Renata Vilhena diz que Choque de Gestão, criado por Aécio Neves, estabeleceu ambiente favorável para atrair empresas e investir em infraestrutura

Gestão em Minas, Choque de Gestão, planejamento, Gestão Pública, Gestão para a Cidadania

Fonte: PSDB Jovem- MG

Secretária Renata Vilhena destaca planejamento nas ações do Governo de Minas Gerais

 O PSDB Jovem recebeu, na noite desta terça-feira (29/11), a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, para abrir o projeto Diálogo 45, que tem como objetivo de promover a discussão de temas da atualidade entre os jovens tucanos e personalidades que se destacam nas suas atividades.

Responsável, ao lado de Antonio Anastasia, pela implantação em Minas Gerais do Choque de Gestão, inovador conjunto de medidas administrativas que promoveram a recuperação das finanças do Estado e a retomada do crescimento econômico e social, Renata Vilhena ressaltou que a forte atração de empresas para o Estado, hoje, é resultado do planejamento em curto e médio prazos adotado pelo Governo do PSDB em Minas desde 2003.

Segundo Renata Vilhena, os resultados do Choque de Gestão garantiram a criação de um ambiente favorável para a instalação de novas empresas no Estado com investimentos em infraestrutura, segurança, tecnologia e capacitação de mão de obra. O volume de investimentos já anunciado, para ser executado até 2012, totaliza cerca de R$ 270 bilhões, com a geração de mais de 470 mil empregos diretos.

“Esperamos novas empresas venham para Minas Gerais. Temos novos projetos previstos e vai ser uma grande revolução para o Estado. Criamos um ambiente favorável para as empresas e esperamos criar mais empregos, que é a obsessão hoje deste governo”, afirmou a secretária.

Renata Vilhena apresentou também os novos desafios do Governo de Minas ao implementar a terceira geração do Choque de Gestão, a Gestão para a Cidadania, modelo que prevê a ampliação dos investimentos sociais com maior participação da população na definição de prioridades. Segundo ela, o importante é buscar um equilíbrio entre as demandas das diferentes regiões de Minas e as limitações financeiras do governo.

A secretária respondeu às perguntas dos jovens e debateu temas da atualidade como a paralisação parcial dos professores, o novo sistema de remuneração adotado pelo Estado para os servidores da educação, a dívida dos estados, e a importância das mídias sociais para estabelecer melhor a comunicação com a sociedade.

Servidora pública desde 1985, Renata Vilhena iniciou carreira como técnica da Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social. Posteriormente, transferiu-se para a Secretaria de Estado da Casa Civil e, em seguida, para a Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral.

Integrou a equipe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como secretária-adjunta de Logística e Tecnologia da Informação, no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi secretária-adjunta de Planejamento e Gestão no governo Aécio Neves e, atualmente, ocupa também a presidência da Câmara de Coordenação Geral, Planejamento, Gestão e Finanças.

Governo Anastasia cria site com informações sobre novo modelo unificado de remuneração dos professores estaduais aprovado pela Assembleia

Gestão da Educação, Gestão Pública, Gestão Eficiente

Fonte: Agência Minas

Site explica modelo unificado de remuneração  dos professores

O Governo de Minas disponibilizou um site com informações sobre o modelo unificado de remuneração dos professores estaduais, aprovado na última quarta-feira (23/11) pela Assembleia Legislativa e em vigor a partir de janeiro de 2012.

No endereço www.educacaoemminas.mg.gov.br, professores, pais, alunos e sociedade em geral terão acesso a detalhes do novo modelo, bem como dos benefícios que ele proporcionará aos servidores da Educação no Estado.

No site, os visitantes poderão acessar comunicados do Governo, reportagens, entrevistas e vídeos sobre o modelo unificado de remuneração. Dúvidas sobre o tema poderão ser esclarecidas na sessão Perguntas & Respostas.

O modelo unificado de remuneração assegura aos professores ganhos acima do piso estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) e garante, entre outros benefícios, progressão na carreira por tempo de serviço e nível de escolaridade.

De acordo com o governador Antonio Anastasia, a nova sistemática representa mais um importante avanço na política de valorização dos professores da rede estadual de ensino, política que o Governo de Minas vem desenvolvendo desde 2003.

Antonio Anastasia em entrevista ao iG ressalta que Educação em Minas é de boa qualidade e diz que Aécio tem demonstrado que é uma grande liderança

Gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Denise Motta, iG Minas Gerais, e Leandro Beguoci – iG São Paulo

Anastasia elogia Dilma, exalta Aécio e prega aliança com PT em BH

Em entrevista ao iG, governador de Minas diz que faz gestão de continuidade, mas sem continuísmo, e que educação pública é boa

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), vem tentado se diferenciar do seu padrinho político, Aécio Neves. Eleito em 2010 com a força do atual senador tucano por Minas, de quem foi vice, Anastasia quer construir sua própria trajetória política.

Em entrevista ao iG, Anastasia exalta Aécio, a quem descreve como uma “estrela da política nacional”, mas faz questão de frisar que tem voo próprio. Parafraseando o tucano paulista José Serra, Anastasia afirma que sua gestão é de continuidade sem continuísmo e elogia diversas vezes a presidenta Dilma Rousseff, contra quem Aécio vem elevando o tom desde o começo deste ano. Em 2002, Serra usou esse mote, na sua campanha à Presidência da República, para se diferenciar do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem mantinha divergências em relação à política econômica.

“Nós temos por mote dizer que o nosso governo iniciou-se em 2003, porque é uma continuidade. Não há um continuismo, mas há uma continuidade de ações, de projetos, de programas”, disse Anastasia em entrevista ao iG no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, sede do governo do Estado desde 2010.

Aos poucos, o governador mineiro também tem suavizado a imagem de gerente do choque de gestão, que se tornou a principal bandeira do governo Aécio, e ampliado seu portfólio político – assumindo, inclusive, o papel de articulador.

Para 2012, ele defende a aliança entre PT e PSDB em torno do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e diz que vai trabalhar para que ela seja reeditada. “Eu acredito que há boa possibilidade de repetição da aliança, mas, evidentemente, vai depender da conversa entre os partidos, tanto a nível local quanto a nível nacional”, frisou.

Anastasia avança ainda sobre uma bandeira cara ao PT – e que se tornou o ponto mais fraco de seu partido, o PSDB. Anastasia afirma que a marca de sua gestão é a obsessão com a criação de empregos e prega que sua legenda “tenha bandeiras sociais firmes”.

Diante disso, o tucano reconheceu que o salário dos professores do Estado – que fizeram greve de mais de 100 dias neste ano – está defasado, que eles merecem reajuste, mas nega que a educação pública seja ruim. “Em Minas, é de muita boa qualidade”, defende o tucano, para quem os aumentos só não vieram antes porque ele e Aécio encontraram uma situação muito ruim nas finanças públicas.

Assista aos principais trechos da entrevista com Anastasia e veja a nota que ele dá à sua gestão, suas opiniões sobre Dilma e a avaliação que faz da relação entre seu governo e o Palácio do Planalto.

Entrevista com o Poder: Aécio dá nota 5 para Dilma e seduz possíveis vices para 2014

Governo Anastasia obtém apoio de Agência Japonesa para investimento na fruticultura da região do Jaíba

Gestão Pública, produção agrícola, 

Fonte: Estado de Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Do Japão para o Jaíba

Os fruticultores da região do Jaíba no Norte de Minas vão contar com uma “mãozinha” dos japoneses. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) – e o governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Seapa), assinaram um memorando de entendimentos para a doação de US$ 3 milhões para a melhoria dos processos de produção de frutas no Projeto Jaíba. Os recursos serão usados nos próximos quatro anos, na execução do Projeto de Desenvolvimento de Capacidades na Pós-colheita e Práticas de Marketing na Região do Jaíba, que prevê a compra de máquinas e equipamentos para a classificação e embalagem de frutas.

O memorando, assinado pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, pelo secretário adjunto de Agricultura, Paulo Afonso Romano, e pelo representante chefe da Jica para o Brasil, Katsuhiko Haga, inclui a implantação de um sistema de informação de mercado a ser desenvolvido e disponibilizado aos produtores locais para melhorar as condições de negociação de frutas, bem como a capacitação para planejamento de marketing. Além disso, está previsto o controle de qualidade por meio da melhoria na infraestrutura de armazenagem (câmaras frias e túnel de resfriamento), a doação de máquina de seleção e classificação de frutas, bem como treinamento e certificação.

Dorothea Werneck agradeceu aos japoneses pelo trabalho conjunto. Segundo ela, a parceria entre os governos de Minas Gerais e do Japão apresenta resultados positivos, especificamente neste momento de busca de melhoria dos gargalos na comercialização da produção do Jaíba. Já o representante-chefe da Jica, Katsuhiko Haga, lembrou que a agência de cooperação já realizou importantes projetos na área da agricultura no Brasil. “Apesar deste ter tido uma boa avaliação, sabemos que na área agrícola nunca podemos parar e nos dar por satisfeitos. A demanda por alimentos é sempre crescente e os consumidores cada dia mais exigentes, assim há sempre a necessidade de adaptação dos agricultores ao mercado.”

Katsuhiko Haga enfatizou que a Jica quer muito que a região do Jaíba se desenvolva de modo a se transformar em uma referência nacional da agricultura irrigada. A criação de uma marca própria para a região – “Produtos de Jaíba” – está entre os desejos da Jica.

A assinatura do memorando foi precedida por um diagnóstico apresentado aos técnicos da Jica, em 2010, pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento. O trabalho, que conta também com o cenário futuro (até 2025) da produção e exportação de frutas da região, faz parte do Projeto Perecíveis, que foi financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Cada dia mais profissional 

A profissionalização faz parte da evolução da produção no Jaíba. Prova disso foi que os produtores já conquistaram o principal selo de certificação para a venda de alimentos na Europa, o Globalgap. E em 2010, foi comercializado 1,3 milhão de toneladas de produtos agrícolas colhidos na região.

Situado no extremo Norte de Minas Gerais, em uma área total de 67.526 hectares (pouco mais de 53.066ha irrigados), o Projeto Jaíba compreende os municípios de Jaíba e Matias Cardoso. Está inserido em uma região de clima semiárido, distante 700 km de Belo Horizonte. Configura-se, em termos de área contínua, no maior projeto hidroagrícola da América Latina.

O fim da década de 1980 foi marcado pelo início de operação do Jaíba, com o assentamento das primeiras famílias de irrigantes. A partir dos anos 1990, foram agregados mais recursos financeiros internacionais ao projeto, com a contratação de um novo financiamento junto ao Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). O período foi também marcado pela incorporação da iniciativa privada, por meio da criação do Distrito de Irrigação de Jaíba.

Conversa afinada

Em julho, o governador Antonio Anastasia e a secretária Dorothea Werneck estiveram no Japão e se reuniram com autoridades da Jica para discutir o assunto. No mês passado, foi a vez de uma equipe da Jica se reunir com o governo de Minas, em Belo Horizonte, para detalhar a implementação dos recursos para a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos para a região do Jaíba.

Seminário de Gestão defende especialização dos servidores – Governo Aécio apostou na formação dos técnicos da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro

Gestão em Minas, Gestão Inovadora, Gestão Eficiente, Choque de Gestão

Desde o início do governo Aécio Neves em 2003, o governo de Minas desenvolve uma política de valorização da gestão pública com ênfase na formação técnica de gestores. O trabalho foi iniciado pelo Choque de Gestão que modernizou a máquina pública em Minas e criou um divisor na gestão da administração pública no país. Neste trabalho, a  Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho  da Fundação João Pinheiro, órgão do Governo de Minas, teve um peso fundamental na formação de gestores públicos.

A instituição tem ensino de excelência e há muito lidera o ranking das melhores faculdades do país. Recentemente, a Escola de Governo obteve nota máxima no Índice Geral de Cursos elaborado pelo MEC. Hoje é primeira de Minas e a nona do Brasil. A diretora-geral, Luciana Raso Sardinha, classifica a instituição como sui generis, por causa de uma grade curricular interdisciplinar e da própria concepção: graduar servidores públicos, mas com capacidade diferenciada.

“Queremos formar profissionais que tenham criatividade e interfiram com maior colaboração às políticas públicas e mais agilidade às estruturas governamentais. A escola combina a autonomia acadêmica com a subordinação aos objetivos de modernização da máquina pública”, ressalta. A diretora destaca ainda o corpo docente, formado por mestres e doutores, todos com experiência na administração pública.

 

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Fonte: Valor Econômico

Transformação de técnico em gestor é grande desafio

Que a administração pública brasileira precisa ser modernizada, ninguém duvida – os próprios governos já se deram conta disso. Mudanças na economia e na própria sociedade transformaram o sistema que rege o funcionalismo no país, refinado burocraticamente nos últimos 60 ou 70 anos, obsoleto em alguns aspectos. O próprio modo como a carreira de funcionário público funciona mostra isso. Se há exames cada vez mais concorridos para uma vaga vitalícia, o incentivo para se aperfeiçoar na carreira desaparece com o tempo, resultado da própria estabilidade.

Esse é um dos grandes gargalos que as administrações públicas precisam enfrentar: como incentivar seus funcionários e treiná-los para assumir novas funções. E como preparar pessoas treinadas como técnicos a agir como gerentes ou diretores. “Técnicos viraram gestores na prática. Não estavam preparados, não tinham obrigação para isso”, diz Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC).

“Existem pessoas muito preparadas na área pública quanto ao conhecimento técnico, mas ainda temos um gargalo com relação ao conhecimento gerencial”, afirma a consultora Mirza Quintão Utsch, do INDG (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Gestão). “Mas esse cenário tem avançado. Percebemos que servidores têm buscado aprimorar a gestão”.

Como nem todo técnico domina questões administrativas ou gerenciais, esses cargos são comumente preenchidos por cargos comissionados, trazidos de fora da máquina pública.

Se de um lado isso traz velocidade para resolver questões imediatas de gestão, por outro traz problemas de continuidade, pois os funcionários comissionados são substituídos quando seus chefes saem dos cargos. Mas já existem iniciativas em alguns lugares, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, onde servidores públicos vêm sendo treinados para assumir posições gerenciais. “Solução existe”, afirma Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. O Rio, afirma, está em um grande processo de planejamento da força de trabalho, fazendo um levantamento de todos os órgãos públicos, o que fazem, quem são os funcionários, de que precisam. Minas Gerais deve seguir o mesmo caminho.

Outra questão que os governos precisam enfrentar é como montar um sistema de incentivos para os funcionários. Novamente um dos obstáculos é o volume de recursos necessários para isso, além da legislação. “A formação é custosa, demorada, e às vezes só há resultado efetivo um governo depois”, aponta Vicente, da FDC.

São Paulo está entre os Estados citados por consultores como um dos mais avançados nos esforços de modernização de sua máquina pública. Nesse sentido, há vários projetos em andamento para avançar na profissionalização, segundo a secretária estadual de gestão pública, Cibele Franzese. Um deles é a cerificação ocupacional, quando vários profissionais que querem disputar cargos de diretoria passam por uma certificação. A ideia é reduzir a nomeação de pessoas comissionadas. O programa está sendo ampliado e foi implantado em áreas como educação, saúde, diretoria de hospitais, centros médicos e ambulatoriais.

O governo paulista também trabalha na melhoria do desenho das carreiras. O projeto visa esclarecer as oportunidades de promoção e progressão, ligando-as ao mérito e desempenho do funcionário. Para isso, são oferecidos cursos e investimentos em atualização. Na educação, o interesse não é apenas premiar quem estuda para passar nas provas, mas também aqueles professores que aplicam os conhecimentos no dia a dia do ensino.

O governo federal também tem avaliado ações para melhorar o serviço público, diz a secretária de gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim de Brito. Um dos pontos é o bom desempenho dos profissionais, com capacitação das equipes. Como em outras administrações, adota-se a gestão por competência, a avaliação de desempenho, assim como a remuneração, capacitação e o bom ambiente de trabalho.

A reestruturação de áreas críticas no governo federal serão analisadas pela câmara de gestão da Casa Civil. O escritório vai identificar e priorizar questões a serem tratadas, simplificar processos e rotinas. Os estudos de melhoria da organização federal também analisam o arcabouço jurídico. É preciso mais flexibilização para garantir uma maior agilidade, afirma Brito, mas os modelos para tornar isso possível ainda não estão definidos. “A necessidade de melhora, como em todas as áreas, públicas e privadas, é grande e constante”, diz. “A melhoria sustentável não muda com ações de impacto, mas com ações bem estruturadas e contínuas”.

Leia também: 

Governo de Minas: Escola de Governo da Fundação João Pinheiro é a primeira de Minas e a nona do país, segundo avaliação do MEC

Administração Pública é destaque na Fundação João Pinheiro

Governo Anastasia: Escola de Governo da Fundação João Pinheiro investe em intercâmbio para fortalecer formação do gestores do futuro

Choque de Gestão: Gastar menos com o governo e mais com o cidadão

Antonio Anastasia diz que política de remuneração dos professores é definitiva, Minas passa a pagar mais que o piso nacional do MEC

Gestão da Educação, Gestão Pública, Política de remuneração dos professores

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Governador diz que proposta é definitiva

Nova remuneração em Minas é superior à de outros estados, porque a jornada é de 24 horas e não de 40, segundo Anastasia

“A Assembleia deu mais um passo importante na nossa política remuneratória para os servidores da educação. Acreditamos que com a aprovação teremos uma política salarial cada vez mais transparente, clara e justa” – Antonio Anastasia, governador de Minas (PSDB)

O governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) afirmou ontem que a proposta para reajuste do salário dos servidores da educação, aprovada pela Assembleia Legislativa na noite de quarta-feira, é definitiva. Em entrevista coletiva concedida ontem na Cidade Administrativa, o tucano valorizou o apoio da maioria dos deputados ao substitutivo apresentado pelo governo e destacou que o aumento segue todos os termos da legislação federal e também prevê a valorização para servidores com maior tempo de serviço. “A Assembleia deu mais um passo importante na nossa política remuneratória para os servidores da educação. Acreditamos que com a aprovação teremos uma política salarial cada vez mais transparente, clara e justa”, afirmou.

No novo modelo de remuneração, que passará a valer em janeiro, os professores com escolaridade de nível médio receberão no mínimo R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais. Já os professores com licenciatura plena passam a receber R$ 1.320 como piso mínimo. Anastasia explicou que os valores são superiores aos determinados pela legislação federal e que o reajuste vai representar um aumento de R$ 2,1 bilhões no pagamento dos servidores da educação até 2015. Em 2011, a folha de pagamento com profissionais da educação foi de R$ 7,7 bilhões. No ano que vem o valor subirá para R$ 8,5 bilhões e, em 2015, R$ 9,8 bilhões.

“No ano passado, o primeiro passo acabou favorecendo principalmente os servidores mais recentes, agora tivemos uma abordagem para os servidores mais antigos. Acreditamos que a partir do próximo ano teremos uma serenidade na educação”, disse o governador. Em comparação com os valores pagos em outros estados, ele destacou que as remunerações em Minas estão acima do previsto nacionalmente, já que a jornada no estado é de 24 horas e não 40 horas, como em outros estados. “Não há mais o que discutir em termos de legislação federal. Estamos em todos os sentidos enquadrados dentro da lei federal e colocando também a questão do um terço do horário destinado para a preparação das aulas”, declarou.

CAUTELA O cenário econômico internacional também foi apontado pelo governador como um motivo a mais para que os envolvidos nas discussões salariais adotem uma postura responsável em futuras negociações. “Temos de considerar sempre o bom senso e o interesse público, sem assumir compromissos impossíveis. Estamos abertos para conversar, mas temos limites e é bom lembrar que observamos hoje no mundo inteiro uma situação de cautela em relação a economia, tanto na área privada como na área pública”, lembrou.

Anastasia criticou a forma com que as discussões foram feitas pelo sindicato dos professores, mas espera que a proposta aprovada na Assembleia seja bem recebida pela categoria. “Lamentamos a intransigência do sindicato desde o momento em que se iniciou a negociação. A proposta avança muito, não só financeiramente é expressiva, mas leva em consideração o tempo de serviço dos professores e o nível de escolaridade. Quando tiverem conhecimento pleno da proposta, os professores vão perceber que será um passo muito positivo”, reforçou.

Ontem, o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB) impediu que o projeto de lei que trata da nova política remuneratória dos servidores da educação fosse enviado à sanção governamental. Quando o parecer de redação final da proposta foi à votação, o parlamentar pediu verificação do quórum. Como não havia o mínimo de 26 deputados previstos em regimento, o 1º vice-presidente, José Henrique (PMDB), que presidia os trabalhos, encerrou a reunião ordinária.

Vale do Mucuri e Norte de Minas se beneficiam de incentivos fiscais garantidos por Aécio no Senado – Montes Claros pode ganhar fábrica da BMW

Sudene mineira, desenvolvimento econômico

Fonte: Daniel Camargos e Luiz Ribeiro – Estado de Minas

Municípios de Minas beneficiados pela MP 540, aprovada quarta-feira, que concede os mesmos incentivos fiscais dos estados nordestinos, mostram ter condições para atrair empresas

Dá tempo de correr atrás

Cidades mineiras incluídas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) ainda têm esperança de colher os benefícios da Medida Provisória 540, que concede isenção de 75% do imposto de renda para empresas que se instalem na região. Durante a aprovação quarta-feira pelo Senado, em votação simbólica, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu corrigir uma falha, assegurando que também as cidades do Vale do Mucuri e Norte de Minas (da antiga Adene) fossem incluídas entre aquelas que podem receber os incentivos. O problema é que muitas empresas já acertaram o investimento na Região Nordeste do país também atraídos pelas isenções de impostos. “Temos as mesmas condições do Nordeste do país, com o clima semiárido e baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), e precisamos oferecer os mesmos incentivos”, defende o presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), Valmir Morais de Sá.

A ausência ocorreu pois a MP-540 refere-se à primeira formatação da Sudene, deixando de fora as cidades da antiga Adene, instalada em 2001, e incorporados à Sudene quando ela foi recriada em 2007. “A emenda vai se somar ao esforço feito pelo governo do estado para descentralizar o desenvolvimento e conquistar novos investimentos para para o Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, através dos incentivos previstos na chamada Sudene mineira”, afirma o consultor de empresas Geraldo Drumond, integrante do conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas (Adenor).

A proposta que altera a MP 540, estendendo aos municípios do Norte de Minas e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri – o semiárido mineiro – os mesmos incentivos fiscais dados aos estados nordestinos para a instalação ou ampliação de indústrias, reforça as expectativas para a atração de novos empreendimentos para a região. Recentemente, Pernambuco atraiu uma fábrica da Fiat e a Bahia uma da chinesa Jac Motors. Uma fábrica da alemã BMW é cogitada para se instalar em Montes Claros.

Além das montadoras A Sudene mineira foi um pacote de incentivos para a região, anunciado pelo governador Antonio Anastasia, em julho, logo após a presidente Dilma Rousseff ter vetado parte do texto da MP que estendia ao semiárido mineiro os incentivos fiscais concedidos aos estados nordestinos. De acordo com Geraldo Drumond, com os incentivos fiscais, o Norte de Minas espera receber não somente industrias da área automotiva, mas também empreendimentos na área de siderurgia, tendo em vista a descoberta de reservas minerais na região. Existe também a expectativa da chegada de empresas geradoras de energia eólica.

O presidente da Amams, Walmir Morais de Sá, destaca as reservas de gás natural na região, além da possibilidade de jazidas de minério, próximas a grandes plantações de eucalipto (matéria- prima do carvão dos fornos das siderurgias). No total, a área mineira da Sudene engloba 92 cidades. “A região ficou paralisada por não ter os mesmos benefícios que as cidades nordestinas incluídas na Sudene. Com essa aprovação vamos ter uma revolução. Temos mão de obra, água, energia e espaço para as indústrias”, garante Sá.

Poderão receber os benefícios empresas que protocolem e tenham aprovados seus projetos até 31 de dezembro de 2013. O municípios do Vale do Mucuri e Norte de Minas que integram a área mineira da Sudene incluídos na MP 540 são os seguintes: Águas Formosas, Ataléia, Bertópolis, Campanário, Carlos Chagas, Catuji, Crisólita, Franciscópolis, Frei Gaspar, Fronteira dos Vales, Itaipé, Itambacuri, Ladainha, Maxacalis, Nanuque, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Pavão, Pescador, Poté, Santa Helena de Minas, Serra dos Aimorés, Setubinha, Teófilo Otoni e Umburatiba, pertencentes ao Vale do Mucuri, além de Santa Fé de Minas e São Romão (Norte de Minas).

Polo Aeronáutico criado pelo Governo Aécio Neves atrai Embraer para Lagoa Santa, Anastasia assina protocolo e empresa vai contratar 100 engenheiros

Fonte: O Tempo

Embraer pretende abrir escritório em Minas Gerais

Aeronáutica. Empresa se instala no Estado no ano que vem e deve contratar cerca de 100 engenheiros

Embraer pretende abrir em Minas Gerais um escritório de engenharia e desenvolvimento aeronáutico. O vice-presidente executivo da empresa, Mauro Kern Júnior, assinou o protocolo de intenções ontem, com o governador Antonio Anastasia. Cerca de cem engenheiros devem ser contratados até o final de 2012. Eles trabalharão em atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos, produtos e serviços para o setor aeronáutico, defesa e segurança.

Inicialmente instalado em Belo Horizonte, em 2013 o escritório deve ser transferido para o complexo do Centro de Capacitação e Tecnologia Aeroespacial de Minas Gerais (CCAE), um terreno de um milhão de metros quadrados, em Lagoa Santa, região metropolitana da capital.

“Ficamos muitíssimo bem impressionados com a visão de longo prazo, com a visão estratégica do Estado de Minas Gerais, o plano de desenvolvimento para os próximos 20 anos e, em particular, na montagem de um pólo aeronáutico aqui em Minas”, disse Júnior.

Para o governador Anastasia, a instalação de um escritório de engenharia da Embraer, uma das mais importantes marcas da indústria nacional, fortalecerá o Polo de Aviação Civil de Minas Gerais, parte relevante do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI).

“A questão aeronáutica foi identificada há alguns anos, desde o planejamento que para nós é também um parâmetro forte de nossa administração, como uma mola propulsora fundamental para termos uma nova economia no Estado. Agregando valor e conhecimento e tendo um ponto positivo de uma economia mais competitiva e menos dependente das commodities, das quais, digo sempre, nós não nos envergonhamos mas temos de ter sempre alternativas à sua existência”, ressaltou Anastasia.

Sobre a Embraer. A Embraer S.A. é uma empresa líder na fabricação de jatos comerciais de até 120 assentos e uma das maiores exportadoras brasileiras. Com sede em São José dos Campos (São Paulo), mantém escritórios, instalações industriais e oficinas de serviços ao cliente no Brasil, China, Estados Unidos, França, Portugal e Singapura.

Fundada em 1969, a Embraer projeta, desenvolve, fabrica e vende aeronaves e sistemas para os segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa e segurança.

Em 30 de setembro de 2011, a Embraer contava com mais de 17 mil empregados e possuía uma carteira de pedidos firmes a entregar de US$ 16 bilhões. Em 2010, a empresa registrou lucro líquido de R$ 574 milhões, com a entrega de 246 aeronaves.

Servidores da Educação receberão informativo sobre nova política salarial, gratificações temporárias passam a ser incorporadas à aposentadoria

Gestão da Educação, Gestão Pública,  piso nacional da educação

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

Oferta chega no contracheque

Governo decide encaminhar a cada servidor, com próximo comprovante de pagamento, impacto individual que nova proposta, em discussão na Assembleia, terá no salário até 2015 

Os cerca de 400 mil contracheques do funcionalismo da educação do estado de Minas Gerais virão acompanhados de informativos a cada servidor sobre quanto implicará em reajuste até 2015 a nova proposta do Executivo para a política salarial unificada da carreira. Admitindo a dificuldade de entendimento sobre o substitutivo enviado ontem ao Legislativo, o governo mineiro tentou ontem esclarecer os novos índices aplicados na tabela de subsídios. O mesmo será feito de forma individualizada, conforme explicaram as secretárias de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, e de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

O material informativo está sendo preparado pelas secretarias por determinação do governador Antonio Augusto Anastasia e mostrará individualmente quanto será incorporado anualmente ao salário, desde 2012 até 2015, quando todos passarão a estar na tabela de subsídio. “Estamos explicando de modo que o servidor saiba onde está e onde vai chegar”, garantiu Vilhena.

São 217 mil contracheques (pode haver servidor com dois ou mais contratos) que têm direito ao piso nacional da educação de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas – das carreiras do magistério, apoio pedagógico e inspeção. Eles serão enquadrados em uma tabela de transição que, para uma jornada de 24 horas tem o subsídio inicial de R$ 712,20, com direito a 2,5% de acréscimo a cada dois anos e 10% a cada novo nível de escolaridade adquirido. Sobre esses valores também incidirão as atuais 22 gratificações e benefícios como quinquênios ou biênios, levando a uma remuneração mínima, segundo Renata Vilhena, de R$ 1.320 na carreira de 24 horas.

Para se ter uma ideia, na tabela atual de vencimento básico para 24 horas, o primeiro grau e nível paga R$ 369,90, acrescido de uma complementação para atingir o salário mínimo, de R$ 545. No projeto enviado à Assembleia, está previsto escalonamento para incorporar os novos vencimentos. Todos os servidores, optantes pela tabela de vencimento ou de subsídio em vigor, terão considerados seus salários em dezembro de 2010 e sobre esses valores serão aplicados os reajustes. Pela proposta, a cada ano o servidor terá um acréscimo de 25% até chegar ao plano de subsídio em 2015. De acordo com a secretária, isso evitará perdas em função do sistema de pagamento adotado.

A proposta inicial era manter os dois sistemas, mas segundo o Executivo isso seria inviável. Com a junção de todos em uma só tabela, segundo Renata Vilhena, não haverá diferenciação entre os servidores e será possível saber exatamente quanto ganha cada um, sem confusão em função de benefícios acrescidos sobre o básico. “Estamos garantindo que daqui para frente todos os profissionais da educação que exercerem a mesma função e tiverem o mesmo tempo de serviço terão um valor único de remuneração”, diz.

Para o novo cálculo, todos estão tendo considerado o salário de dezembro de 2010, inclusive os inativos, e a tabela será aplicada de forma semelhante. Para quem chegar ao topo da escala de 7 níveis e 15 graus, segundo as secretárias, serão criadas por decreto novas letras na tabela salarial, para permitir a continuidade da progressão na carreira.

Segundo Renata Vilhena, a nova política salarial proposta permitirá que gratificações temporárias, hoje não incorporadas ao salário quando da aposentadoria, passem a entrar nos cálculos. “Ele vai ganhar no mínimo aquilo a vida toda e, além disso terá as progressões e promoções”, disse Renata Vilhena, que atribui a insatisfação do funcionalismo ao desconhecimento. A secretária também acusou a “intransigência” do sindicato da categoria. “Não tiveram nem a curiosidade de se debruçar sobre o projeto e identificar o que cada um está levando. O que reivindicam foi atendido”, sustenta.

Governo Anastasia propõe vantagens pessoais a professores e especialistas da Educação

Gestão da Educação, Gestão Pública

Governo propõe remuneração unificada para professores e paga acima do piso nacional

Vantagens pessoais de professores e especialistas da Educação – como quinquênios e biênios – serão calculadas com base na tabela de transição e, imediatamente, incorporadas à remuneração única

Governo de Minas encaminha à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira (22), nova proposta com diversas melhorias para a remuneração e para a carreira dos profissionais da Educação. As mudanças garantem que todos os professores e especialistas da Educação ganharão acima de R$ 1.122,00, para uma jornada de 24 horas semanais, ou seja, 57% proporcionalmente a mais do que o piso estabelecido pelo MEC, que é de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Os professores e especialistas da Educação com licenciatura ganharão pelo menos R$ 1.320,00, ou 85% proporcionalmente a mais do que o piso nacional.

A nova proposta significará um impacto de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamentos dos servidores da Educação. Além disso, a partir de 2012 começará a implantação do sistema de um terço da jornada semanal dos professores dedicada à atividades extraclasse.

“Essa proposta demonstra, mais uma vez, a disposição do Governo de Minas para encontrar formas de valorizar e melhorar a remuneração e a carreira dos profissionais da educação. Além disso, reafirma o compromisso com a qualidade da Educação no Estado e o respeito aos alunos, aos pais, aos professores e a toda a comunidade escolar”, afirma o governador Antonio Anastasia.

Conheça abaixo os detalhes da nova proposta que o Governo enviará à Assembleia Legislativa:

alt

A proposta do Governo de Minas prevê a criação de uma tabela de transição com aplicação proporcional do piso nacional no vencimento básico, levando em consideração os mesmos interstícios vigentes na tabela do subsídio (10% na vertical/escolaridade e 2,5% na horizontal/tempo de serviço).

As vantagens pessoais de professores e especialistas da Educação – como quinquênios e biênios – serão calculadas com base na tabela de transição e, imediatamente, incorporadas à remuneração única. Todos os servidores serão posicionados na tabela unificada. Os aumentos serão escalonados, em percentuais anuais, até 2015, observada a situação individual de cada servidor.

Valorização do professor

Nos últimos anos, o Governo de Minas adotou medidas que valorizaram os professores e profissionais da Educação. O quadro abaixo, que detalha os gastos com pessoal da Educação, ilustra esse esforço:

alt

A nova proposta do Governo de Minas é mais um passo na valorização do trabalho dos profissionais da Educação. O impacto financeiro, até 2015, na folha de pagamentos do Estado será de R$ 9,8 bilhões, considerando os aumentos escalonados ano a ano.  Isso significa um aumento de 58% da folha em relação a dezembro de 2010 e de quase 200% em relação a 2003. É o máximo que o Governo pode autorizar, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal e as disponibilidades orçamentárias do Tesouro Estadual.