Mensalão: PT, censura e o nazismo

Mensalão: PT usa técnicas do nazismo/stalinismo para desviar a atenção do julgamento no STF. PT censura e é contra a liberdade de imprensa.

Mensalão

Fonte: Daniel Pereira e Hugo Marques – Revista Veja – Publicada no Blog do Ricardo Setti

Eles querem apagar o mensalão

Mensalão: o PT, a censura, o nazismo e o stalinismo

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Foto: Ag. Globow)

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira

(Reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques publicada na edição impressa de VEJA de 18 de abril de 2012)

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.

O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.

A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.

Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Mantra repetido por ministros até capangas pagos com dinheiro público na internet

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.

Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.

Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff.

A CPI tem objetivo desejável: o problema são os objetivos subalternos

O objetivo declarado – e desejável – da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato.

Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão.

Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Querem desmoralizar a imprensa

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão – em especial a imprensa.

Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto.

O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula.

O mensalão saiu dos cofres públicos

Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos.

Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente.

Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment.

Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou – nos braços do povo.

Mensalão do PT e a CPI do CachoeiraCarlos Cachoeira, no alto: As relações do contraventor com políticos eram suprapartidárias, mas, segundo as investigações, os interesses eram comuns: dinheiro, negócios, cargos, propina; Demóstenes Torres: foi flagrado defendendo interesses comerciais do contraventor e, segundo o Ministério Público, recebeu por isso; Marconi Perillo: O governador de Goiás tinha vários assessores umbilicalmente ligados a Carlos Cachoeira, inclusive sua chefe de gabinete, que foi afastada; Agnelo Queiroz: Assessores do governador do Distrito Federal aparecem em dezenas de telefonemas tratando de negócios de interesse do contraventor; Protógenes Queiroz: Ex-delegado da PF, o deputado apareceu orientando um dos integrantes da quadrilha a manter silêncio em depoimento

Atropelar escrúpulos para preservar Lula

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista – e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula.

“A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT.

A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética.

Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

Neutralizar as instâncias democráticas

A lógica política de Falcão é irretocável – até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?

Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário.

Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

Mensalão do Pt

... publicitário Marcos Valério...

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor – pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual.

Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

Mensalão do Pt

As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

A estratégia saiu da cabeça de Lula

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula.

Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo.

Réu do mensalão na presidência da Comissão de Justiça

Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário.

Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

Lula e o mensalão do PT

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF atingiram também Perillo, desafeto de Lula

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário.

Uma tática deixada de lado nos últimos dias, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado.

A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI.

A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

Carlos Ayres Britto

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade.

Se for preciso, o PT rifa o governador do DF, Agnelo Queiroz

Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo.

É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

Surge oportunidade tão eficiente quanto a censura à imprensa

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial.

Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão.

Não por coincidência, a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”.

Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

A parte do PT que não tem a mínima noção do papel da imprensa livre

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário.

A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado.

Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos.

Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for – a população, a imprensa ou a literatura – estão abrindo caminho para o totalitarismo.

Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem.

Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado.

Ricardo Lewandowski

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" (Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao ser questionado sobre quando apresentará seu relatório como ministro-revisor, última etapa antes do julgamento)

Bons jornalitsas devem, sim, falar com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras e relevantes

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

O MENSALÃO DO PT

A radiografia do maior de todos os escândalos

A origem

Em maio de 2005, VEJA divulgou um vídeo no qual Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 000 reais de propina de um empresário interessado em participar de uma licitação da estatal. Marinho, na gravação, revelou que precisava arrecadar dinheiro de empresas com negócios nos Correios e entregar à direção do PTB, partido responsável por sua nomeação

O batismo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2005, afirmou que o governo federal, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, repassava uma mesada aos parlamentares dos partidos aliados, num esquema que ficou conhecido por “mensalão” e que, segundo Jefferson, era chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal dirigente do PT

A queda de Dirceu

Em discurso no plenário da Câmara, Jefferson voltou a acusar Dirceu, dizendo que o ministro não tinha condições morais de permanecer no cargo. “Rápido, sai daí rápido, Zé!” Dois dias depois, em 16 de junho, Dirceu entregou seu pedido de demissão a Lula

A investigação

Uma CPI foi instalada para apurar as denúncias. Ao longo de dez meses de investigação, seus integrantes assistiram, entre outros episódios, à confissão do marqueteiro Duda Mendonça de que recebeu do PT dinheiro de caixa dois no exterior. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de mais de 100 pessoas e a cassação de dezoito parlamentares

As cassações

A Câmara cassou o mandato dos deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa. Eles perderam os direitos políticos por oito anos. Outros quatro parlamentares renunciaram para escapar da cassação. Os onze deputados restantes foram absolvidos pelos colegas

A denúncia

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra quarenta pessoas que, segundo ele, participaram da “organização criminosa” do mensalão. As práticas incluíam lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Na denúncia, o procurador qualificou José Dirceu como o “chefe da quadrilha”

O julgamento

O ministro Joaquim Barbosa, em agosto de 2007, aceitou a denúncia contra os quarenta mensaleiros, que se tornaram réus no Supremo. O processo, depois de quase cinco anos, está sob análise do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, e deve ser julgado no segundo semestre. Os réus atuam para retardar o julgamento até os crimes prescreverem

Mensalão – Link da matéria: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/eles-querem-apagar-o-mensalao/

Governo de Minas: detentos de Juiz de Fora apresentam trabalhos sociais a membros da família real brasileira

Príncipes Dom Antônio e Dom Rafael de Orleans e Bragança visitam Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires

Membros da família real brasileira irão conhecer, na tarde deste sábado (12), trabalhos escolares desenvolvidos pelos detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Três presos realizarão a apresentação para os príncipes Dom Antônio e Dom Rafael de Orleans e Bragança, bisneto e trineto da princesa Izabel. Os trabalhos têm como tema “Ainda hoje, Escravidão” e foram produzidos por 20 detentos que estudam na escola estadual da unidade.

Serviço:

Mostra de trabalhos escolares de presos para família real

Data: Sábado, 12/05 – véspera do dia da abolição, às 14h

Local: Fórum Benjamin Colucci, Juiz de Fora

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/detentos-de-juiz-de-fora-apresentam-trabalhos-sociais-a-membros-da-familia-real-brasileira/

Governo de Minas: educadores formulam criação do Curso de Extensão em Educação Musical

Especialistas e professores de conservatórios estaduais participam de planejamento.

Professores e especialistas dos 12 conservatórios estaduais de música de Minas Gerais iniciaram o planejamento para a criação do Curso de Extensão em Educação Musical. O objetivo é oferecer formação inicial e continuada em educação musical para professores da rede pública de educação básica. As reuniões começaram nesta semana na Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores (Magistra). O curso está previsto para começar no segundo semestre deste ano.

“Nesse encontro, pegamos as experiências que os Conservatórios Estaduais de Música têm para formular um plano de curso para trabalhar de forma criativa e inovadora com os professores das escolas regulares”, destacou Gilbert Gouvêa, coordenador dos Conservatórios.

Entre os temas discutidos no encontro estão: os componentes curriculares, a ementa, a carga horária, a metodologia, os procedimentos didáticos, as formas de monitoramento e avaliação e a organização do atendimento a partir das demandas dos candidatos. Todo o trabalho será construído a partir de uma articulação entres os conservatórios, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Magistra.

Nas reuniões, também foram debatidas as possíveis ferramentas de apoio que os participantes poderão contar durante o curso de formação. O Centro de Referência Virtual do professor (CRV) é uma dessas possibilidades para os educadores durante o curso.

O curso será desenvolvido pelos conservatórios em módulos semestrais e abordará conhecimentos teóricos e práticos da área musical. “Essa será uma retomada em uma das funções das escolas de música que é a da formação musical”, lembra Gilbert Gouvêa.

Em um primeiro momento, os cursos seriam ofertados para professores de arte, supervisores pedagógicos e estudantes dos cursos de Magistério e Pedagogia. Para a primeira fase. estão previstos 50 participantes distribuídos em duas turmas. Até o final do ano, a previsão é que o curso de extensão atenda a 600 cursistas.

 Conservatórios

Minas é o único estado do Brasil que conta com escolas de música na rede pública de ensino. São 12 Conservatórios de Música mantidos pela Secretaria de Estado de Educação. Com o objetivo de atender a diversas regiões do estado, Minas conta com escolas nas cidades de Araguari, Ituiutaba, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em São João Del Rei, Juiz de Fora, Leopoldina e Visconde do Rio Banco, cidades da Zona da Mata, em Montes Claros no Norte de Minas, Diamantina no Vale do Jequitinhonha, e em Pouso Alegre e Varginha, cidades do Sul do Estado. As escolas de música atendem cerca de 30 mil alunos com a oferta de cursos técnicos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/educadores-formulam-criacao-do-curso-de-extensao-em-educacao-musical/

Gestão Anastasia: na véspera do Dia das Mães, Cohab Minas entrega casas a mulheres no Alto Paranaíba

Das 60 unidades entregues em Carmo do Paranaíba, 58 são destinadas a mulheres, chefes de família

A Cohab Minas vai entregar, neste sábado (12), as chaves de 60 casas a mutuários contemplados pelo Programa Lares Geraes Habitação Popular, em Carmo do Paranaíba, região do Alto Paranaíba. Deste total, 58 são destinadas a mulheres, chefes de família, que têm prioridade na política habitacional do Governo de Minas.

As 60 unidades a serem inauguradas em Carmo do Paranaíba integram o Conjunto Habitacional Esperança, que deverá abrigar cerca de 240 pessoas, levando em consideração uma média de quatro moradores por casa. O investimento total na obra foi de R$ 2 milhões, entre recursos do Tesouro do Estado, do governo federal (Programa Minha Casa, Minha Vida) e da prefeitura.

Famílias mineiras que têm mulheres como arrimo de família já somam mais da metade dos mutuários atendidos pelo programa habitacional do Estado executado pela Cohab Minas, em parceria com o governo federal e municípios. Das 30 mil casas já entregues pela Cohab Minas, desde 2005, 15 mil foram destinadas a mulheres.

Essa proporção é resultado da adoção de critérios de seleção socioeconômicos que permitem às mulheres a aquisição de casa própria em condições compatíveis com sua capacidade de pagamento.

A solenidade de inauguração do Conjunto Habitacional Esperança contará com a presença do Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento; do diretor de Habitação da Cohab Minas, Fradique Gurita; do prefeito de Carmo do Paranaíba, Helder Costa Boaventura; e lideranças políticas da região.

 

Serviço:

Inauguração de 60 unidades habitacionais pelo Programa Lares Geraes Habitação Popular

Data: 12/05/12 (sábado)

Local: Conjunto Habitacional Esperança – bairro Santa Cruz (próximo à penitenciária)

Horário: 15 horas

Telefone de contato: (31) 9824-9567 – Vagner Luiz (Assessoria de Imprensa da Cohab Minas)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/na-vespera-do-dia-das-maes-cohab-minas-entrega-casas-a-mulheres-no-alto-paranaiba/

Gestão Anastasia: Epamig promove Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada no Semiárido de Minas Gerais

Evento vai destacar resultados das pesquisas sobre cultivo do café no Jaíba

Vânia Aparecida Silva/Epamig Sul de Minas
Cafeicultura irrigada com cultivo intercalar na Fazenda Experimental de Mocambinho
Cafeicultura irrigada com cultivo intercalar na Fazenda Experimental de Mocambinho

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realiza, nesta terça-feira (15), em Mocambinho (Jaíba/Norte de Minas), o 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais. O evento vai destacar os resultados das pesquisas sobre o cultivo de café no Perímetro Irrigado do Jaíba desenvolvidas pela Epamig desde 2008.

Durante o evento, o extensionista da Emater-MG/Projeto Jaíba, Idelmar Pereira da Silva, apresentará a palestra “Realidade da cafeicultura no perímetro irrigado do Jaíba”. O pesquisador da Epamig Sul de Minas, Gladyston Rodrigues de Carvalho, falará sobre os cuidados na colheita e pós-colheita do café. A pesquisadora Vânia Aparecida Silva, também da Epamig Sul de Minas, abordará os benefícios do cultivo intercalar em lavouras de café. Segundo a pesquisadora o plantio de outras culturas entre os cafeeiros é uma forma de otimizar a área irrigada, possibilitando novas formas de renda para o produtor. “A palestra abordará a viabilidade técnica e econômica de diferentes sistemas de cultivo de milho, feijão, mamão e abacaxi intercalares ao cafeeiro”, afirma.

Os participantes do Encontro Técnico ainda conhecerão em campo os experimentos com café na Fazenda de Mocambinho.

O 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais será realizado na Fazenda Experimental de Mocambinho/Epamig – Praça Cepti 1, Zona Rural – e terá início às 8h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no dia do evento. Outras informações pelo telefone (38) 3833-4137.

Cafeicultura na região do Semiárido

A pesquisadora Vânia Silva explica que a cafeicultura no Norte de Minas Gerais é uma atividade recente. “Os primeiros plantios, realizados há menos de 20 anos, estão concentrados no perímetro irrigado no entorno do Rio São Francisco e apresentam boas perspectivas para tornar a região uma nova zona cafeeira do Estado”, afirma.

Os experimentos iniciados pela Epamig em 2008 utilizam as variedades Canephora e Arábica. “Não existem informações conclusivas sobre as cultivares recomendadas para região. Entretanto, no perímetro irrigado, existem experiências de plantio de arábica produzindo 60 sacas por hectare, o que deixa os produtores animados”, informa Vânia.

De acordo com a pesquisadora, o cultivo de café na região do Semiárido tem apresentado resultados positivos e consiste em uma boa opçãopara os produtores locais

Já o pesquisador da Epamig Sul de Minas, Júlio César de Souza, faz um alerta. Segundo ele, o clima semiárido é favorável para a proliferação de outra praga: o bicho-mineiro. “As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar favorecem a infestação. Para que o cafeeiro tenha uma boa adaptação na região, é imprescindível o controle do bicho-mineiro, evitando desfolhas drásticas”, diz Júlio César.

Seviço:

Evento: 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais

Data:15 de maio de 2012

Local:Fazenda Experimental de Mocambinho/EPAMIG – Praça Cepti 1, Zona Rural – Mocambinho/ Jaíba – MG

Horário:8h

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/epamig-promove-encontro-tecnico-da-cafeicultura-irrigada-no-semiarido-de-minas-gerais/

Gestão da Educação: Fórum de educadores avalia o panorama do ensino médio noturno no país

Grupo de trabalho formado para discutir e planejar ações para o ensino médio noturno se reúne em Brasília

Os coordenadores do ensino médio nos estados brasileiros e Distrito Federal estão reunidos em Brasília, nesta sexta-feira (11), para uma apresentação das ações desenvolvidas em cada estado com foco no ensino médio noturno. Os educadores compõem o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação para planejar ações com foco nesse nível de escolaridade. Formado no ‘Fórum Técnico de Ensino Médio’, realizado em abril. A representante da região sudeste é a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, Audrey Regina Carvalho Oliveira.

“Nós, coordenadores do ensino médio na região sudeste do Brasil, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, faremos uma apresentação das ações desenvolvidas em nossos estados que têm sido bem sucedidas”, adianta Audrey Regina.

Discutir para aprimorar

A ideia do grupo de trabalho é que ao final do ano seja feito um relatório com as ações e os encaminhamentos voltados para o ensino médio no noturno. Essas medidas integram o ‘Ensino Médio Inovador’, programa do Ministério da Educação, que busca fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, como a capacitação de educadores. Minas Gerais fará adesão ao projeto em 2013 e ele será complementar às ações desenvolvidas pelo Estado como foco no ensino médio.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/forum-de-educadores-avalia-o-panorama-do-ensino-medio-noturno-no-pais/

Governo de Minas: pesquisa vai apontar as condições da saúde bucal em municípios do Sul de Minas

 

Exames clínicos e questionários vão permitir a caracterização do nível de utilização de serviços odontológicos e dos riscos à Saúde Bucal da população mineira

Pedro Cisalpino
Projeto será realizado em cinco cidades sul-mineiras
Projeto será realizado em cinco cidades sul-mineiras

Os moradores de Boa Esperança, Guaxupé, Santa Rita do Sapucaí, Turvolândia e Varginha estão incluídos na pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) que vai mapear as condições da saúde bucal da população mineira. O inquérito epidemiológico está sendo feito desde o final de abril e vai permitir a identificação dos problemas bucais mais freqüentes, a fim de diagnosticar as necessidades e, assim formular ações de prevenção, tratamentos e reabilitação adequados à realidade das comunidades.

A pesquisa abrange outros 55 municípios mineiros. Em cada um deles serão feitos cerca de 100 exames, totalizando, aproximadamente, seis mil exames no Estado. De acordo com a diretora de Saúde Bucal da SES-MG, Daniele Lopes Leal, a pesquisa vai fortalecer a Política de Saúde Bucal, que vem sendo delineada no estado.

“O projeto Saúde Bucal Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de aferição das doenças bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados. Dessa forma, serão analisados problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre outras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade dos problemas.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, por meio da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto Saúde Bucal Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de Necessidade em Saúde e de Porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames epidemiológicos são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Daniele Leal.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos e das faixas etárias de 15 a19, 35 a 44 e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

Projeto

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados por meio do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Fonte: www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-vai-apontar-as-condicoes-da-saude-bucal-em-municipios-do-sul-de-minas/

Governo de Minas: Dinis Pinheiro visita centro de tratamento de usuários de drogas

Credeq, em Ravena, distrito de Sabará, é uma das comunidades terapêuticas que mantém parceria com o Estado, por meio do programa Aliança pela Vida

Omar Freire/Imprensa MG
Governador em exercício, Dinis Pinheiro, visitou o Credeq, em Ravena, distrito de Sabará
Governador em exercício, Dinis Pinheiro, visitou o Credeq, em Ravena, distrito de Sabará

O governador em exercício, Dinis Pinheiro, visitou, nesta sexta-feira (11), o Centro de Tratamento de Dependência Química (Credeq), em Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Credeq é uma comunidade terapêutica, que atende usuários de drogas e tem parceria com o Estado. Dos 52 usuários internados, 30 foram encaminhados por meio do programa Aliança pela Vida.

Acompanhado pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado João Leite, e pelo subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, Dinis Pinheiro foi recebido pelo diretor executivo do Credeq, pastor Wellington Vieira.

O governador em exercício conheceu o trabalho realizado pela instituição para a ressocialização dos usuários, a maioria dependentes do crack. Visitou as instalações do Credeq e tomou café da manhã preparado pelos próprios internos, que participam de oficinas profissionalizantes de padaria e cozinha industrial.

Para Dinis Pinheiro, o apoio do Governo de Minas é fundamental para que ações de combate ao uso das drogas tenham sucesso no Estado.

“As comunidades terapêuticas são iluminadas porque elas conseguem retratar aquele ambiente mais positivo e saudável que poderíamos almejar. Consegue retratar aquele ambiente familiar e aconchegante aliado às medidas necessárias e essenciais para o enfrentamento dessa adversidade, que é a dependências das drogas”, disse.

De acordo com o subsecretário de Políticas sobre Drogas, Clóvis Benevides, as instituições prestam um serviço necessário e transformador para o país.

“As comunidades são mais que um equipamento de saúde e de assistência, pois são uma representação muito sólida do exercício do amor. Oferecem suportes que vão para além das políticas convencionais”, afirmou Benevides.

O diretor executivo do Credeq, pastor Wellington Vieira, disse que a instituição é a que registra o maior percentual de recuperação de usuários, com 70% deles retornando ao ambiente familiar, depois de cumprido o programa de tratamento.

“Se não existisse a parceria com o Governo de Minas, 90% das nossas ações serão reduzidas a nada. Precisamos do apoio do Estado para a estruturação física das comunidades, custeio e capacitação de pessoal e realização de oficinas”, disse.

Aliança pela Vida

Minas Gerais é referência em todo o país no que se refere às políticas públicas destinadas ao tratamento a usuários de drogas. Neste ano, o orçamento para área dobrou em relação a 2011, somando cerca de R$ 50 milhões.

Usuários do Credeq são beneficiados, por exemplo, pelo cartão Aliança Pela Vida, que concede auxílio financeiro mensal no valor de R$ 900 a famílias, cuja renda seja de até dois salários mínimos. Desse valor, R$ 810 são para pagamento da comunidade terapêutica. Outra vertente do programa é o SOS Drogas. Em Minas, quem disca o número 155 tem informações sobre a localização e o acesso a serviços de assistência ao dependente químico.  Outro serviço é Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread) que funciona na Rua Rio de Janeiro, 471 – 3º andar, em Belo Horizonte, para atendimento presencial a pessoas com dependência e apoio as famílias.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/dinis-pinheiro-visita-centro-de-tratamento-de-usuarios-de-drogas/

Governo de Minas: cidades do Centro-Oeste de Minas são beneficiadas por programa de saúde bucal

Em Divinópolis, Lagoa da Prata e Onça de Pitangui, pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde apontará condições de cada cidade

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Ações voltadas para a saúde bucal irão beneficiar moradores do Centro-Oeste
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“O projeto Saúde Bucal Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de aferição das doenças bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados.  Dessa forma, serão analisados problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre outras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade dos problemas.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, através da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto Saúde Bucal Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de Necessidade em Saúde e de Porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames epidemiológicos são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Daniele Leal.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos e das faixas etárias de 15 a19, 35 a 44 e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados através do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cidades-do-centro-oeste-de-minas-sao-beneficiadas-por-programa-de-saude-bucal/