Aécio diz que interferência de Lula no STF é grave

Aécio: “Ninguém está acima da Lei”, criticou. “Temos que aguardar que o próprio presidente se manifeste com serenidade”, cobrou o senador.

Aécio critica Lula

Aécio diz que interferência de Lula no STF é grave

Fonte: Assessoria de imprensa do senador Aécio Neves

Encontro de pré-candidatos do PSDB

Assuntos: campanhas municipais, PSDB no Brasil e MG, ex-presidente Lula.

Aécio Neves – Sobre o encontro do ministro Gilmar Mendes com o ex-presidente Lula. Como o PSDB está vendo?

Se confirmados os relatos do e ministro Gilmar Mendes, é algo grave. Eu venho de uma formação política em que preza muito a liturgia dos cargos, o limite de atuação de cada um. Vivemos hoje em um Brasil onde a democracia foi conquistada pelo sacrifício de tantos e ninguém pode tudo, ninguém está acima da lei. Obviamente, temos que  aguardar que o próprio presidente se manifeste com serenidade.

Felizmente, temos no Brasil instituições muito sólidas, que não me parecem abaladas por essa crise, mas, acho que é muito grave, em um momento em que um ex-presidente da República busca interferir numa decisão de um tribunal.

Mas tenho absoluta confiança que o Supremo Tribunal Federal vai julgar o caso do mensalão e outras demandas que lá cheguem com isenção, com valores, enfim, de forma técnica, como deve ser. Mas é um fato que, realmente, gera constrangimentos, especialmente para os aliados do presidente.

Aécio Neves – Sobre encontro do PSDB

Estamos nos preparando com absoluta consistência para as eleições municipais. Já somos o segundo maior partido brasileiro em número de prefeituras, em número de municípios. São mais de 800 municípios administrados pelo PSDB.

São oito estados administrados pelo PSDB, que representam alguma coisa em torno de 50% do PIB e 50% da população brasileira. Cito esses números para mostrar apenas a nossa representatividade. Mas queremos mais. O PSDB, que se organiza no seu movimento sindical, no seu movimento de juventude, no seu movimento das mulheres, agora passa a conversar sobre estratégias eleitorais. Qual o discurso que vai emoldurar as candidaturas do PSDB por todo o Brasil.

A minha mensagem hoje é que nós, além dos temas locais, que obviamente devem prevalecer nas eleições municipais, o PSDB é um partido que se diferencia da maioria dos outros partidos no cenário político brasileiro, porque temos um projeto nacional.

Portanto, os pré-candidatos do PSDB devem estar falando sobre questões relativas ao financiamento da saúde pública, ao financiamento da segurança pública, à gestão pública de qualidade e às grandes reformas, aos grandes gargalos que o País ainda não venceu. Portanto, aos candidatos do PSDB será sugerida a incorporação nas suas campanhas também de grandes temas nacionais que tenham a ver com a vida dos cidadãos. Estamos todos muito animados e acho que o PSDB sai das eleições municipais maior do que já é hoje.

Aécio Neves – Meta do PSDB nas eleições.

Queremos aumentar o nosso número de municípios. O PSDB, com seus aliados em Minas Gerais, vai vencer mais de 80% dos 853 municípios mineiros. Essa é a meta que temos. Mais de 80% em Minas Gerais, o PSDB com aliados. Porque temos uma base muito ampla.

Não queremos e não achamos correto que o PSDB solitariamente tenha a hegemonia. Somos o maior partido em número de prefeituras, temos cerca de 150 hoje e queremos aumentá-las, mas o conjunto da base de sustentação do PSDB que me apoia desde a minha primeira eleição que apoia o governador Anastasia, a nossa base tem uma meta de vencer em mais de 80% dos municípios em Minas Gerais. Acho que é um dos estados em que o PSDB estará mais forte, mas vejo com muita alegria que não é apenas mais São Paulo, Minas Gerais.

O PSDB amplia as suas possibilidades em todo o Brasil. e o que estou dizendo, que acho um grande diferencial nosso e uma mensagem que trago hoje, é que, além dos temas locais, que deverão, obviamente, conduzir as eleições municipais, o PSDB deve ter a responsabilidade de agregar aos temas locais cinco ou seis grandes questões nacionais, porque somos um partido diferente de boa parte dos partidos que estão hoje no espectro político partidário brasileiro. Nós temos um projeto nacional. Então, aos nossos candidatos, será demandado falar sobre questão de saúde pública e seu financiamento, questão da segurança pública e seu financiamento, essa concentração absurda de receitas tributárias nas mãos do governo federal, portanto, de um novo Pacto Federativo.

Questões relativas à própria gestão do Estado, à gestão eficiente, que é uma marca do PSDB. Então, acho que devemos buscar uma certa homogeneidade no discurso do PSDB em relação às questões nacionais. Isso criará um diferencial em relação aos nossos candidatos. E a direção nacional está se dispondo inclusive a preparar documentos, aprofundar essas discussões, acoplá-las às realidades locais e regionais. Então acho que o PSDB vive um grande momento. O seu movimento de juventude provavelmente é o mais sólido entre todos os partidos políticos do Brasil. Da mesma forma, o movimento das mulheres também de fortalece muito. Iniciamos um processo também de inserção sindical mais forte, através do movimento sindical. E, hoje, vamos falar com os principais prefeitos, que são a vitrine, a cara do PSDB. Estou muito animado. O PSDB sai das eleições municipais mais forte do que entra nas eleições municipais.

Aécio Neves – senador 


Aécio Neves: senador defende a Federação

Aécio Neves: em encontro nacional do PSDB senador criticou o Governo do PT por se apresentar ausente no apoio a Estados e municípios.

Aécio Neves e a Federação

Fonte: Assessoria do senador Aécio Neves

Aécio afirma que PSDB discutirá ausência do governo federal na vida dos municípios

Baixos investimentos em saúde e segurança e concentração de recursos na União afetam diretamente a população, diz senador.
Aécio Neves mobiliza municípios

Aécio Neves mobiliza municípios

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou que a discussão dos problemas nacionais deve ser uma das diretrizes do PSDB durante as campanhas municipais deste ano, em razão dos graves prejuízos enfrentado pela população por omissões do governo federal. Em seu discurso de abertura do Encontro Nacional dos pré-candidatos a prefeito pelo PSDB nas 100 maiores cidades do país, realizado nesta quarta-feira (30/05), em Brasília, Aécio Neves disse que o país vive hoje como um Estado unitário, enfraquecendo os municípios.

“Estamos vivendo a mais perversa concentração de receitas tributárias nas mãos da União de toda a história republicana no Brasil, e esse é outro grande tema. O governo federal parece querer caminhar na lógica de concentrar cada vez mais recursos para poder determinar, a seu bel-prazer, em função do humor da presidente, quem será atendido, quando será e de que forma. A Federação no Brasil é uma palavra solta em uma folha de papel. Caminhamos para viver em um estado unitário. Fazer com estados e municípios readquiram capacidade de enfrentar suas dificuldades é o discurso que tem a cara do PSDB”, disse Aécio aos pré-candidatos.

O senador citou a saúde e segurança pública como as áreas mais prejudicadas com a diminuição dos investimentos federais nos últimos dez anos.

“O governo do PT virou as costas para a saúde. Em 2000, o governo federal participava com 46% de tudo que se gastava em saúde pública no Brasil. Passaram-se os dez anos do PT, hoje o governo federal investe 30%. Não há drama maior para população do que a trágica qualidade da saúde pública. Na segurança,  83% de tudo que se gasta no Brasil é de responsabilidade dos governos estaduais e municipais. Apenas 17% são de responsabilidade da União”, afirmou.

Mobilização

O senador reafirmou sua confiança na vitória dos pré-candidatos do PSDB. Ele destacou que o partido reúne hoje administradores eleitos em 800 municípios brasileiros e governadores em oito estados.

“Já somos o segundo maior partido brasileiro em número de prefeituras, em número de municípios. São mais de 800 municípios administrados pelo PSDB. São oito estados administrados pelo PSDB, que representam em torno de 50% do PIB e 50% da população brasileira. Cito esses números para mostrar apenas a nossa representatividade. O PSDB vive um grande momento. O PSDB sairá das eleições municipais mais forte do que entra nas eleições municipais”, afirmou.

Aécio Neves – senador  

Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/05/aecio-afirma-que-psdb-discutira-ausencia-do-governo-federal-na-vida-dos-municipios/

Choque de Gestão é apresentado a prefeitos do PSDB

Choque de Gestão: PSDB –  partido apresenta modelo de política pública bem sucedido criado por Aécio Neves quando era governador de Minas.

Choque de Gestão: Aécio Neves

Choque de Gestão é apresentado a prefeitos do PSDB

Choque de Gestão é apresentado a prefeitos do PSDB

Que a corrupção não tome espaço das ideias durante as eleições…

Enquanto PSDB prepara seus pré-candidatos a prefeito para o embate das ideias e propostas, PT vai para as eleições com a tática do “abafa o caso”.

Começou em Minas Gerais, com o Choque de Gestão de Aécio Neves, e agora se estende a todo o Brasil: as boas práticas e políticas públicas adotadas por administrações do PSDB serão as bandeiras dos pré-candidatos tucanos nas eleições municipais deste ano. Este é um alento para um país que vive sob a batuta de um partido como o PT, que não respeita os recursos públicos e tampouco a liberdade dos poderes – vide a ousadia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em chantagear um ministro do Supremo Tribunal Federal para livrar seus álibis-réus do julgamento do mensalão.

Hoje em Brasília, o PSDB reúne seus pré-candidatos às prefeituras das cem maiores cidades brasileiras. Ao contrário do que se espera de um encontro entre caciques partidários e candidatos às vésperas do embate eleitoral, o encontro não ficará restrito ao tradicional jogo de cena de bandeiras levantadas, gritos de guerra e fotos para “santinhos”. O PSDB quer mostrar aos cidadãos brasileiros que suas políticas públicas de sucesso, como o Choque de Gestão de Aécio Neves implantado em Minas ou a responsabilidade econômica introduzida no Brasil por Fernando Henrique Cardoso, devem ser a bandeira contra o outro lado da disputa manchado pela corrupção e inércia administrativa.

O PSDB sabe bem que cabe a ele, neste momento da história do Brasil, caminhar lado a lado com o povo brasileiro para defender o estado democrático de direito que o PT quer afanar do país para que não perca o poder. A corrupção e a ousadia criminosa enraizadas dentro do governo federal e do partido que o comanda estão em níveis nunca antes imaginados.

Este chamamento à luta pela moralidade será sim bandeira que o PSDB quer colocar nas mãos de cada um de seus pré-candidatos nas cem maiores cidades brasileiras. Mas quer mais, pois o Brasil precisa de mais

Seja o Choque de Gestão de Aécio Neves em Minas, o sucesso administrativo de José Serra à frente da prefeitura e do governo de São Paulo, os exemplos de urbanismos de Beto Richa quando prefeito de Curitiba, todas essas políticas públicas inovadoras e implantadas por administrações do PSDB serão oferecidas nestes grandes centros urbanos espalhados pelo país.

Afinal de contas, eleições municipais são momentos de se discutir ideias e propostas de política pública; e só acontecem durante três/quatro meses, de quatro em quatro anos.

Já chantagem – como a do ex-presidente Lula ao ministro Gilmar Mendes -, extorsão e corrupção são assuntos atemporais. Por isso mesmo, as delegacias e cadeias estão abertas todos os dias do ano, por 24 horas.

Choque de Gestão – Aécio Neves

PT incita militância contra STF e Gilmar

PT contra STF: presidente do partido em mensagem, dirigida a ativistas das redes sociais, orientou militância a sair em defesa de Lula.

PT contra STF

Fonte: Folha de S.Paulo

PT convoca militantes a defender Lula de ‘manobra’

Rui Falcão associa Mendes a ação para ‘desmoralizar’ ex-presidente
Marco Maia afirma que não acredita no relato do ministro, segundo quem Lula pediu para adiar julgamento 

PT incita militância contra Supremo

presidente do PT, Rui Falcão, conclamou a militância do partido a “ficar atenta” e associou o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a uma suposta manobra para desmoralizar a sigla e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em vídeo divulgado ontem na internet, o dirigente diz que o relato de Mendes sobre a conversa em que Lula teria pedido apoio para adiar o julgamento dos réus do mensalão “já foi desmentido”.

O ex-presidente afirmou que a versão do magistrado é “inverídica” e negou intenção de interferir no tribunal.

Na gravação, Falcão diz: “A militância do PT precisa estar atenta às manobras que transcorrem nesse momento tentando comprometer o presidente Lula com um encontro com o ministro do Supremo Gilmar Mendes, numa conversa já desmentida pelo Nelson Jobim, também ex-ministro do Supremo.”

“A quem interessa envolver o presidente Lula nesse tipo de conversa cujo conteúdo já foi desmentido pelo presidente, com muita indignação, e também pelo ex-ministro Nelson Jobim?”, afirma.

Na mensagem, dirigida a ativistas das redes sociais, Falcão orientou a militância a sair em defesa de Lula.

“Vamos ficar atentos, vamos desbaratar mais uma manobra daqueles que querem desmoralizar o PT e o presidente Lula, com nítidos objetivos eleitoreiros.”

O dirigente associou a divulgação do diálogo à possibilidade de o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ser convocado pela CPI.

O presidente do PT em São Paulo, Edinho Silva, também defendeu a versão de Lula, mas pediu que os colegas de partido evitem rebater as declarações de Mendes.

“Essa agenda não interessa ao PT. Só interessa à oposição e a quem quer partidarizar o julgamento da crise de 2005″, afirmou, referindo-se ao mensalão.

‘DÚVIDAS’
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou ter “dúvidas” sobre Mendes e disse não acreditar em seu relato sobre a conversa com Lula.

“Eu não acredito que o presidente Lula tenha expressado ou tratado o assunto como foi relatado pelo ministro. Eu tenho dúvidas sobre o comportamento do ministro, que só veio tratar disso um mês após a reunião”, disse.

A Folha ouviu advogados de sete dos principais réus do mensalão. Cinco deles disseram que o acirramento dos ânimos só traz prejuízos aos clientes. Eles manifestaram desconfiança sobre a versão de Mendes para o diálogo.

PT mobiliza militância contra STF – Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/45781-lula-quer-melar-julgamento-do-mensalao-afirma-mendes.shtml

Gilmar Mendes: Estamos lidando com bandidos

Gilmar Mendes: “Estamos lidando com bandidos” –  declarou com raiva o ministro do STF .  “A gente está lidando com gangsters”, afirmou sobre supostos boatos de ligação com Cachoeira e Demóstenes.

Gilmar Mendes e o mensalão do PT

Fonte: Carolina Brígido – O Globo

Gilmar Mendes acusa Lula de divulgar falsas informações

Ministro do Supremo diz que o objetivo era “melar” o julgamento do mensalão

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de centralizar a divulgação de informações falsas sobre ele. Ele voltou a negar que tenha recebido ajuda financeira ou operacional do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para custear a viagem para Alemanha. O ministro afirmou que é vítima de uma “armação”. Para ele, quem divulgou informações supostamente falsas a seu respeito estaria interessado em “melar” o julgamento do mensalão.

– Ele (Lula) recebeu esse tipo de informação. Gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela. As notícias que me chegaram era que ele era a central de divulgação disso. O próprio presidente – afirmou Gilmar.

O ministro deu a entender que votaria pela absolvição dos réus – como fez no julgamento de outras ações penais no STF.

O objetivo era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção. Tentaram fazer isso com o Gurgel (Roberto, procurador-geral da República) e estão tentando fazer isso agora. Porque desde o começo eu assumi e não era para efeito de condenação. Todos vocês conhecem as minhas posições em matéria penal. Eu tenho combatido aqui o populismo judicial e o populismo penal. Mas por que eu defendo o julgamento? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos – afirmou.

O ministro mostrou à imprensa o extrato de seu cartão de crédito com a comprovação de que saiu do bolso dele o dinheiro para pagar uma viagem à Alemanha em abril de 2011. Ele chamou de “gangsterismo” e de “molecagem” a atitude de pessoas que levantaram suspeitas sobre o custeio da viagem à Alemanha.

– Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Até trouxe para vocês (documentos) para encerrar esse negócio. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gangsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos. Bandidos. Bandidos que ficam plantando essas informações – declarou, com raiva.

Ministro admite carona em jatinho junto com Demóstenes

Gilmar também admitiu que viajou para Goiânia em um jatinho a convite de Demóstenes por duas vezes. A primeira foi em 2010, para atender ao convite de um jantar. Ele teria sido acompanhado do colega Dias Toffoli e do ex-ministro do STF Nelson Jobim. A segunda viagem foi em 2011 para comparecer a uma formatura da qual era paraninfo. Toffoli e a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também teriam ido. As viagens teriam sido feitas em aviões de uma empresa de taxi aéreo chamada Voar.

– Vamos dizer que o Demóstenes me oferecesse uma carona num avião se ele tivesse. Teria algo de anormal? Eu fui duas vezes a Goiânia a convite do Demóstenes. Uma vez com o Jobim e o Toffoli. E outra vez com Toffoli e a ministra Fátima Nancy. Avião que ele colocou a disposição. Eu não estava escondendo nada. Por que esse tipo de notícia? Vamos dizer que eu tivesse pego um avião se ele tivesse me oferecido. Eu teria algum envolvimento com o eventual malfeito dele? Que negócio é esse? Grupo de chantagistas, bandidos. Desrespeitosos – disse.

O ministro contou que desde 1979 vai sempre à Alemanha. Recentemente, as idas são frequentes porque a filha dele mora lá e porque dá aulas. Ele deixou claro que tem dinheiro suficiente para pagar suas viagens:

– Eu preciso que alguém pague a minha passagem, gente? O meu livro “Curso de Direito Constitucional” vendeu de 2007 até agora 80 mil exemplares. Dava para dar algumas voltas ao mundo. Não é viagem a Berlim. Vamos parar de conversa. Eu não preciso ficar me apropriando de fundo sindical e nem de dinheiro de empresa.

Segundo o ministro, ele e Demóstenes eram amigos e também mantinham estreita colaboração sobre projetos apresentados pelo senador. Depois que as denúncias vieram à tona, eles teriam rompido relações.

Gilmar manteve sua versão à revista “Veja” de que, em encontro reservado, Lula teria pedido para que fosse adiado o julgamento do mensalão. Em troca, ele forneceria ao ministro blindagem na CPI do Cachoeira por conta das suspeitas levantadas sobre a viagem à Alemanha. Jobim, que também estava no encontro, negou a versão de Gilmar.

– Se eu fosse Juruna, eu gravava a conversa, né? Ficaria interessantíssimo – provocou.

Por meio de sua assessoria, o ex-presidente informou que não vai comentar as declarações.

Gilmar Mendes – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/gilmar-mendes-acusa-lula-de-divulgar-falsas-informacoes-5058769#ixzz1wM9x8zkW

Gilmar Mendes: Brasil não é a Venezuela de Chávez

Gilmar Mendes: ministro do STF confirma teor da conversa com Lula. “O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira”.

Gilmar Mendes: Lula e o mensalão

Fonte: Sergio Fadul e Carolina Brígido – O Globo

Gilmar Mendes: Brasil não é a Venezuela de Chávez

Gilmar Mendes diz que ‘intuito é trazer STF à vala comum’

Ministro critica ex-presidente Lula e fala em ação orquestrada para enfraquecer instituição

BRASÍLIA- Indignado com o que afirma ser uma sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte, o ministro Gilmar Mendesafirmou nesta terça-feira, em entrevista no seu gabinete no início da noite, que o Brasil não é a Venezuela de Chávez, onde o mandatário, quando contrariado, mandou até prender juiz. Gilmar acredita que por trás dessa estratégia está a tentativa de empurrar o julgamento do mensalão para pegar o STF num momento de transição, com três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Gilmar, que afirma ter ótima relação pessoal com Lula, conta que se surpreendeu com a abordagem recente do ex-presidente na casa do ex-ministro Nelson Jobim. Gilmar afirma que há estresse em torno do julgamento do mensalão e diz que os envolvidos estão fazendo com que o julgamento já esteja em curso. Ironicamente, diz, as ações para abortar o julgamento estão tendo efeito de precipitá-lo.

O GLOBO: Como foi a conversa com o presidente Lula?

GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.

Isso soou a ele como provocação?

GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.

Antes disso ele tinha mencionado o mensalão?

GILMAR: É. Aqui ocorreu uma conversa normal. Ele disse que não achava conveniente o julgamento e eu disse que não havia como o tribunal não julgar neste ano. Visões diferentes e sinceras. É natural que ele possa ter uma avaliação, um interesse de momento de julgamento.

Isso é indício de que o presidente Lula não se desprendeu do cargo?

GILMAR: Não tenho condições de avaliar. Posso dizer é que ele é um ente político, vive isso 24 horas. E pode ser que ele esteja muito pressionado por quem está interessado no julgamento.

Na substituição de dois ministros, acha que as nomeações podem atender a um critério ideológico?

GILMAR: É uma pressão que pode ocorrer sobre o governo. Toda minha defesa em relação ao julgamento ainda este semestre diz respeito ao tempo já adequado de tramitação desse processo. O presidente Ayres Britto tem falado que o processo está maduro. Por outro lado, a demora leva à ausência desses dois ministros que participaram do recebimento da denúncia e conhecem o processo, que leva à recomposição do tribunal sob essa forte tensão e pressão, o que pode ser altamente inconveniente para uma corte desse tipo, que cumpre papel de moderação.

A partir da publicação da conversa do presidente Lula com o senhor, os ministros do STF estariam pressionados a condenar os réus, para não parecer que estão a serviço de Lula?

GILMAR: Não deve ser isso. O tribunal tem credibilidade suficiente para julgar com independência (…) O que me pareceu realmente heterodoxo, atípico, foi essa insistência na CPMI e na tentativa de me vincular a algo irregular. E de forma desinformada.

Quem está articulando o adiamento do mensalão dá um tiro no pé?

GILMAR: Acho que sim. E talvez não reparar que o Brasil não é a Venezuela de Chávez… ele mandou até prender juiz. Um diferencial do Brasil é ter instituições estáveis e fortes. Veja a importância do tribunal em certos momentos. A gente poderia citar várias. O caso das ações policialescas é o exemplo mais evidente. A ação firme do tribunal é que libertou o governo do torniquete da polícia. Se olharmos a crise dos jogos, dos bingos, era um quadro de corrupção que envolvia o governo. E foi o Supremo que começou a declarar a inconstitucionalidade das leis estaduais e inclusive estabeleceu a súmula. Eu fui o propositor da súmula dos bingos.

Depois que o ministro Jobim o desmentiu, o senhor conversou com ele?

GILMAR: Sim. O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A “Veja” compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira.

O julgamento já está em curso?

GILMAR: Sim, de certa forma. Por ironia do destino, talvez essas tentativas de abortar o julgamento ou de retardá-lo acabou por precipitá-lo, ou torná-lo inevitável.

O momento é de crise?

GILMAR: Está delicado. O país tem instituições fortes, isso nos permite resistir, avançar.

Tem uma ação deliberada de tumultuar processos em curso?

GILMAR: Ah, sim.

Existe fixação da figura do senhor?

GILMAR: Isso que é sintomático. Ficaram plantando notícias.

Qual o motivo disso?

GILMAR: Tenho a impressão de que uma das razões deve ser a tentativa de nulificar as iniciativas do tribunal em relação ao julgamento desse caso.

Mas por que o senhor?

GILMAR: Não sei. Eu vinha defendendo isso de forma muito enfática (o julgamento do mensalão o quanto antes). Desde o ano passado venho defendendo isso. O tribunal está passando por um momento muito complicado. Três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Isso enfraquece, debilita a liderança. Já é um poder em caráter descendente.

Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?

GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.

Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.

GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.

Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?

GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.

O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes…

GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.

Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?

GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.

Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?

GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.

Ele pode ter sido usado?

GILMAR: Sim, a sobrecarga… Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.

Esses ataques não atingem o STF?

GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.

Gilmar Mendes – Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/gilmar-mendes-diz-que-intuito-trazer-stf-vala-comum-5062901#ixzz1wM1vDm5k