Governo de Minas: associativismo e diversificação melhoram renda de cafeicultores no Sul de Minas

Produtores rurais do Distrito dos Ferreira formaram uma associação mostrando que o trabalho em conjunto rende mais frutos

Clima favorável, assistência técnica de qualidade e conscientização formam os pilares do desenvolvimento sustentável em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas. No município, um grupo de produtores rurais do Distrito dos Ferreira formou a Associação de Produtores Rurais do Alto da Serra (APAS) e está mostrando que o trabalho em conjunto rende mais frutos.

A altitude elevada e o solo fértil da região criam o ambiente propício à cafeicultura, que já tem tradição no município. Outro fator para o sucesso no cultivo é a abundância de água, garantida pelas ações de preservação adotadas pelos produtores locais, com orientação dos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Entre as conquistas alcançadas pela associação de produtores, estão a criação da marca própria de café Sabor da Serra, participação em feiras estaduais, como a 6ª Agriminas (Feira da Agricultura Familiar), realizada em Belo Horizonte, em agosto de 2011, além da certificação de nove propriedades no Programa Certifica Minas Café. O programa, do Governo de Minas, tem como objetivo garantir a produção de café de qualidade adequada às exigências do mercado internacional. As propriedades inscritas têm acompanhamento de técnicos da Emater-MG em cada etapa da produção. Em contrapartida, o cafeicultor precisa adequar os processos de produção às exigências do Certifica Minas Café, que envolve desde a legislação trabalhista, uso correto e controlado de agrotóxicos e rastreabilidade do produto final, o que significa identificação registrada de todo o café produzido.

“A APAS tem sido um exemplo, provando que o associativismo é sem dúvida a base de uma comunidade”, afirma o engenheiro agrônomo da Emater-MG no município, Sérgio Brás Regina. Formada por cerca de 40 produtores, a APAS vem incentivando também a diversificação nas propriedades. E a aquisição de um tanque de resfriamento de leite, com capacidade para 2 mil litros, contribui para aumentar o rendimento da atividade pecuária, desenvolvida paralelamente por vários cafeicultores. Outras opções bem-sucedidas têm sido a criação de abelhas e o cultivo consorciado de mandioca, feijão e banana.

O engenheiro agrônomo da Emater-MG explica algumas vantagens de diversificar: “O produtor, utilizando uma mesma área, consegue outras fontes de receitas, ampliando assim o valor agregado na propriedade. Além disso, no caso do feijão, ele ajuda também a aumentar a fertilidade do terreno, pois a planta fixa o hidrogênio no solo e, após a colheita, é possível aproveitar os restos culturais para melhorar a cobertura do solo, o que protege contra erosão e retém a umidade.”

Para escoar a produção de uma região tão fértil, foi necessário descobrir novos mercados. E um dos mais promissores tem sido o da alimentação escolar. “Os produtores aumentam sua renda e as escolas podem oferecer alimentos mais frescos e de qualidade”, resume Sérgio Brás Regina.

Fonte: Agência Minas

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