Aécio Neves: Choque de Gestão e a pesquisa do IPEA

Aécio Neves: Choque de Gestão é consagrado em pesquisa realizada pelo IPEA. Minas bate o Brasil de estados do Sudeste na redução da pobreza

Recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão da Presidência da República, apontou que Minas Gerais, estado governado pelo hoje senador Aécio Neves entre 2003 e 2010, promoveu significativa redução da população considerada em extrema pobreza, superando as médias nacional e da região Sudeste.

Em 2001, 9% da população mineira estava nesta situação, índice reduzido para 3% em 2009. Uma queda bem superior à da região Sudeste – de 5,6% para 2,3% – e à do Brasil, 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Em 2010, último ano do senador Aécio Neves como governador, Minas já havia conseguido antecipar várias metas estipuladas pela ONU dentro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que têm a proposta de reduzir a pobreza extrema pela metade até 2015 e tornar o mundo mais solidário e mais justo.

De acordo com o estudo da ONU, realizado com dados do IPEA de 2008, Minas reduziu a proporção de pessoas pobres de 53,5%, em 1991, para 25% do total da população, em 2008. A meta prevista para 2015 era de 26,8%.

Aécio Neves: Choque de Gestão

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram pactuados em 2000 e preveem, não só erradicar a extrema pobreza e a fome, mas oferecer educação básica de qualidade a todos, reduzir a mortalidade infantil e melhorar a saúde materna, entre outras metas.

O cumprimento antecipado das metas da ONU para erradicar a pobreza em Minas é resultado do novo ordenamento administrativo do Estado, implantado pelo senador Aécio Neves com o Choque de Gestão. O conjunto de medidas emergenciais adotado em 2003 para recuperar as finanças do Estado, promoveu a retomada do crescimento da economia de Minas e importantes avanços na área social. O inovador modelo de gestão de Aécio Neves, hoje copiado em vários estados brasileiros e reconhecido pelos organismos internacionais de fomento, garantiu maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e serviços de melhor qualidade à população.

O resultado do Choque de Gestão de Aécio Neves são investimentos recorde em várias áreas de governo como infraestrutura das estradas, saneamento, educação, saúde e segurança pública, resultando em avanços sociais históricos conquistados nos últimos anos.

Gestão Anastasia: Centro Tecnológico de Minas Gerais inaugura novo núcleo de bioengenharia

O núcleo é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado

Mônica Campos/Cetec
Mexilhão dourado em boias de navegação
Mexilhão dourado em boias de navegação

Nesta sexta-feira (23), a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), inaugura o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH). O novo centro é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado, espécie invasora que tem causado problemas em usinas hidrelétricas.

O impacto do mexilhão nas atividades das hidrelétricas se dá com o entupimento das tubulações das usinas devido à instalação da espécie, causando sobrecargasdos equipamentos e mais gastos de manutenção. O centro visa criar soluções para amenizar os impactos ecológicos, industriais e econômicos causados por espécies invasoras, atuando nas frentes de bioengenharia, monitoramento e modelagem ambiental.

A área da bioengenharia será responsável pelos estudos em relação aos processos e às estruturas microscópicas que compõem os seres vivos. Essas pesquisas permitirão um combate mais eficiente a essas espécies, além de possibilitar que sejam recriados em laboratório processos importantes para a criação de novos materiais com aplicações na medicina, na engenharia e na informática.

As atividades de monitoramento acompanharão o avanço de um organismo em determinado ambiente, ajudando a entender a relação da espécie com o meio onde se instalou, como ela se dispersa, se reproduz e como as variáveis ambientais interferem na sua biologia.

A modelagem usa os conhecimentos biológicos e ecológicos do organismo para gerar dados de indicação das áreas mais suscetíveis à invasão e por quais vias o organismo se dispersa. Essa fase poderá prever o tempo de ocupação de uma espécie em uma determinada usina, possibilitando direcionar ações de manejo antes do entupimento de tubulações de forma mais efetiva.

O CBEIH criou a Base Colaborativa de Dados, ferramenta online hospedada no portal cbeih.org, onde pesquisadores do mundo inteiro podem inserir e coletar dados ambientais e biológicos sobre espécies invasoras, com foco inicial no mexilhão dourado.

Mexilhão Dourado

Os estudos de controle do mexilhão não são novidade para o Cetec. Desde 2002, a fundação atua em parceria com a Cemig buscando soluções contra a proliferação da espécie nas instalações de usinas hidrelétricas.

O mexilhão dourado é uma espécie do sudoeste asiático que chegou na América do Sul pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, em 1991, e se disseminou a partir do rio da Prata. O molusco tem alta capacidade reprodutiva e, além de ser tolerante a uma grande variedade de condições ambientais, não encontrou nenhum predador natural nas águas sul-americanas. Assim, em apenas dez anos a espécie se instalou por toda a bacia do Prata e chegou ao rio Paraná, com densidades que podem superar 120.000 indivíduos/m².

A espécie também altera o equilíbrio ambiental local por não haver um predador natural. Ao se proliferar, o molusco compete com espécies originais e cria uma nova disputa por recursos. O invasor pode se instalar em raízes de plantas aquáticas, levando ao sufocamento das mesmas e, por ser um filtrador natural, remove partículas da coluna d’água prejudicando o desenvolvimento dos plânctons.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/centro-tecnologico-de-minas-gerais-inaugura-novo-nucleo-de-bioengenharia/

Aécio Neves: líder da oposição atua com equílibrio

Aécio Neves: líder da oposição, cientista político diz que tom moderado do senador é positivo. Aécio de 2012 é um político que faz oposição. 

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio Neves é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de Aécio. Tancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“.

Link: http://www.valor.com.br/cultura/2562294/lucida-estrategia-de-aecio

Aécio Neves: gestão eficiente e as políticas em Segurança Pública

Aécio Neves: gestão eficiente – senador em artigo comenta liberação de recursos do BID para ações inovadoras de prevenção à criminalidade.

Prevenção e segurança

ArtigoAécio Neves

Escrevo ainda em Washington, onde cumpri missão solicitada pelo governador Anastasia de negociar com o BID recursos para os programas de prevenção à criminalidade dirigidos a jovens que vivem em áreas de risco social em Minas.

Trata-se de um tipo de investimento importante para todo o país. No caso de Minas, significa a continuidade de experiências inovadoras que lidam com este grande desafio contemporâneo de maneira diferenciada e mais eficiente.

Neste modelo, o programa mineiro Fica Vivo tem sido indicado como referência a outros países pelo BID, Banco Mundial e ONU. Pesquisas neste campo constatam que os programas de prevenção à criminalidade são, de longe, os que obtêm maior êxito na garantia de segurança das comunidades. Provam que nem sempre mais armamentos significam mais segurança.

Em Bogotá (Colômbia) e em Boston (EUA), a rede do narcotráfico e as gangs foram desmontadas a partir da interferência do Estado na comunidade. Depois da prisão dos delinquentes, essas áreas foram resgatadas por ações sociais em parceria com ONGs e igrejas, para assistência de jovens em novos espaços de convivência e aprendizado.

Nas UPPs do Rio não tem sido diferente. A comunidade abrigou a polícia quando percebeu que sua missão era pacificar, e não matar.

No Fica Vivo, jovens são ouvidos e recebem atenção de uma rede de profissionais, fazem cursos e são estimulados a conviver em paz uns com os outros. Estudo publicado pelo Banco Mundial/Cedeplar mostra que o gasto para se prevenir um crime violento com este programa é dez vezes menor do que com patrulhamento ativo, tradicional.

Acredito que este é um debate especialmente pertinente em ano de eleições municipais, quando o destino de cada uma de nossas cidades volta a ser discutido. As soluções de ocupação e intervenção urbana e programas alternativos de convivência social ganham cada dia mais importância estratégica para o enfrentamento de diferentes desafios da sociedade. São esses espaços esquecidos na construção das grandes cidades que, agora, podem ajudar a salvá-las.

O recrudescimento da violência não é um fenômeno localizado – pontua Brasil afora. Falta-nos uma política nacional de segurança e um efetivo compartilhamento de responsabilidades. Pelos dados disponíveis, em 2009, 83% dos investimentos neste campo foram feitos por Estados e municípios.

Se somarmos a esta constatação uma outra, a de que a União reduziu, nos últimos 10 anos, de 44% para 33% a sua participação nos recursos para a saúde, uma pergunta se impõe: qual o sentido de prioridade que vem orientando os investimentos do governo federal?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Fonte: Folha de S.Paulo

Link: http://www.aecioneves.net.br/artigos/

Governo de Minas: DER inicia pavimentação do acesso à Usina Vale do Tijuco em Uberaba

Serão investidos R$ 23 milhões para a execução da pavimentação de 17,3 quilômetros da rodovia

Bernadete Amado
Representantes do Governo de Minas, da prefeitura e da Usina Vale do Tijuco durante solenidade em Uberaba
Representantes do Governo de Minas, da prefeitura e da Usina Vale do Tijuco durante solenidade em Uberaba

Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) iniciou a ligação asfáltica da BR-050 até a Usina Vale do Tijuco, em Uberaba, por meio da empresa BT Construções Ltda. As máquinas já estão no trecho para a execução da pavimentação de 17,3 quilômetros da rodovia municipal, que faz a ligação da BR-050 a MGC-455, representando um investimento de cerca de R$ 23 milhões, a ser utilizado com base no sistema de Parceria de Reembolso Tributário (PRT).

secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, explicou que “esta obra terá uma extensão total de 82 quilômetros, partindo da BR-050, cortando a MGC-455 e terminando na MGC-497. Estamos na primeira etapa desta pavimentação, com a autorização dos serviços destes 17,3 quilômetros, nesta sexta-feira (23), resultado da parceria doGoverno de Minas, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede)Planejamento e Gestão (Seplag),Fazenda (SEF), a Setop, o DERMG e a Usina Vale do Tijuco”, concluiu o secretário.

O presidente da Companhia Mineira de Açúcar e do Álcool (CMAA), José Francisco Santos, destacou que “o Governo de Minas ofereceu uma parceria e está cumprindo tudo”. De acordo com o presidente Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), José Frederico Álvares, “a preocupação da secretária Dorothea Werneck é com o desenvolvimento e a atração de investimentos, e o DER vem contribuindo com a logística necessária. No momento, estamos trabalhando com 162 protocolos de intenção de investimento no Estado”, finalizou.

O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, ressaltou que o Governo de Minas tem cumprido religiosamente com os compromissos assumidos e, com isto, tem incentivado a confiança e a participação dos empresários nesta modalidade de parceria, que alavanca o desenvolvimento da região.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/der-inicia-pavimentacao-do-acesso-a-usina-vale-do-tijuco-em-uberaba/

Gestão Anastasia: Economia Popular Solidária impulsiona o desenvolvimento em Minas Gerais

Secretaria de Trabalho e Emprego articula projeto que beneficiará comunidades do Grande Norte do Estado

Divulgação/Sete
Representantes da Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego receberam gestores da Secretaria Nacional e Economia Solidária
Representantes da Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego receberam gestores da Secretaria Nacional e Economia Solidária

Representantes da superintendência de Geração de Renda e Empreendedorismo da Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete) se reuniram, nesta sexta-feira (23), com a representante da Secretaria Nacional e Economia Solidária (SENAES) para discutirem o projeto “Promoção da Economia Popular Solidária no Estado de Minas Gerais”. O encontro foi realizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

O projeto, que objetiva promover a Economia Solidária, tem o foco em comunidades tradicionais, como a de Brejo dos Crioulos, localizada na divisa dos municípios de São João da Ponte, Varzelândia e Verdelândia, no Norte do Estado; e os Ribeirinhos do Salto da Divisa, situada numa região abrange todas as cidades do baixo, médio, e médio alto Jequitinhonha, de Salinas até Salto da Divisa, em um total de 42 municípios. A comunidade indígena Maxacali que está localizada no Nordeste do Estado, no Vale do Mucuri, em três porções de terras descontínuas localizadas em quatro municípios, Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni também será beneficiada.

Para atender tais comunidades, o projeto prevê a criação de Centros Multifuncionais de Referência em Economia Popular Solidária e Desenvolvimento Local para promoção da sustentabilidade e a capacidade de iniciativa das organizações econômicas populares. Para a realização das ações serão investidos um total de R$ 2.200.000,00 provenientes de recursos da Sete e do Ministério de Trabalho e Emprego.

Redução da pobreza

Para a superintendente de Geração de Renda e Empreendedorismo da Sete, Andrea Leão, o projeto é uma importante ação do Governo de Minas, visto que o seu público-alvo é a população em situação de extrema pobreza. “Trata-se de um público que apresenta as maiores dificuldades de ingresso no mundo do trabalho, seja pelo baixo índice de escolaridade, seja pela ausência de capacidade técnica, seja pela falta de estruturas que impedem que os empreendimentos dessa população alcancem o mercado de forma efetiva. A nossa expectativa é que as ações do projeto atinjam no mínimo 50 empreendimentos e mil famílias, promovendo a fixação da população em seus territórios de origem, além da implantação efetiva da economia solidária para promover o desenvolvimento sustentável dos territórios”, afirma.

Complementando o raciocínio de Andrea Leão, a diretora de Assessoramento para Incubação de Empreendimentos Formais e Autogestionados da Sete, Juliana Macário, garante que, como execução das políticas públicas de promoção à Economia Solidária, “haverá promoção de ações de formação, assistência técnica e social de empreendimentos da economia solidária nas comunidades, incentivo ao crédito produtivo, à comercialização, certificação e apoio a infraestrutura”.

Participaram da reunião a superintendente de Geração de Renda e Empreendedorismo da Sete, Andrea Leão; a diretora de Assessoramento para Incubação de Empreendimentos Formais e Autogestionados da Sete, Juliana Macário; a técnica do projeto, Jane da Silva, a assessora de gabinete, Kelly Cristina, e a representante da Secretaria Nacional e Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego, Daniela Gomes Metello.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/economia-popular-solidaria-impulsiona-o-desenvolvimento-em-minas-gerais/

Governo de Minas: universitários alemães visitam as obras do Mineirão

Alunos e professores de engenharia civil da renomada Universidade de Ciências Aplicadas de Munique, visitaram as obras

Alexandra Martins
Alunos e professores Universidade de Ciências Aplicadas de Munique durante a visita
Alunos e professores Universidade de Ciências Aplicadas de Munique durante a visita

Alunos e professores de engenharia civil da renomada Universidade de Ciências Aplicadas de Munique, na Alemanha, concluíram o curso de intercâmbio acadêmico Summer School Programme, feito na Universidade Federal de São João del-Rei, com visita às obras de modernização do Mineirão, nesta sexta-feira (23).

Foi a primeira visita da comitiva alemã a um estádio da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Um dos integrantes do grupo, o professor Hermann Schulte, escolheu a nova arena por tratar-se de uma reforma em fase adiantada. “É impressionante a dimensão dessa obra. É importante conhecer os métodos de trabalho de diferentes países, assim como as medidas de segurança que são tomadas”, disse. A comitiva era formada por outros 20 estudantes do campus de Ouro Branco.

Os alunos alemães conheceram partes da esplanada em construção, da arquibancada superior e da cobertura sob uma forte chuva. “É um privilégio estar no topo dessa obra. Vejo semelhanças com estruturas de estádios alemães”, comparou Michael Fucks. A mesma comparação foi feita pelo engenheiro Marco Einhaus. “Pesquisadores alemães desenvolveram várias coberturas de estádios que podem ser vistas na África do Sul ou na China. A do Mineirão será nos mesmos moldes. Vejo também que os amortecedores são alemães, além das gruas. Você estão em boas mãos”, defendeu.

Einhaus, especialista em prevenção de acidentes, elogiou o uso dos equipamentos de proteção em operários que trabalham na cobertura e nos andaimes da esplanada. “Isso é fundamental em qualquer canteiro de obras. No passado, muitos acidentes de grandes construções aconteciam na América do Sul. Nos últimos dez anos, esse cenário mudou completamente. Obviamente, há casos terríveis ocorridos na Europa também, mas vejo que o Mineirão tem essa preocupação como prioridade”, observou. O engenheiro também fará visita às obras do Maracanã.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/universitarios-alemaes-visitam-as-obras-do-mineirao/

Gestão Anastasia: Governo de Minas apoia Assembleia Legislativa no projeto Cidadania Ribeirinha

Programa tem como foco a revitalização da Rio São Francisco, a redução da pobreza e a proteção do patrimônio cultural

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri), está promovendo a articulação dos órgãos do Poder Executivo estadual para apoiar o Projeto Cidadania Ribeirinha, uma iniciativa prioritária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com execução prevista para o biênio 2012-2013.

O Cidadania Ribeirinha tem como objetivos a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a redução da pobreza e da desigualdade nas comunidades ribeirinhas e a proteção do patrimônio cultural são franciscano. Contempla populações de 12 localidades de quatro dos municípios no Norte de Minas: Itacarambi, Manga, Matias Cardoso e Pedras de Maria da Cruz. Segundo os critérios da ALMG, eles foram escolhidos por apresentarem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as cidades banhadas pelo rio São Francisco, bem como por figurar entre os 9% dos 853 municípios mineiros com menor IDH, além de outros indicadores semelhantes.

De acordo com o assessor de Relacionamento Institucional da Seccri, Augusto Henrique Lio Horta, essa ação é uma demonstração de que a promoção da cidadania é uma tarefa do Estado, que deve ser compartilhada por todos os poderes constituídos e com a sociedade Ele informou que os órgãos estaduais contribuirão no projeto com a presença de técnicos, ministrando palestras e cursos, visando aproveitar a experiência acumulada nos projetos já desenvolvidos na região. Poderão também auxiliar na implantação do programa participativo de coleta seletiva de lixo e nas ações de recuperação de áreas degradadas de trechos de corpos hídricos.

Colaboram com a ALMG na implementação do projeto, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Fundação Rural Mineira (Ruralminas). A Secretaria de Estado de Educação (SEE) cederá espaço e infraestrutura para a realização dos cursos e apoiará o recebimento das inscrições dos participantes.

O coordenador do Projeto Cidadania Ribeirinha, Leonardo Noronha, afirmou que “a participação da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais e demais órgãos do Poder Executivo no projeto é uma iniciativa promissora, porque abre a possibilidade de que também as ações de governo possam ser mediadas por um trabalho de articulação política, que é próprio do parlamento. O Poder Legislativo, na medida em que é uma Casa plural, que vocaliza os interesses mais amplos da sociedade, muitas vezes antagônicos, permite permanente interface entre os vários segmentos sociais e o poder público”.

Seminário sobre experiências

Uma das ações do Cidadania Ribeirinha é o Seminário Experiências em Educação e Mobilização Popular, que está sendo realizado na Escola do Legislativo, com objetivo de conhecer experiências que deram certo no Estado e que ajudem a dar consistência metodológica ao projeto. O seminário é dividido em seis encontros que se iniciaram no dia 19 e vão até 30 de março.

No encontro da última quarta-feira (21), o tema foi Preservação Ambiental e Geração Alternativa de Renda: a experiência do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do rio Pandeiros. A palestrante foi Natália Rust Neves, bióloga, mestre em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa e coordenadora das áreas protegidas do Escritório Regional do Alto-Médio São Francisco do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Ela explicou o Projeto Pandeiros, realizado em Januária entre 2005 e 2010, que melhorou muito a qualidade ambiental e de vida das pessoas. “Antes do projeto, havia uma predisposição da população de utilizar intensamente o carvão vegetal de maneira que comprometia o ambiente e depois isso mudou porque ela passou a se interessar por obter renda com atividades que degradavam menos o meio ambiente”, afirmou. Acrescentou que a experiência do Pandeiros poderá ser útil para o Cidadania Ribeirinha, que visa também o desenvolvimento social, econômico e ambiental da população local.

O seminário contará também com a palestra Lideranças populares, saberes e escola no sertão Norte de Minas, a cargo de Rosely Carlos Augusto, psicóloga, mestre em Psicologia Social e doutora em Educação pela UFMG, educadora popular da Rede de Educação Cidadã e assessora de movimentos populares. Águas da vida: população rural, cultura e água em Minas Gerais é o tema do dia 26 de março, com Flávia Maria Galizoni, cientista social pela Unicamp, mestre em Ciência Social pela USP, doutora em Ciências Social pela Unicamp, professora do Instituto de Ciência Agrárias da UFMG em Montes Carlos e colaboradora do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica, no Vale do Jequitinhonha.

A palestra do dia 28 de março tem o tema “Modos de vida e territorialidade entre vazanteiros e pescadores artesanais do Médio São Francisco”, a ser proferida por Cláudia Luz de Oliveira, cientista social e mestre em Sociologia pela UFMG, doutoranda em Antropologia pela Universidade de Brasília e professora da Universidade Estadual de Montes Claros, O último encontro, no dia 30 de março, discutirá Mobilização social em comunidades tradicionais: a experiência do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, tema que será apresentado por Carlos Alberto Dayrell, engenheiro agrônomo, mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável pela Universidade Iberoamericana da Espanha e coordenador do Eixo Direitos Territoriais de Povos e Comunidades Tradicionais do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas.

Ações previstas

Entre as ações do projeto, estão previstos cursos de formação para o desenvolvimento sustentável a 960 trabalhadores e estudantes do ensino médio das 12 localidades; implantação de programa participativo de coleta seletiva de lixo em cinco localidades; recuperação de áreas degradadas de trechos de corpos hídricos, por meio da limpeza, arborização e readequação do seu uso, em quatro localidades; implantação de projeto de aproveitamento sustentável dos recursos turísticos locais na localidade de Fabião II (município de Itacarambi), base para o acesso ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Prevê ainda articulação de projetos de valorização do patrimônio cultural em Matias Cardoso, Palmeirinha e Pedras de Maria da Cruz e a realização de processo participativo de discussão do planejamento municipal, de forma a adequá-lo às metas de revitalização do rio São Francisco. As ações desenvolvidas poderão ser replicadas em outros municípios mineiros do Vale São Francisco. O público envolvido no Cidadania Ribeirinha é formado por estudantes do ensino médio, trabalhadores ligados à água (vazanteiros, pescadores, lavadeiras) e agentes públicos (prefeitos, vereadores, servidores públicos, lideranças comunitárias e membros de organizações não governamentais).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-apoia-assembleia-legislativa-no-projeto-cidadania-ribeirinha/

Gestão Anastasia: coordenadorias e escritórios do IMA do Sul do Estado são contempladas com novos veículos

Novos carros serão distribuídos em Alfenas, Cabo Verde, Cambuí, Guaxupé, Itamonte, Machado, Ouro Fino, Paraisópolis, Passos, Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, São Sebastião do Paraíso e Varginha

O governador Antonio Anastasia entregou, na quinta-feira (22), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, 135 veículos para o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O objetivo é fortalecer os sistemas de vigilância sanitária animal e vegetal do Estado. Do total de veículos, a região do Sul de Minas receberá 19, que serão distribuídos para escritórios pertencentes às coordenadorias e escritórios dos municípios de Alfenas, Cabo Verde, Cambuí, Guaxupé, Itamonte, Machado, Ouro Fino, Paraisópolis, Passos, Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, São Sebastião do Paraíso e Varginha.

Foram investidos R$ 6 milhões na aquisição de todos veículos, sendo R$ 1,2 milhão do Governo de Minas e R$ 4,8 milhões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os outros carros estão sendo enviados diretamente às coordenadorias regionais do Instituto. Cento e seis veículos serão utilizados nos trabalhos do sistema de vigilância animal do IMA. Os demais serão destinados à área vegetal. Os veículos serão distribuídos para todas as 20 Coordenadorias Regionais do IMA.

O Sistema de Vigilância Sanitária Animal do Instituto tem o objetivo de prevenir, controlar e erradicar as doenças animais. São combatidas enfermidades como febre aftosa, peste suína clássica, brucelose e tuberculose, influenza aviária e raiva. Já o Sistema de Vigilância Sanitária Vegetal é responsável pela prevenção e controle de pragas, fazendo, também, a vigilância e fiscalização do trânsito interestadual de vegetais.

Também participaram da entrega dos veículos ao IMA o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Alves do Nascimento, o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, e o superintendente federal substituto de Agricultura em Minas Gerais, Dermeval Silva Neto.

Confira as coordenadorias e os escritórios contemplados com os novos veículos:

 

Cidade Veículos
Passos 2 Unos 1.4 e 1 Meriva
Alfenas 1 Uno 1.4
Cabo Verde 1 Uno 1.4
Guaxupé 1 Uno 1.4
Pouso Alegre 1 Uno 1.4 e 1 camionete Ranger
Ouro Fino 1 Uno 1.4
Machado 1 Uno 1.4
Paraisópolis 1 Uno 1.4
Varginha 2 Uno 1.4 e 1 1 Fiorino Furgão
São Gonçalo do Sapucaí 1 Uno 1.4
Itamonte 1 Uno 1.4
Lavras 1 Fiorino Furgão
Cambuí 1 Fiorino Furgão
São Sebastião do Paraíso 1 Fiorino Furgão

Aécio Neves: assessoria do Senador divulga nota sobre matéria do Estadão

Segundo nota servidor federal é amparado pela legislação e pode participar de conselhos administrativos e fiscais de empresas estatais.

Leia nota de esclarecimento sobre reportagem do jornal O Estado de S.Paulo

A Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves (PSDB/MG) divulgou nota esclarecendo reportagem divulgada nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de S.Paulo. Confira:
Nota à Imprensa
Não há vedação legal e/ou incompatibilidade entre as funções de integrante de conselhos administrativos e fiscais de empresas estatais e o exercício das atividades de servidor federal.
 
A acumulação indevida, prevista no inciso XVI, do art. 37, da Constituição Federal, não se configura pelo fato de o ocupante de cargo público ser, também, membro de Conselho de Administração ou Fiscal de empresa pública ou de economia mista, de quaisquer das esferas de poder.
 
A respeito do tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) já se pronunciou pela não acumulação indevida.
 
Ao julgar a Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº1485, o STF consignou, no voto condutor da decisão, que: “não se cuida, nos conselhos de administração e fiscal, do exercício de cargos em comissão ou de funções gratificadas, strictu sensu. Em se tratando de pessoas jurídicas de direito privado, de outra parte, não se caracteriza sequer a participação nesses conselhos como exercício de função pública, strictu sensu”.
 
Os assessores do gabinete nessa situação vêm cumprindo jornada de trabalho diária e regular, com carga horária estabelecida em suas respectivas atribuições. O exercício de suas funções como servidor federal não guarda relação com os conselhos para os quais todos eles foram indicados vários anos antes à nomeação no Senado.
 
Em nota oficial, a Diretoria-Geral do Senado Federal atesta a regularidade da situação dos assessores e esclarece que:
 
Art. 119. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva, exceto no caso previsto no parágrafo único do art. 9º.
 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital social, observado o que, a respeito, dispuser legislação específica.
 
Portanto, não restará configurada a acumulação ilícita se o servidorfederal receber remuneração pela participação em conselhos de administração e fiscal de empresas públicas e sociedades de economia mista independentemente da esfera de governo.
 
Ao dispor para mais informações.
 
Gabinete do senador Aécio Neves.
 
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