Gestão Antonio Anastasia: Governo de Minas atrai investimentos de R$ 80 milhões para o Vale do Jequitinhonha

Secretaria de Desenvolvimento Econômico assina protocolo de intenções com a empresa Magnesita para implantação de um complexo minerador em Almenara

Renato Cobucci / Imprensa MG
Gil Pereira, Dorothea Werneck, o presidente do Indi, Frederico Álvares, e o diretor da Magnesita, Afonso Celso de Rezende
Gil Pereira, Dorothea Werneck, o presidente do Indi, Frederico Álvares, e o diretor da Magnesita, Afonso Celso de Rezende

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, assinou com os diretores da Magnesita Refratários S/A, Vinícius Silva, Sandio Pereira e Afonso Celso Rezende, protocolo de intenções para implantação do Complexo Minerador de Grafita, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

Por meio desta iniciativa do Governo de Minas, serão investidos R$ 80 milhões na implantação de uma unidade industrial para a produção de 40 mil toneladas por ano de produtos de grafita em Almenara. “O nosso trabalho começa com essa assinatura. A partir de agora teremos a responsabilidade de contribuir para que o projeto seja colocado em prática”, afirmou Dorothea Werneck.

Com unidades em oito países, a fabricante mineira, líder na produção de refratários na América do Sul, irá gerar 200 novos postos de trabalho, contribuindo com o desenvolvimento de uma das regiões mais carentes do Estado. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), Gil Pereira, que também esteve presente na solenidade, “esse é um projeto que traz uma excelente perspectiva de crescimento para o Norte de Minas”.

O diretor da Magnesita responsável pelo projeto Grafita, Vinicius Santos Silva, acrescentou que o projeto é extremamente importante e estratégico para a empresa. “O potencial transformador desse projeto para a região do Vale do Jequitinhonha é enorme”, disse.

O Complexo Minerador está em fase de licenciamento ambiental. De acordo com o cronograma do projeto, iniciado em janeiro de 2011, a exploração de grafita deve começar em 2014, quando a capacidade de produção da empresa irá atingir 40 mil toneladas por ano.

Segundo a companhia, a reserva está estimada em 57 milhões de toneladas de grafita, com vida útil de 50 anos. “Esse volume garantirá a autossuficiência em grafita, além de adicionar um mineral estratégico ao nosso portfólio, tendo em vista o desequilíbrio de oferta e demanda pela relativa escassez de mineral de qualidade e uma demanda que é esperada crescer significativamente puxada por novas aplicações de energia móvel como baterias para carros elétricos”, completa o diretor.

A Magnesita é uma empresa privada dedicada à mineração, produção e comercialização de extensa linha de materiais refratários: são mais de 13 mil tipos diferentes, de materiais monolíticos e tijolos convencionais a cerâmicas nobres, para revestir equipamentos que operam em altas temperaturas. Os produtos são utilizados, principalmente, pelos fabricantes de aço, cimento e vidro.

A companhia se beneficia de uma das maiores e melhores reservas de magnesita, dolomita e talco do mundo. Além disso, prospecta outros depósitos minerais em todo o mundo.

Atualmente, a empresa opera 28 unidades industriais e de mineração, sendo 16 no Brasil, três na Alemanha, três na China, uma nos Estados Unidos, duas na França, uma na Bélgica, uma em Taiwan e uma na Argentina, com capacidade de produção de refratários superior a 1,4 milhão de toneladas por ano. A Magnesita é o terceiro maior produtor de refratários no mundo e líder em soluções integradas em refratários.

Juiz de Fora

Outros três protocolos foram assinados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, totalizando o valor de R$ 30,5 milhões com geração de mais de 400 empregos entre diretos e indiretos, nas áreas de medicamentos, colchões e eletrodomésticos, na Zona da Mata, no Sul do Estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Medquímica Indústria Farmacêutica anunciou investimentos da ordem de R$ 23 milhões, que serão aplicados na expansão da unidade industrial de fabricação de medicamentos da empresa em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O empreendimento deverá ser responsável pela geração de 100 empregos diretos deverá estar concluído até dezembro de 2013.

De acordo com o presidente da empresa, Jorge Lages de Oliveira, “o principal objetivo do projeto é triplicar a atual capacidade de produção, além de ampliar a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A nossa expectativa é lançar novos produtos tanto de uso contínuo, como de genéricos”.

A Medquímica foi criada em 1975, com atuação em todo o território nacional e atualmente é considerada uma das maiores produtoras de Dipirona Gotas do Brasil, com a produção de 2,5 milhões de unidades por mês. Para a secretária Dorothea Werneck, o projeto está em linha com as prioridades do Estado, que busca atrair cada vez mais empresas neste segmento.

Contagem

Com investimento de R$ 3,6 milhões, a Contagem Indústria e Comércio de Espumas (Colchões Ortobom) iniciou a expansão da fábrica de colchões, travesseiros, espuma laminada/espuma torneada, blocos e flocos de espuma. A previsão é de que a produção anual atinja, até o final de 2013, a capacidade adicional de 27 mil colchões, 110 toneladas de espuma e 530 mil metros de espuma torneada por ano. O projeto que deverá ser concluído em 2013 deverá gerar 75 novos empregos diretos e 142 novos empregos indiretos.

Fundada há 40 anos em São Paulo, a Ortobom iniciou suas atividades no ramo metalúrgico, fabricando camas e mesas para televisão. Com o passar dos anos a empresa começou a comprar blocos de espuma para a confecção de colchões. Em 1975 inaugurou, no Rio de Janeiro, uma fábrica especializada em colchões, desativando a produção de camas.

Hoje a Ortobom tem 16 fábricas espalhadas pelo Brasil, com produção superior a cinco milhões de colchões por ano. Conta com mais de 1.400 lojas franqueadas e mais de 15 mil pontos de venda, tendo mais de cinco mil pessoas envolvidas no processo.

Varginha

Já a Cellini Comércio Importação de Eletrodomésticos Portáteis Ltda. irá transferir de São Paulo para Varginha, Sul de Minas, sua fábrica de eletrodomésticos portáteis, destinados preferencialmente à nova classe C. O projeto, que deverá ser concluído em 2013, irá gerar 18 empregos diretos e 70 indiretos.

Com investimento de R$ 3,9 milhões, a empresa irá implantar, além da unidade industrial, um centro de distribuição que irá comercializar a produção de partes de aparelhos importados, que serão montados na nova unidade. Os aparelhos são ferro a vapor, torradeiras, sanduicheiras, miniprocessadores, hand mixer, cafeteiras, fornos elétricos e grill. Já a fabricação da Cellini em Varginha compreenderá ventiladores, liquidificadores, ferro elétrico, batedeira, espremedor de frutas.

Durante a assinatura do protocolo, o diretor-executivo da Cellini, Walter Kufel Júnior, informou que a opção por Varginha foi feita em função do município possuir um porto seco e por sua localização. “Em termos logísticos, Varginha reúne todas as condições que a empresa buscava”, enfatizou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-atrai-investimentos-de-r-80-milhoes-para-o-vale-do-jequitinhonha/

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