Banco do Nordeste: novo mensalão do PT

Banco do Nordeste: novo mensalão do PT – ÉPOCA mostra que em investigações da CGU e Polícia Federal há pelo menos dez filiados ao PT.

Banco do Nordeste é aparelhado pelo PT

Fonte: Leopoldo Mateus – Revista Época

Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

Lembra o caso dos dólares escondidos na cueca? Uma investigação obtida por ÉPOCA revela desvio de dinheiro envolvendo o mesmo banco – e o mesmo partido político
SOB INVESTIGAÇÃO A sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza, e o chefe de gabinete do banco, Robério do Vale (à direita). Três empresas dos cunhados de Vale obtiveram empréstimos suspeitos que chegaram a cerca de R$ 12 milhões (Foto: Kléber A. Gonçalves/O Povo e Miguel Porti/Ag. Diário)

SOB INVESTIGAÇÃO A sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza, e o chefe de gabinete do banco, Robério do Vale (à direita). Três empresas dos cunhados de Vale obtiveram empréstimos suspeitos que chegaram a cerca de R$ 12 milhões (Foto: Kléber A. Gonçalves/O Povo e Miguel Porti/Ag. Diário)

No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores. Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie.

As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco. Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães.

O poder de Guimarães sobre o BNB pode ser medido a partir da lista dos doadores de sua bem-sucedida campanha ao segundo mandato, dois anos atrás. A maior doação de pessoa física é dele próprio. A segunda é de José Alencar Sydrião Júnior, diretor do BNB e filiado ao PT. A terceira é do também petista Roberto Smith, presidente do banco no período em que ocorreram operações fraudulentas e hoje presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, nomeado pelo governador Cid Gomes (PSB).

O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, vem em 11º. Eleito para a Câmara Federal pela primeira vez em 2006, com a maior votação do Ceará, Guimarães ganhou poder na Câmara. Tornou-se vice-líder do governo e passou a ser amplamente reconhecido como o homem que indicava a diretoria no Banco do Nordeste. No disputado campo de batalha da política nordestina, o BNB é território de José Guimarães.

O novo esquema de desvios e fraudes no banco nordestino segue um padrão já estabelecido na longa e rica história da corrupção brasileira: o uso de laranjas ou notas fiscais frias para justificar empréstimos ou financiamentos tomados no banco. Assim como na dança de dinheiro dos tempos do mensalão, as suspeitas envolvem integrantes do PT. Um levantamento feito por ÉPOCA mostra que, entre os nomes envolvidos nas investigações da CGU e da Polícia Federal, há pelo menos dez filiados ao PT. Apresentado ao levantamento e aos documentos, o promotor do caso, Ricardo Rocha, foi enfático ao afirmar que vê grandes indícios de um esquema de caixa dois para campanhas eleitorais. “O número de filiados do PT envolvidos dá indícios de ação orquestrada para arrecadar recursos”, afirma Rocha.

A maioria das operações fraudulentas ocorreu entre o final de 2009 e o início de 2011. Somados, os valores dos financiamentos chegam a R$ 100 milhões, e a dívida com o banco a R$ 125 milhões. Só a MP Empreendimentos, a Destak Empreendimentos e a Destak Incorporadora conseguiram financiamentos na ordem de R$ 11,9 milhões. Elas pertencem aos irmãos da mulher de Robério do Vale, Marcelo e Felipe Rocha Parente. Segundo a auditoria do próprio banco, as três empresas fazem parte de uma lista de 24 que obtiveram empréstimos do BNB com notas fiscais falsas, usando laranjas ou fraudando assinaturas.

As empresas foram identificadas após a denúncia feita por Fred Elias de Souza, um dos gerentes de negócios do Banco do Nordeste. Ele soube do esquema na agência em que trabalhava, a Fortaleza-Centro, e decidiu procurar o Ministério Público, em setembro do ano passado. “Sou funcionário do banco há 28 anos. Quando soube do que estava acontecendo, achei que tinha o dever de avisar o MP”, diz. O promotor Rocha, depois de tomar conhecimento do teor e da gravidade das denúncias de Souza, chamou representantes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União para acompanhar o depoimento.

DENÚNCIA
DENÚNCIA O ex-gerente Fred Elias de Souza, que revelou muitas das irregularidades. Ele foi transferido de função e hoje trabalha durante a madrugada, no SAC do banco (Foto: Jarbas Oliveira/ÉPOCA)

DENÚNCIA O ex-gerente Fred Elias de Souza, que revelou muitas das irregularidades. Ele foi transferido de função e hoje trabalha durante a madrugada, no SAC do banco (Foto: Jarbas Oliveira/ÉPOCA)

Em um dos casos, fica evidente o aparelhamento político do banco por membros do PT. Souza denunciou a existência de um esquema chefiado pelo empresário José Juacy da Cunha Pinto Filho, dono de seis empresas que obtiveram mais de R$ 38 milhões do Banco do Nordeste, em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), entre 2010 e 2011. Para conseguir financiamentos para compras de máquinas e veículos, foram apresentadas notas fiscais falsas, segundo o Relatório da CGU. Tudo era feito com a conivência de funcionários das agências bancárias e de avaliadores do banco.

No caso da empresa Flexcar Comércio e Locação de Veículos, o então gerente de negócios da Agência BNB Fortaleza-Centro, Gean Carlos Alves, afirmou em laudo ter visto os 103 carros financiados pelo banco. Fred de Souza afirmou em depoimento que uma fiscalização identificou apenas 33. Segundo a investigação, Alves alterou os registros referentes aos gravames (documentos de garantia da dívida) dos veículos para liberar quase R$ 3 milhões para a Flexcar, aceitou notas fiscais falsas e falsificou o e-mail de um colega.

Segundo o depoimento de Fred de Souza, Alves liberou R$ 11,57 milhões para três empresas de Pinto Filho usando uma senha dada pelo controle interno do banco e pela Gerência-Geral da agência. A gerência é ocupada por Manoel Neto da Silva, filiado ao Partido dos Trabalhadores.

Outras duas empresas de Pinto Filho obtiveram empréstimos em outra agência de Fortaleza, a Bezerra de Menezes, cujo gerente-geral é José Ricáscio Mendes de Sousa, também filiado ao PT. Segundo o depoimento de Souza, foi Mendes de Sousa quem atraiu Pinto Filho para realizar negócios com o banco. A sexta empresa de Pinto Filho envolvida no esquema, segundo as auditorias, é a JPFC Empreendimentos, que apresentou notas falsificadas para justificar um empréstimo de R$ 2,9 milhões.

As notas foram assinadas por Antônio Martins da Silva Filho, filiado ao PT de Limoeiro do Norte, cidade cearense de onde chegaram à PF outras denúncias envolvendo o BNB, em dezembro último.

A investigação da polícia está sob segredo de Justiça, mas ÉPOCA obteve com exclusividade o depoimento de José Edgar do Rêgo, funcionário do banco há 32 anos. Desde março de 2010, Rêgo é gerente de negócios do Programa Nacional de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf), coordenado pelo banco, em Limoeiro. Ele delatou um esquema, investigado pela PF, em que os beneficiados pelas linhas de crédito do banco não eram agricultores, mas motoqueiros, frentistas, professores municipais e taxistas. Tudo ocorreu em 2010.

Empréstimos do BNB eram pedidos e autorizados por membros do PT, citados na denúncia

Os projetos aprovados pelo banco eram apresentados por dois sindicalistas: Sidcley Almeida de Sousa e Francisco César Gondim. Ambos são filiados ao PT da cidade de Tabuleiro. Em suas visitas ao BNB de Limoeiro, eles eram sempre acompanhados pelo vice-prefeito de Tabuleiro, Marcondes Moreira, também do PT. Apesar das irregularidades na identificação dos beneficiados, os projetos eram aprovados. Entre os citados por Rêgo como envolvidos na aprovação dos projetos ainda estavam outros dois filiados ao PT: Ariosmar Barros Maia, da cooperativa técnica de assessoria e projetos, e Samuel Victor de Macena, que avaliou em R$ 180 mil imóveis cujo valor, medido pelo banco, não passam de R$ 53 mil. Os imóveis foram colocados como garantia dos empréstimos.

No meio de seu depoimento à Polícia Federal, foi questionado sobre a empresa Emiliano Turismo, investigada pela PF. Disse que “era de conhecimento público em Tabuleiro que a empresa Emiliano Turismo trabalhava como cabo eleitoral para os então candidatos a deputado estadual e federal Dedé Teixeira e (José) Guimarães, ambos do Partido dos Trabalhadores”. O deputado Guimarães nega qualquer tipo de relação com a Emiliano.

Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

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Rêgo disse ainda que a Emiliano Turismo montava projetos para ser aprovados pelo Pronaf. Ele afirma ter detectado falsificações em assinaturas do projetista José Ivonildo Raulino, em projetos apresentados pela empresa. Alguns deles foram aprovados pelo gerente-geral da agência, José Francisco Marçal de Cerqueira. Devido ao grande número de projetos do Pronaf na agência de Limoeiro, Marçal determinou que funcionários trabalhassem nos fins de semana.
Alguns contratados passaram a ter a senha de Rêgo, gerente de negócios do Pronaf, para liberar os recursos quando ele não estivesse presente. Um deles era Otávio Nunes de Castro Filho, filiado ao PT. Ainda segundo o depoimento de Rêgo, Marçal autorizava e Isidro Moraes de Siqueira, então superintendente do banco e atual diretor de Controle e Risco, tinha conhecimento do que ocorria. Siqueira afirma que, informado das irregularidades, acionou a auditoria interna do banco.
O maior responsável no banco pelos recursos do Pronaf é outro petista, indicado pelo deputado Guimarães: José Alencar Sydrião Júnior, diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco, setor responsável pela liberação dos recursos do programa, e segundo maior doador da campanha de Guimarães.

O Ministério Público, Federal ou Estadual, ainda não recebeu o relatório da CGU nem a auditoria interna do BNB. A quebra de sigilos bancários dos envolvidos tampouco foi autorizada pela Justiça. Uma discussão judicial quanto à competência das esferas estadual ou federal para apurar as denúncias também postergou os trabalhos de investigação. Após várias idas e vindas, atualmente o processo está nas mãos do promotor do MPE Ricardo Rocha.

O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, assumiu o cargo em junho de 2011. Sua última administração também é alvo de uma investigação, que no Ceará ganhou o nome de “escândalos dos banheiros”. Até assumir a presidência do banco, no meio do ano passado, Jurandir era secretário das Cidades do Estado. O TCE investiga um esquema de superfaturamento na construção de banheiros em comunidades carentes no interior do Ceará. Alguns envolvidos já foram intimados a devolver R$ 164 mil aos cofres públicos.

O deputado Guimarães nega ter conhecimento das irregularidades e repudia qualquer envolvimento de seu nome relacionado a desvios de recursos no Banco do Nordeste. Ele diz que o ex-presidente Roberto Smith foi indicado pelo PT do Ceará com sua anuência. O comando do BNB diz nunca ter sido omisso quanto às irregularidades e que vários dos envolvidos foram demitidos. Robério do Vale, chefe de gabinete, afirma que sua função não interfere no processo de concessão de crédito.

Ele diz que o banco deve apurar as irregularidades e punir os responsáveis. O ex-presidente do banco Roberto Smith diz não ter tomado conhecimento do relatório da CGU nem das conclusões da auditoria interna, por estar fora do banco desde 2011. Afirma que, no final de seu mandato, recebeu denúncia de desvios de crédito e encaminhou para a auditoria.

O promotor Rocha pediu ao banco que providenciasse segurança a Fred de Souza, autor da maior parte das denúncias. Souza recusou. Desde então, escapou de um tiro na rua e foi perseguido por motos duas vezes. Souza foi transferido de horário e função. Hoje, trabalha da meia-noite às 7 horas, avaliando o trabalho de atendentes do Serviço de Atendimento ao Cliente do banco. Ali, até o momento, não identificou nenhuma irregularidade.

Banco do Nordeste – Link da matéria: http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/06/policia-federal-apura-o-desvio-de-mais-de-r-100-milhoes-do-banco-do-nordeste.html

Aécio Neves: senador, líder da oposição, cobra obras em MG

Aécio Neves: senador, líder da oposição, cobra coerência e diz que obras do Anel são anunciadas agora são as mesmas já prometidas por Lula.

Aécio Neves: obras do anel rodoviário

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio cobra do governo federal que obras rodoviárias prometidas saiam do papel

“Vamos acompanhar dia a dia para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos”, diz Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) destacou, nesta terça-feira (12/06), a importância do ato de transferência para o Governo de Minas da coordenação das obras de reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. O ato foi assinado pela presidente Dilma Rousseff, e pelo governador Antonio Anastasia, sete anos depois de as obras terem sido prometidas pelo então presidente Lula.

Na solenidade de hoje, no Palácio da Liberdade, a presidente Dilma prometeu R$ 4 bilhões para as obras de reforma do Anel Rodoviário, construção do Rodoanel e duplicação das pistas da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Desse total, apenas R$ 17 milhões foram autorizados hoje para elaboração do projeto executivo das obras no Anel.

“Todo anúncio de obras em Minas Gerais deve ser muito bem-visto. Mas, o que temos que ressaltar e alertar é que as obras anunciadas agora pela presidente da República são aquelas mesmas anunciadas lá atrás pelo presidente Lula e que ainda estão no papel. Não podemos permitir que apenas as boas intenções prevaleçam, em detrimento dos investimentos que não têm vindo para Minas Gerais”, disse o senador.

Aécio Neves acrescentou que a liberação dos recursos federais e a realização dos investimentos prometidos devem ser acompanhados dia a dia.

“Vamos acompanhar a par e passo, dia a dia, para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos que visem a minimizar as mortes e a tragédia que viraram, principalmente, as rodovias mineiras”, disse. Um total de 3 mil acidentes ocorreram no Anel Rodoviário de BH ano passado, com 33 mortes. Apenas no primeiro semestre deste ano, já somam 12 mortes. Cerca de 130 mil motoristas transitam diariamente pelo anel.

O ato assinada nesta terça-feira, o governo federal transferiu para o governo de Minas a coordenação do projeto executivo e das obras de reforma do Anel. Serão repassados pelo governo federal R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo. Após o processo de licitação está prevista a liberação de R$ 1,5 bilhão.

Já na construção de um novo contorno rodoviário para a capital (Rodoanel), o governo federal anunciou a intenção de investir em parceria com o Governo de Minas e com a prefeitura de Belo Horizonte.

Ausência de investimentos

Aécio Neves também criticou o baixo nível de investimentos realizados pelo governo federal em Minas. O senador disse que o Estado é um dos que menos recebe retorno pela contribuição dada ao País.

“Minas vem sendo, ao longo dos últimos anos dos governos do PT, um dos estados que proporcionalmente ao que contribui para o Brasil menos recebe de retorno em investimentos. Ao contrário, pagamos dívidas extremamente sufocantes e as nossas questões estruturais, seja na área rodoviária, seja nos nossos aeroportos, e mesmo na área da saúde e da educação, continuam extremamente graves”, afirmou o senador Aécio.

Aécio Neves – link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/06/aecio-cobra-do-governo-federal-que-obras-rodoviarias-prometidas-saiam-do-papel/

Anel Rodoviário: Dilma firma parceria com Anastasia

Anel Rodoviário: Depois das suspeitas lançadas pelo TCE sobre o DNIT, Governo Anastasia assume elaboração do projeto executivo.

 Anel Rodoviário: novo projeto de reformulação

Fonte: Agência Minas 

Governador AOpçõesnastasia e presidente Dilma assinam acordo para elaboração do projeto de revitalização do Anel Rodoviário

Projeto contemplará a revitalização da pista; parceria entre Estado e União também trará investimentos para outras rodovias mineiras
Anel Rodoviário: Dilma firma parceria com Anastasia

Anel Rodoviário: Dilma firma parceria com Anastasia

O governador Antonio Anastasia e a presidente Dilma Rousseff presidiram, nesta terça-feira (12), no Palácio da Liberdade, a cerimônia de assinatura de termo de compromisso para a elaboração do projeto executivo das obras de reformulação e modernização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. O documento, assinado pelos diretores-geral do DER-MG, José Elcio Monteze, e do Dnit, general Jorge Ernesto Fraxe, prevê repasse pelo governo federal de R$ 17 milhões para que o Governo de Minas elabore e licite o projeto executivo.

Para a execução da obra, também sob responsabilidade do Governo de Minas, será repassado cerca de R$ 1,5 bilhão. O início das obras dependerá do processo de licitação do projeto de engenharia.

Segundo o Ministério dos Transportes, o projeto contemplará a construção de 12 trincheiras e 18 viadutos, além da troca de pavimentação dos 27,3 quilômetros da via. As cerca de 3.500 famílias que residem no entorno do corredor viário serão indenizadas para a construção de vias laterais, informou o órgão federal.

Avenida Metropolitana

O governador Antonio Anastasia disse que o novo Anel Rodoviário dará mais segurança aos motoristas e trará mais desenvolvimento para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“Não se tratará de mera reforma, podemos dizer que é construção nova de uma obra monumental, de primeiro mundo, que trará não só mais segurança, que é tão necessária, e mais mobilidade, mas também trará desenvolvimento, inclusão, prosperidade, empregos e oportunidades, porque ao redor dessa majestosa avenida metropolitana que será totalmente construída, certamente teremos oportunidades ímpares para criação de novas empresas e novos focos de desenvolvimento e de indústrias”, afirmou Anastasia.

Anastasia ressaltou, em seu pronunciamento, a importância da parceria do Governo de Minas com a União, lembrando ainda que a obra é uma reivindicação não só do povo mineiro, mas de todo o Brasil.

“Quero destacar o ato de grandeza do governo federal, em primeiro lugar, ao delegar o projeto da execução da obra do Anel Rodoviário de Belo Horizonte para execução pelo Estado, que é reivindicada há décadas pela população não só da capital, mas também de toda a região metropolitana e de todo o Estado. Poderia dizer até do Brasil, porque aqui passam veículos que cruzam nosso país de Norte a Sul”, completou.

Histórico

O Anel Rodoviário Celso de Mello Azevedo foi construído na década de 1950 com objetivo de desviar o tráfego pesado da região urbana de Belo Horizonte. Com o crescimento da capital, ele foi inserido no sistema viário urbano. A última intervenção para melhorias da via ocorreu em 2006.

Como uma importante artéria, o Anel Rodoviário recebe o tráfego do Centro Oeste do país, seja via BR-262 (Triângulo Mineiro, Mato Grosso e Goiás), seja via BR-040 (Distrito Federal, Goiás e Tocantins), em direção ao Rio de Janeiro, ou ao pólo ferrífero (BR-381 na direção de Governador Valadares), sendo que ocorre o mesmo no sentido inverso.  Soma-se, ainda, o tráfego pesado de São Paulo em direção ao norte de Minas Gerais e do País. Além disso, parte importante da produção industrial e agrícola do Estado trafega no Anel em direção aos portos de Santos e Sepetiba.

Parceria Estratégica

A presidente Dilma Rousseff disse, em seu pronunciamento, que a característica da via, por estar em uma área urbana, permite que o governo federal transfira para o Governo de Minas a responsabilidade pela execução das obras.

“Eu, de fato, tive essa iniciativa de passar essa obra para o Estado de Minas Gerais por reconhecer a característica urbana dela. Apesar de ser feita numa rodovia, é uma rodovia que foi feita numa época que, de fato, tratava-se de uma rodovia nos limites da cidade. Hoje, uma parte significativa desse anel é uma avenida dessa cidade. Mostra não só o imenso crescimento que Belo Horizonte teve nos últimos anos como também a necessidade de que essas parcerias federais, estaduais e municipais ocorram. Não estamos fazendo aqui uma reforma, estamos construindo vias adequadas”, afirmou.

Dilma Rousseff considera o governador Anastasia “um parceiro de qualidade”, o que facilita o desenvolvimento de projetos da grandeza do novo Anel Rodoviário.

“Eu tenho no (governador) Anastasia um parceiro. E tenho certeza que o Anastasia é um grande político brasileiro, com noção de país. Ele é um dos parceiros estratégicos para o Brasil ter pernas próprias para enfrentar essa crise. Eu conto com o governador Anastasia e com o prefeito Marcio Lacerda para que nós, juntos, façamos estes projetos e continuemos mantendo a taxa de investimento sempre em crescimento”, completou.

Rodoanel

A presidente da República anunciou que, em parceria com o Governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte, o governo federal vai investir na construção do “Rodoanel Mineiro”, que terá três alças nas direções Norte, Sul e Leste, ligando as principais cidades da região metropolitana e desafogando o tráfego no anel rodoviário.

“Temos a decisão de fazer o Rodoanel. Estamos nos dispondo a fazer uma parceria entre o Estado, a prefeitura e o governo federal para a obra. O prefeito Marcio Lacerda entra com o projeto da parte Leste, o governo federal entra com o projeto e obviamente vai arcar com os custos da construção do setor Sul e do financiamento do trecho Leste. E o governador Anastasia fará, através de um modelo de PPP (Parceria Público-Privada), o trecho Norte. Nessa divisão é possível fazer o Rodoanel em um tempo rápido. Acredito que essa seja a grande iniciativa que podemos dar a essa parceria sempre bem sucedida quando se aliam Estado, município e a União. Só é possível no Brasil uma ação efetiva, no sentido de superar alguns gargalos e problemas, se tivermos essa visão integrada”, concluiu .

Duplicação da BR-381

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, as obras de duplicação da BR-381, sentido Governador Valadares, na região do Rio Doce, devem começar no início de 2013. A expectativa é de que a licitação da obra seja lançada em setembro próximo.

“Estamos desenvolvendo e concluindo os projetos executivos nos meses de junho e julho, porque não queremos e nem faremos coisas açodadas. Tenham certeza que até setembro colocaremos na rua a licitação da duplicação da BR-381”, garantiu.

Segundo ele, as obras de modernização do Anel Rodoviário, de construção do Rodoanel mineiro e a duplicação da BR-381 devem exigir investimentos de cerca de R$ 6 bilhões.

Também participaram da solenidade o vice-governador Alberto Pinto Coelho; a ministra das Comunicações, Helena Chagas; o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles; o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e os senadores Clésio Andrade e Zezé Perrela.

Anel Rodoviário – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-anastasia-e-presidente-dilma-assinam-acordo-para-elaboracao-do-projeto-de-revitalizacao-do-anel-rodoviario/

Anel Rodoviário: Dilma promete mais uma vez

Anel Rodoviário: Dilma promete mais uma vez – Essa é a segunda vez em dois anos que Governo do PT anuncia recursos para as obras do Anel e BR-381.

Anel Rodoviário: Governo do PT

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Uma promessa é pouco, três só se cumprir

Além da revitalização do Anel Rodoviário, a presidente Dilma Rousseff anuncia em Belo Horizonte investimentos para a duplicação da BR-381 e o Rodoanel, somando R$ 6 bi
Anel Rodoviário: Dilma promete mais uma vez

Anel Rodoviário: Dilma promete mais uma vez

O anúncio feito ontem pela presidente Dilma Rousseff (PT) durante visita à capital mineira foi melhor do que o esperado, pelo menos nas promessas. Além da revitalização do Anel Rodoviário Celso de Mello Azevedo, outras duas grandes obras foram anunciadas para Minas Gerais: a construção de um Rodoanel, que ligará 10 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. No total, serão R$ 6 bilhões investidos nessas três ações. Apesar de as promessas feitas pela petista não serem inéditas para os mineiros, pelo menos no cronograma de planejamento do governo federal as obras receberam compromisso público de que começarão a ser lcitadas no segundo semestre, com lançamento dos editais marcados para os próximos meses. As datas para conclusão das obras, no entanto, permanecem incertas e vão depender do andamento das licitações.

Acompanhada dos principais responsáveis pelas obras de mobilidade no país – o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe -, a presidente apresentou as novas datas para início das ações que pretendem melhorar alguns trechos críticos das rodovias no estado. “A partir do segundo semestre, precisamos de um processo contínuo de investimentos no Brasil e neste cenário as parcerias com estados e municípios serão muito importantes. Conto com o governador Anastasia e com o prefeito Lacerda para que mantenhamos a taxa de investimento sempre em crescimento”, afirmou Dilma.

Déjà vu – No entanto, a duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares não despertou grande expectativa entre os principais líderes mineiros presentes na cerimônia. Isso porque a obra já foi prometida duas vezes nos últimos dois anos, mas não chegou a sair do papel. Estimada em R$4 bilhões, o início da reconstrução da Rodovia da Morte – além de duplicada, alguns trechos serão completamente refeitos – estava planejada para o final do ano passado, quando o Dnit garantiu que os dois primeiros editais seriam lançados, mas acabaram adiados sem que qualquer justificativa fosse apresentada pelo órgão.

Apesar da descrença com as repetidas promessas, o ministro dos Transportes reafirmou que as novas datas serão cumpridas.”São projetos de grande complexidade, mas que representam demandas antigas e necessárias do estado. Tenho certeza que os editais dessas obras estarão na rua nos próximos meses, dando início ao processo de licitação que vai culminar nas obras, mas somente quando os projetos executivos estiverem prontos vamos poder falar sobre datas de entrega”, explicou Paulo Sérgio Passos. Segundo ele, as licitações para a BR-381 já estão sendo finalizadas pela equipe técnica do Dnit e devem ser feitas até setembro.

O ministro dos Transportes destacou também algumas obras de manutenção de rodovias federais que cortam o estado e estão sendo tocadas pela pasta, como nas BRs 265, 365 e 050, além de apontar a duplicação da BR-262 como exemplo de compromisso cumprido com sucesso. No entanto, várias delas vêm recebendo críticas por parte dos motoristas que passam pelas vias, como é o caso da BR-262, no trecho entre Betim e Nova Serrana que, nove meses depois de inaugurada – a um custo de R$ 400 milhões -, já apresenta buracos e erosões. A pavimentação da BR-367, estrada de terra batida que atravessa o Vale do Jequitinhonha, não foi citada por Paulo Sérgio Passos.

Análise da notícia

Voto de confiança – Baptista Chagas de Almeida

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte é a via que mais mata em acidentes de trânsito na cidade. A BR-381, no trecho entre a capital e Governador Valadares, é chamada de Rodovia da Morte, o que dispensa comentários. A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que, finalmente, os mineiros podem ter a esperança de que prevaleça a defesa da vida nesses locais. O problema é que, entra governo, sai governo, promessas iguais são repetidas e não conseguem deixar os discursos inflamados das solenidades oficiais. A presidente Dilma reforçou, com a promessa de liberação de R$ 6 bilhões em investimentos, a expectativa de que a novela de anos possa acabar. Efetivamente, no entanto, só saíram até R$ 17 milhões para o projeto do Anel. É um começo, mas a estrada em defesa da vida ainda é extensa. Os mineiros, famosos por serem desconfiados, desta vez vão aguardar vigilantes.

Anel Rodoviário – Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/06/13/interna_politica,39359/uma-promessa-e-pouco-tres-so-se-cumprir.shtml