Governo de Minas: Secretaria de Saúde reforça importância do exame e diagnóstico precoce do câncer de mama

Para conscientizar a população feminina sobre a importância do exame, foi criado o Dia Nacional da Mamografia, comemorado neste domingo (5)

André Brant
As mulheres acima de 60 anos são as que mais precisam fazer a mamografia
As mulheres acima de 60 anos são as que mais precisam fazer a mamografia

Uma das principais causas de morte entre as mulheres no mundo, o câncer de mama é também a doença que mais mata as brasileiras. O tratamento só é eficaz se o câncer for descoberto no início, por meio da mamografia. Para conscientizar a população feminina sobre a importância do exame, foi criado o Dia Nacional da Mamografia, comemorado neste domingo (5). Em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), possui um conjunto de ações que, até 2014, vão impactar na redução da mortalidade em mulheres de 45 a 69 anos, estimulando a mamografia por rastreamento.

Esses exames são realizados em mulheres acima de 45 anos sem sintomas aparentes e que fazem a mamografia por prevenção. O projeto é um recorte do Programa Viva Vida, que, além da meta de redução da mortalidade infantil e materna em Minas Gerais, trabalha pela saúde integral das mulheres de Minas

De acordo com o coordenador estadual do Programa Viva Mulher, Sérgio Bicalho, as mulheres que mais precisam fazer o exame são aquelas acima de 60 anos, porém são as que menos realizam o exame. Já as que estão com cerca de 40 anos, faixa de menor risco, são as que mais se submetem à mamografia. “As mulheres precisam se conscientizar da importância da prevenção do câncer de mama e da mamografia, que deve ser feita pela primeira vez entre os 35 e 40 anos. Uma parcela significativa da população feminina ainda não faz o exame”, ressalta.

Sérgio observa que não é recomendado confiar apenas no autoexame, pois ele pode não permitir o diagnóstico precoce. “Mulheres que não sentem nada, não têm nenhuma queixa, não têm nada palpável, precisam também da mamografia, pois a finalidade do rastreamento mamográfico é identificar um tumor ainda não palpável, onde existe a possibilidade de cura muito alta”, conclui.

Câncer de mama em Minas

Segundo dados do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer e seus Fatores de Risco da SES, as taxas brutas de mortalidade do câncer de mama passaram de 4,80 óbitos (1979) para 10,6 óbitos (2009), por 100 mil mulheres de Minas Gerais. O cálculo da variação percentual relativa do período mostrou o crescimento de 120% desse tipo de mortalidade. Em 2011, a SES realizou 405.555 mamografias, e no ano anterior, 341.622 mulheres fizeram o exame.

Para a coordenadora do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer e seus Fatores de Risco, Berenice Antoniazzi, o diagnostico precoce é fundamental para uma maior perspectiva de cura ou de melhora na qualidade de vida do paciente. “Lutamos contra a possibilidade da doença se tornar letal. Que ela seja curada, controlada ou permaneça crônica. O que impede é que hoje as pessoas chegam muitas vezes tarde no atendimento para o diagnóstico”, afirma.

Estimativas

Em 2012, estimam-se, para Minas Gerais, 54.200 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, sendo 26.290 em homens e 27.910 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 260 casos novos a cada 100 mil homens e 267 para cada 100 mil mulheres. Para Belo Horizonte, estimam-se 8.560 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, sendo 3.940 em homens, correspondendo a 337 casos a cada 100 mil homens, e 4.620 em mulheres, correspondendo a 349 casos a cada 100 mil mulheres.

Dia Mundial do Câncer

Neste sábado (4), é lembrado o Dia Mundial do Câncer, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, as estimativas para o ano de 2012 serão válidas também para o ano de 2013 e apontam a ocorrência de aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma. Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago para o sexo masculino; e os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide para o sexo feminino. São esperados um total de 257.870 casos novos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino.

Fonte: Agência Minas

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