresariais representativas do setor produtivo, reitores das universidades e centros de conhecimento do estado, que se empenham para promover a inovação. 

O desenvolvimento tecnológico da economia mineira, e das entidades representativas de setores ligados ao Judiciário, como magistrados e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que lutam para implantar em nosso estado uma regional do Tribunal Federal de Recursos (TRF). O artigo “Minas merece mais“, do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira Azevedo, publicado neste espaço, dia 15, sintetiza a união de Minas e dos mineiros.

De fato, a agenda tem algumas características que a diferenciam. Chegamos a um resultado alentador, com a seleção de projetos sinérgicos e que, de fato, têm o poder de transformar a economia mineira, promovendo o crescimento econômico com transformação e inclusão social. A agenda de Minas inclui projetos de investimento nas áreas da infraestrutura rodoviária, ferroviária, metroviária, saúde, segurança, economia do conhecimento e na articulação por mais investimentos das estatais no estado, especialmente da Petrobras.

Em essência, a agenda de Minas compreende as seguintes linhas de atuação: projetos de infraestrutura com recursos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – integrais ou parciais; projetos de infraestrutura sem recursos do PAC ou do Orçamento Geral da União (OGU), que podem ser viabilizados mediante concessão ou parceria público-privada (PPP); projetos de educação, saúde, defesa social e cultura; prioridades específicas e projetos de investimento (Petrobras). Nessas linhas de ação estão projetos dos quais Minas e os mineiros não abrem mão e entre eles, mais uma vez, se destacam as obras do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381, no trecho BH-GV; o trem metropolitano (metrô), cujas obras se arrastam, à míngua de recursos; o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (Grande BH) – excluído, sem razão, do programa de privatização implementado do governo federal e que vem recebendo “puxadinhos”.

Minas tem sua agenda e vai lutar por ela. O que a sociedade mineira deseja ver é a economia crescendo com sustentabilidade e prosperidade, com empresas competitivas e qualidade de vida para a população. Minas Gerais sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada.

Dilma e as promessas para Minas – Link do artigo: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/06/21/interna_opiniao,40313/compromisso-de-dilma.shtml