Gestão Anastasia: paralisação nacional não afeta funcionamento da rede estadual de Educação em Minas

Quase 99% dos professores cumpriram a jornada de trabalho normalmente nesta quarta-feira (14)
Divulgação/SEE MG
A secretária apresentou levantamento que constata que mais de 90% das escolas estão funcionando normalmente
A secretária apresentou levantamento que constata que mais de 90% das escolas estão funcionando normalmente

Professores, estudantes e demais servidores da educação tiveram uma quarta-feira de normalidade na rede estadual de ensino. No primeiro dia da paralisação nacional organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o impacto em Minas Gerais foi pequeno.

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (14), na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, apresentou levantamento que constata que mais de 90% das escolas estão funcionando normalmente e quase 99% dos professores da rede cumpriram a jornada de trabalho.

De acordo com o levantamento feito pela secretaria, das 3.779 escolas da rede estadual, 30 pararam totalmente e outras 212 foram afetadas parcialmente pela paralisação, o que corresponde a percentuais de 0,79% e 5,6%, respectivamente. Dos 188.938 professores da rede, 2.187 — ou 1,16% do total — aderiram à paralisação. Mesmo as escolas afetadas, contudo, receberam normalmente os estudantes.

“O Governo de Minas mantém abertas todas as escolas da rede. Nós respeitamos o direito de greve, mas garantiremos as condições de trabalho aos professores que quiserem dar aulas. Além disso, a paralisação nacional foi chamada pelos professores, portanto os demais servidores trabalham normalmente”, explica Ana Lúcia Gazzola.

Governo garante acesso de alunos e professores às escolas

Nesta semana, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) recorreu ao Ministério Público para impedir crianças e adolescentes de terem acesso à escola em todas as regiões de Minas Gerais durante os três dias de greve convocada pela entidade.

Como o governo mantém todas as escolas abertas durante esse período, fica garantido, por exemplo, o direito à merenda, refeição fundamental para muitas dessas crianças, além do acolhimento dos alunos no espaço escolar. “É obrigação do governo acolher os alunos em todas as escolas, em todos os espaços escolares”, completou a secretaria.

Jornada extraclasse

Sobre a implantação do 1/3 da jornada para atividades extraclasse, a secretária afirmou que as medidas necessárias já estão sendo tomadas. “Para a implantação é necessário completar a enturmação. Como o sistema é dinâmico e grande e nós tivemos um processo de reposição de aulas, a enturmação não acabou. Estamos terminando o processo de enturmação e vamos implantar o 1/3 o mais rápido possível”, explicou a secretária.

Atualmente, os professores cumprem 25% da jornada nessas atividades, como determina a Lei de Diretrizes e Bases, e os estudos para acrescentar os 8% restantes já estão sendo providenciados.

Uma questão nacional

Durante a entrevista, a secretária ressaltou a importância de discutir a questão do piso em nível nacional. Mesmo sendo Minas Gerais um dos estados que já cumpre a Lei do Piso, Minas Gerais irá participar de um fórum de negociações, em nível nacional, a ser liderado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Na I Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), realizada na semana passada em Natal, os secretários de Estado reafirmaram ao ministro serem favoráveis a medidas que valorizem o professor, mas destacaram que, no momento, a questão é de ordem orçamentária e financeira, além da necessidade de observação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Ressaltamos a necessidade da consolidação de um pacto federativo para garantir aos entes federados as condições para o pagamento do piso nacional e implantação do 1/3 da jornada. Minas Gerais já paga, mas vários estados da federação estão com problemas orçamentários sérios e isso também afeta inúmeros municípios”, explicou.

“É necessário que o ministro da educação assuma a coordenação de uma negociação nacional para que essa questão possa ser equacionada. Essa discussão precisa envolver a todos”, completou a secretária, afirmando que entidades como o Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) devem ser convidadas para a discussão.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Minas Gerais integrará fórum nacional de negociações da Educação

Embora já pague acima do piso estabelecido pelo MEC, Estado participará de reuniões para debater o tema

Durante entrevista coletiva concedida à imprensa na tarde dessa quarta-feira (14), a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, afirmou que mesmo já cumprindo a Lei do Piso Nacional do Magistério, Minas Gerais irá participar de um fórum de negociações, em nível nacional, a ser liderado pelo próprio Ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Na I Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), realizada na semana passada em Natal, os secretários de Estado reafirmaram ao ministro ser favoráveis a medidas que valorizem o professor, mas destacaram que, no momento, a questão é de ordem orçamentária e financeira, além da necessidade de observação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Minas Gerais é uma das unidades da Federação que já cumprem a Lei do Piso Nacional da Educação. Com a implementação do Modelo Único de Remuneração, adotado no início deste ano, o Estado paga salários superiores ao do piso nacional e já está tomando as medidas necessárias para assegurar a regulamentação da jornada de 1/3 para as atividades extraclasse.

“Nenhum secretário é contra o piso do magistério, que é uma conquista dos professores. Mas é preciso repactuar o financiamento da educação”, destaca a secretária de Educação de Minas Gerais Ana Lúcia Gazzola. A secretária ressalta ainda que o foco da educação é o aluno e os recursos não podem ser totalmente comprometidos com a folha de pagamento, deixando de investir em outras áreas, como infraestrutura e formação docente.

Modelo Unificado de Remuneração

O modelo unificado de remuneração implementado pelo Governo de Minas no início deste ano consolidou a aplicação do piso nacional da educação em Minas Gerais e assegurou ganhos reais para os profissionais da educação, de acordo com tempo de serviço e nível de escolaridade. A Lei (19837 de 02/12/2011) também assegura que em Minas Gerais o valor de remuneração dos professores no modelo unificado nunca será inferior ao Piso Nacional da Educação.

Em Minas Gerais, o salário inicial dos professores é de R$ 1.320,00 para uma jornada de trabalho de 24 horas semanais. Aplicada a proporcionalidade para a jornada de 40 horas semanais, este valor corresponde a R$ 2.200,00. Trata-se, portanto, de uma remuneração 52% superior ao piso nacional estabelecido e já reajustado pelo MEC, que é de R$ 1.451,00 (já considerado o reajuste de 22% anunciado há duas semanas). Destaca-se ainda que no próximo mês haverá reajuste de 5%, elevando o salário inicial para R$ 1.386,00 para 24 horas semanais.

Todas as vantagens e benefícios conquistados por esses profissionais ao longo da carreira, como quinquênios e biênios, foram incorporados à remuneração dos servidores. A decisão do Governo de manter uma única sistemática de remuneração atendeu à necessidade de conferir maior transparência ao sistema, extinguindo a duplicidade de tabelas e modelos remuneração.

As mudanças no processo de remuneração dos professores representaram um aporte de R$ 2,1 bilhões na folha de pessoal da Educação. Até 2015, a folha anual da pasta chegará a R$ 9,8 bilhões. Esse valor corresponde a um aumento de 58% da folha em relação a dezembro de 2010 e de quase 200% em relação a 2003.

Com o modelo unificado de remuneração, 65% dos professores receberão reajuste superior a 50%, com relação aos valores recebidos em dezembro de 2010. Esse reajuste será feito de forma escalonada até 2015, sendo que a primeira parcela será paga em janeiro de 2012. Além disso, serão concedidos reajustes anuais aos profissionais da Educação, de acordo com a política remuneratória do Governo do Estado. O primeiro reajuste já está assegurado para abril de 2012.

Jornada extraclasse

O Governo de Minas informa ainda que, em 2012, a Secretaria de Estado de Educação iniciará a implementação da jornada de 1/3 para as atividades extraclasse, em respeito à Lei Federal 11.738/2008. A Lei Estadual 19.837/2011, que unificou o modelo remuneratório das carreiras da educação de Minas Gerais, prevê, no seu artigo 23, que os parâmetros e critérios para a implantação da jornada de 1/3 da carga horária para atividades extraclasse serão estabelecidos em decreto.

Para a elaboração do decreto, é necessário, primeiramente, completar o processo de redistribuição dos alunos em turmas para o ano de 2012, de forma a identificar o número de horas-aula necessário no sistema, e, portanto, o quantitativo exato de professores. A Secretaria de Estado de Educação já está realizando esse processo e, a partir de sua conclusão, será elaborado o plano e o decreto de regulamentação acima mencionado.

Ressalte-se ainda que, atualmente, Minas Gerais já destina um quarto (ou 25%) da jornada dos professores para atividades extraclasse.

Governo de Minas assegura direito dos alunos e professores

O Governo de Minas e a Secretaria de Estado de Educação (SEE) distribuíram nota oficial nesta quarta-feira (14) repudiando a tentativa do Sind-UTE/MG de impedir, por meio de ação junto ao Ministério Público, que alunos tenham acesso às escolas durante a greve em curso. Confira a seguir a integra da Nota Oficial.

NOTA OFICIAL

O Sind-UTE/MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) foi ao Ministério Público para impedir crianças e adolescentes de terem acesso à escola em todas as regiões de Minas Gerais, durante os três dias de greve convocada pela entidade.

O Governo de Minas comunica a toda a população do Estado que manterá as escolas abertas, garantindo o direito à merenda, refeição fundamental para muitas dessas crianças, e o acolhimento dos alunos no espaço escolar. Está mantido o  funcionamento das unidades de ensino e o transporte escolar. Não haverá dispensa de alunos. Dessa maneira, ficam asseguradas aos pais as condições para que possam manter suas rotinas com normalidade.

Ao mesmo tempo que respeita a constitucionalidade do direito de greve, o Governo de Minas garantirá aos professores que querem trabalhar o ambiente necessário para o exercício das suas atividades profissionais.

Ao agir dessa maneira, o Governo de Minas honra seu compromisso com as famílias, os alunos e os professores de toda Minas Gerais.

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais

Governo do Estado de Minas Gerais

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: participação dos pais na rotina escolar ajuda a garantir bons resultados em escola de Montes Claros

Durante visita à Escola Dom João Antônio Pimenta, secretária de Educação conheceu projetos, conversou com a comunidade escolar e anunciou cobertura de quadra de esportes
Divulgação/SEE
A participação da família e os espetáculos na Escola Estadual Dom João Antônio Pimenta são razões para o bom desempenho da escola
A participação da família e os espetáculos na Escola Estadual Dom João Antônio Pimenta são razões para o bom desempenho da escola

Basta que o palhaço Churrasco atravesse os portões da Escola Estadual Dom João Antônio Pimenta, em Montes Claros, para que as crianças fiquem em polvorosa. No comando de sua bicicleta enfeitada e munido de apetrechos típicos de um artista de rua, tais como os malabares, o palhaço conversa com os jovens estudantes e provoca gargalhadas.

Mais do que sorrisos, contudo, os constantes espetáculos no pátio da escola ajudam a garantir o bom desempenho dos estudantes dentro de sala de aula. Isso porque por trás da maquiagem de palhaço está o pai Josias Mendes Nogueira, responsável pela estudante Alice Beatriz Mendes Amaral, de 8 anos, estudante do 3º ano do ensino fundamental. E é justamente a constante participação da família uma das razões do bom desempenho da escola.

Josias – ou Churrasco, como prefere ser chamado quando está com a cara pintada – chama atenção por conta do nariz vermelho e das graças que faz, mas é um dos muitos exemplos de pais de alunos que participam constantemente do dia-a-dia da escola. Os pais ajudam na organização de eventos, participam de projetos escolares promovidos na Dom João e, mesmo aqueles que não se envolvem cotidianamente, lotam as reuniões.

“Em nossa última reunião de pais nós contamos com quase 100% de participação. Os pais fazem parte da equipe da escola, que trabalha integrada, desde o porteiro, passando pelos professores, até o administrativo. Nosso é fazer com que a criança cresça gostando de estudar”, garante a diretora, Lea de Fátima Lopes Oliveira.

Essa receita de integração e interação garante bons resultados nas avaliações externas da educação. No Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e no Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) a média de proficiência da escola está bem acima da média do Estado. Foi isso que pôde comprovar a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, em sua visita à escola na última sexta-feira. Durante passeio pelas instalações, conversas com professores, pais e estudantes, a secretária conheceu os projetos da escola e elogiou a interação entre escola e família.

“A participação dos pais no dia-a-dia da escola ajuda no desenvolvimento dos estudantes, dá legitimidade ao bom trabalho feito pelos professores. Quando todos trabalham pelo bem da escola é inevitável que o resultado seja positivo”, analisou a secretária.

Integração da escola com a comunidade

Para promover a interação, a escola desenvolve todo ano um projeto institucional e multidisciplinar que trabalha com um tema específico. Em 2012, a equipe pedagógica selecionou o tema “Brasil, terra de encantos mil”, que vai estudar a história do país. Segundo a diretora, o projeto norteia todas as ações e práticas pedagógicas da escola ao longo do ano, como o tema dos livros que serão lidos e as canções trabalhadas. Um dos pontos altos do projeto são as apresentações culturais, que serão três ao longo de 2012 e levam a diferentes palcos de Montes Claros o talento dos estudantes para música, dança, poesia, teatro, entre outras formas de expressão da cultura. E é aí que o palhaço Churrasco mostra seu principal talento.

Professor de artes, Churrasco lecionava em escolas particulares de Montes Claros e largou tudo para se tornar artista de rua. Sua participação na escola, contudo, só ficou mais forte. Ele coordena as apresentações culturais dos estudantes e alia conteúdo com cultura.

“Palhaçada é coisa séria. Um palhaço está responsável para desenvolver um projeto que vai estudar a história do Brasil. Quer coisa mais importante para uma criança do que conhecer a sua história?”, indaga Josias, que quando não está contando alguma piada sob a maquiagem do palhaço Churrasco, ressalta a importância da participação dos pais. “Não sou apenas eu, mas vários pais aqui na escola fazem sua parte. A escola preza pela participação familiar”, ele afirma.

Que o diga Roberta Lopes Costa Schmidt, mãe do estudante Davi Lopes Schmidt, de 9 anos, estudante do 4º ano do ensino fundamental. O estudante entrou na escola logo no 1º ano, mas com a matrícula de Davi a mãe também passou a frequentar o ambiente escolar. Presente na escola durante a visita da secretária, Roberta estava ajudando a organizar um pequeno evento.

“Eu vim ajudar a organizar uma festinha para a professora do Davi que está aniversariando”, conta Roberta. “A participação dos pais é muito comum na escola. Nós estamos sempre em contato, graças à escola, pois além de buscar e trazer nossos filhos, nós participamos de atividades em conjunto, dentro e fora da escola”.

Projeto incentiva leitura e produção de textos

Se a participação dos pais é importante, o trabalho diário dos professores em sala é essencial. E um dos exemplos de boas práticas da escola é o projeto da professora do 5º ano do ensino fundamental, Lígia de Oliveira Guimarães. No projeto Textos e Contextos, os estudantes mantêm um caderno ao longo do ano só para reproduzir textos e ilustrações que desenvolvem. Eles trabalham todos os gêneros textuais e, após correção da professora, inserem as criações no caderno. No fim do ano, esse caderno é encapado, ganha folhas de rosto, com direito a dedicatória e biografia do escrito, e vira um livro.

Como o ano letivo começou em fevereiro, o livro da atual turma da professora Lígia ainda não tem muitos “capítulos”, mas algumas obras já integram o caderno. Os estudantes já fizeram uma redação, poesia e até um classificado de jornal. Felipe Vinícius Capuchinho Custódio, de 9 anos, é um dos pequenos leitores e, até agora, gostou mais do texto que tinha como tema “Minha Estrela Vai Brilhar”. “Eu escrevi sobre o que eu quero do meu futuro, sobre o que eu tenho que fazer para minha estrela brilhar. Foi muito legal”, avalia Felipe.

Já Gabriela Rocha Marques, de 9 anos, gostou mais do classificado. “No classificado a gente tinha que procurar um adulto que gostasse de criança. Eu disse que ele precisava amar crianças, brincar, pular e, principalmente, ser feliz”, diz.

Iniciado em 2003, o projeto Textos e Contextos já ajudou a formar leitores e escritores e, segundo a professora, deve ter produzido cerca de 400 livros. Mais do que uma lembrança para o aluno e para família, contudo, o projeto ajuda na formação de cidadãos. “O projeto ajuda na dificuldade do aluno em escrever, ortografar, criar, imaginar, para que ele seja, no futuro, um cidadão crítico e competente. Fazer esse trabalho desperta no aluno a capacidade e a vontade de ler mais, criar os seus textos e até os próprios livros”, avalia a professora Lígia. A próxima tarefa do livro será justamente falar sobre a visita da equipe da Secretaria de Estado de Educação à escola.

Com nada menos que 46 anos de profissão, Lígia Guimarães conta que já deve ter ajudado a alfabetizar cerca de 1,5 mil estudantes. Mas, segundo ela, mais importante que um bom projeto, é o espírito de equipe que vigora na escola. “O sucesso dessa escola é o trabalho em conjunto”, afirma a professora, que vê sua opinião reforçada na fala também da diretora. “Bons resultados em avaliações externas são consequência de um bom trabalho do dia-a-dia”, acredita a diretora Oliveira.

Secretária anuncia cobertura de quadra de esportes

Durante a visita que fez à Escola Estadual Dom João Antônio Pimenta, a secretária Ana Lúcia Gazzola conheceu algumas turmas da escola e falou a todos os estudantes, que se reuniram para receber os representantes da Secretaria. Durante a conversa, a professora Ana Lúcia anunciou que a Secretaria de Estado de Educação vai providenciar a cobertura da quadra de esportes da escola, atendendo a demanda de alunos e professores.

A construção de quadras e coberturas é uma das prioridades da Educação, sobretudo na região do Norte de Minas. A Secretária ainda fez uma reunião com toda a equipe pedagógica da escola, na qual fez questão de apresentar as principais prioridades da educação e ouvir os professores.

Inaugurações de centro esportivo em Patis

Na sexta-feira, além da visita à escola, a secretária também marcou presença na inauguração do Centro Esportivo Marielson Maia da Silva e da Creche Julieta Pereira da Silva, na cidade de Patis, próxima a Montes Claros.

Viabilizada com recursos do Programa Travessia, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, o Centro Esportivo conta com quadra, campo de futebol e duas piscinas e servirá à população de Patis e também será disponibilizado para as escolas da cidade. O investimento do Governo de Minas nas duas obras foi de cerca de R$ 328,7 mil.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: folha extra para pagamento de reposição será creditada nesta sexta-feira

Mais de 19 mil servidores da educação serão contemplados. Valor ultrapassa os R$ 10 milhões

Será paga nesta sexta-feira (17) folha extra referente a aulas de reposição de servidores envolvidos na integralização do calendário letivo do ano passado. O valor é referente às aulas dadas nos meses de dezembro de 2011 e janeiro de 2012 que não haviam sido incluídas no último contracheque pago no início deste mês. A folha que será paga nesta sexta contempla cerca de 19,8 mil servidores e o valor ultrapassa os R$ 10 milhões.

O pagamento da reposição de aulas vem sendo feito, mês a mês, nos contracheques dos servidores envolvidos na reposição. Devido à sobrecarga do Sistema de Administração de Pessoal do Estado (Sisap) no mês de janeiro, por conta do reposicionamento dos servidores no Modelo Unificado de Remuneração, não houve tempo hábil para incluir todos os lançamentos das aulas repostas em dezembro e janeiro no contracheque regular.

A emissão da folha extra de fevereiro foi uma medida tomada para complementar a quitação das aulas de reposição já ministradas. O pagamento das aulas de reposição só é feito depois que a aula é ministrada e taxada, ou seja, registrada no Sisap. Portanto, os servidores só recebem depois de reporem as aulas.

As aulas que ainda não foram repostas serão taxadas e creditadas nos próximos contra cheques, à medida que os servidores completem os calendários de reposição. “Todos os servidores envolvidos no processo de reposição receberão os valores que lhes são devidos. Aqueles que ainda não integralizaram o calendário letivo de 2011 vão receber após ministrarem as aulas restantes”, afirma a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

Prêmio por produtividade

No dia 28 de fevereiro haverá outro pagamento extra para os servidores da Educação. Trata-se da segunda parcela do prêmio por produtividade, referente ao ano de 2010. O Governo de Minas autorizou o pagamento do prêmio dividido em duas parcelas iguais, sendo que a primeira foi paga no dia 30 de janeiro e a segunda será creditada no próximo dia 28. Têm direito ao prêmio por produtividade os servidores que trabalharam pelo menos três meses ao longo do ano de 2010.

O valor do prêmio de produtividade é calculado a partir da nota obtida no Acordo de Resultados, que levou em conta o cumprimento das metas estabelecidas para a Educação em 2010. A secretaria teve uma nota média de 9,26 pontos, o que significa um prêmio de produtividade de 92,6% do valor da remuneração em dezembro de 2010. Escolas e superintendências regionais de ensino (SREs) têm sua nota calculada a partir de critérios específicos, como a proficiência nas avaliações externas da educação. Logo, a nota obtida no acordo de resultados é variável para cada escola ou SRE.

Fonte: Agência Minas

Governador Antonio Anastasia lança a segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica

Iniciativa implantada pela Secretaria de Estado da Educação atenderá mais 1,34 milhão de estudantes do ensino fundamental da rede pública estadual
Omar Freire/Imprensa MG
O governador afirmou que busca levar às crianças e adolescentes mineiros o conhecimento
O governador afirmou que busca levar às crianças e adolescentes mineiros o conhecimento

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, acompanhado da secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, lançou, nesta quarta-feira (15), a segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). O PIP II tem como objetivo levar para os quatro anos finais do ensino fundamental das escolas da rede pública estadual a experiência bem sucedida do PIP I, que faz o acompanhamento dos cinco anos iniciais (1º ao 5º ano) das escolas mineiras.

Com o PIP II, o número de estudantes mineiros beneficiados totalizará 1,347 milhão, somando-se aos 490 mil dos cinco anos iniciais (PIP I), 857 mil alunos dos anos finais do ensino fundamental. Os investimentos no programa ultrapassam R$ 83 milhões – R$ 50,5 milhões entre 2007 e 2011 e R$ 32,7 milhões, para as duas fases do programa, em 2012.

Anastasia afirmou que os recursos aplicados em educação estão bem empregados, uma vez que leva às crianças e adolescentes mineiros conhecimento, virtude fundamental para seu desenvolvimento intelectual e humano.

“Se no passado nós tivemos os bandeirantes que abriram os caminhos de Minas atrás das pedras preciosas e de uma riqueza pretensamente fácil, agora estamos em um caminho com certa semelhança, mas outro objetivo. Estamos procurando garimpar, estimular, burilar exatamente a riqueza do século XXI. Não mais as pedras preciosas, mas o conhecimento”, disse o governador.

As ações e atividades desenvolvidas pelo PIP I trouxeram resultados expressivos e significativos nesse nível de escolaridade, tornando o Estado referência no país. As iniciativas contribuíram, por exemplo, para que a rede estadual de Minas conquistasse o primeiro lugar no ranking dos estados brasileiros, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação (MEC), nos indicadores dos anos iniciais do ensino fundamental.

Para a secretária Ana Lúcia Gazzola, os índices positivos da educação em Minas Gerais resultam de uma política pública que privilegia o planejamento. “Nós, educadores, sabemos que não existem fórmulas mágicas. Existe um trabalho cotidiano, bem planejado, com boa gestão, com compromisso e adesão de todos, com investimentos específicos, com metodologia clara. Esse programa é um dos melhores símbolos desse entendimento de que a educação pública em Minas é uma política de Estado, não apenas de Governo, com instrumentos adequados sendo implementados e expandidos”, afirmou a secretária.

O governador Anastasia destacou ainda, em seu pronunciamento, a importância da qualificação da população para que Minas Gerais atraia investimentos de empresas que ajudem a diversificar o cenário econômico do Estado.

“Hoje, Minas Gerais é o Estado que mais recebe investimentos em diversas áreas, especialmente na chamada nova economia, que significa investimentos expressivos em tecnologia e na indústria da informação. Para continuarmos nesse patamar, já temos universidades extraordinárias, mas precisamos ter mão de obra qualificada, capital humano diferenciado. Para isso só uma condição é exigida, é imposta: educação, educação de qualidade”, explicou o governador.

Organização das equipes

No segundo semestre de 2011, a Secretaria de Educação (SEE) iniciou o processo de organização das equipes que passam a trabalhar no PIP II.  Os profissionais da SEE realizaram a capacitação dos especialistas selecionados e começaram visitas às 2.826 escolas estaduais que oferecem os anos finais do ensino fundamental para que possam ser feitos o mapeamento e o diagnóstico de cada uma.

Para realizar as várias ações e atividades previstas na segunda fase, o PIP conta com uma equipe de 47 profissionais, que atuam na sede da SEE, em Belo Horizonte, além de 480 especialistas, distribuídos por todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs).

Na equipe do PIP II, há especialistas nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Arte, Inglês e Educação Física. Os professores especialistas são orientados a trabalhar em dupla no acompanhamento das escolas. Esses profissionais fazem visitas periódicas às instituições de ensino e monitoram o trabalho desenvolvido na área pedagógica. Estão a cargo deles também a identificação e o acompanhamento das dificuldades apontadas pelas escolas, bem como o auxílio aos professores na elaboração de projetos que visem melhorar a eficiência do ensino.

Capacitações

Uma das estratégias do PIP, gerenciado pela professora Maria das Graças Pedrosa Bittencourt, é o uso de capacitações dos educadores para aperfeiçoar o trabalho em sala de aula, com os servidores capacitados se tornando multiplicadores de conteúdo. As capacitações acontecem tanto de forma centralizada, quanto nas próprias SREs.

Quando os especialistas verificam que em uma determinada Superintendência os professores têm necessidade de discutir e aprimorar algum conteúdo específico, eles podem realizar uma capacitação para suprir essa demanda. Desde 2008, houve mais de 370 mil capacitações de educadores do PIP I, sendo que um mesmo profissional pode participar de mais de uma capacitação.

Em 2011, o PIP II realizou sua primeira capacitação em Belo Horizonte, reunindo profissionais das equipes regionais, além de todos os profissionais da equipe central. A partir deste ano, esses especialistas farão o repasse dessas capacitações aos professores, nas SREs.

Fonte: Agência Minas

Minas Gerais lidera o ranking de medalhas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

 

Estado lidera em número de ouros, com 111 medalhas, e também no número total de medalhas, com 816

Divulgação/SEE

Minas Gerais conseguiu novamente a primeira colocação no ranking de medalhas e foi o estado de mais destaque na Olimpíada
Minas Gerais conseguiu novamente a primeira colocação no ranking de medalhas e foi o estado de mais destaque na Olimpíada

Os estudantes da rede pública de Minas Gerais novamente se destacaram na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). No resultado da 7ª edição da Obmep, divulgado nesta segunda-feira (13), Minas Gerais conseguiu novamente a primeira colocação no ranking de medalhas e foi o estado de mais destaque na Olimpíada pela quinta edição seguida. Os estudantes mineiros conseguiram 111 medalhas de ouro, 248 de prata e outras 457 de bronze. No total, o Estado conseguiu 816 medalhas, ficando em primeiro tanto em número de medalhas de ouro quanto no número total de medalhas. Além das medalhas, Minas Gerais ganhou também 8.110 menções honrosas.

O número de medalhas mineiras na Olimpíada cresceu em relação a última edição. Em 2010, Minas havia conquistado 780 medalhas no total e no ano passado conseguiu 37 medalhas a mais. A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, fez questão de parabenizar os premiados. “É extraordinário esse ‘pentacampeonato’. É importante parabenizar nossos medalhistas, seus professores e seus pais. Felicito as escolas, que criaram um ambiente adequado para o bom desempenho desses estudantes. Esse resultado confirma os bons indicadores da rede pública em Minas Gerais”, destaca a secretária.

Em segundo lugar em número de ouros está o Rio de Janeiro, com 84 medalhas. O estado fluminense, contudo, fica em terceiro no número total de medalhas, com 325 no total. São Paulo, que conseguiu 78 ouros, está em segundo no ranking total de medalhas, com 716.

O estudante do 8º ano da Escola Estadual Comendador Murta, em Itinga, Ruan Alves Gonçalves, foi um dos premiados com a medalha de ouro e atribui seu sucesso ao seu esforço. “É a primeira vez que ganho uma medalha. No ano passado tinha ganhado menção honrosa. Estudei bastante para a prova com a ajuda do banco de questões da Olimpíada. Na escola, os professores incentivaram a participação de todos os alunos”, conta.

Destaque para a rede estadual

Do total de medalhas recebidas pelos estudantes das redes públicas de Minas Gerais, mais da metade delas faz parte do rol de conquistas dos alunos da rede estadual. Das 816 medalhas mineiras, 515 são de estudantes de escolas estaduais. São 62 de ouro, 148 de prata e outras 305 de bronze.

Outro aluno da rede estadual premiado com medalha de ouro foi Lucas da Silva Reis. Além de estudar cerca de três horas por dia, o aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, também contou com a ajuda dos professores. “Minha professora de Matemática do ano passado levava questões para que eu pudesse resolver e me ajudava com a resolução de alguns problemas que eu não entendia”, conta.  Lucas também já ganhou medalha de prata e bronze em edições anteriores da Obmep.

Bons professores

Em número de professores premiados Minas Gerais também se destaca. Entre os 131 docentes que conseguiram premiação na Obmep, 25 são de escolas da rede pública mineira. O cálculo para premiar um professor na Obmep leva em conta o número de alunos medalhistas ou com menções honrosas, sendo que o número de pontos varia de acordo com o tipo de medalha.

Com a experiência de quem já foi professora premiada desde a primeira edição da Obmep, Maria Botelho Alves Pena, é ótima com os números, mas já ensinou o segredo das exatas a tantos alunos que arrisca a perder as contas de quantos foram. Professora de Matemática dos 2º e 3º anos da Escola Estadual Messias Pedreira, de Uberlândia, Maria incentiva que os alunos busquem o conhecimento tanto dentro, quanto fora de sala. “Na escola, os alunos são estimulados a trabalhar com resolução de problemas. Eu os coloco para pesquisarem na internet o banco de questões da Obmep, além de outras questões de Matemática”. Os alunos também participam do Clube de Resolução de Problemas, que acontece em um sexto horário criado pela escola. “Ex-alunos da escola também são convidados a apresentarem seus depoimentos para os alunos como forma de motivá-los”, conta Maria.

O bom desempenho como professora na Obmep rendeu prêmios tanto do governo federal, que organiza a Olimpíada, quanto do Governo de Minas, que faz premiação própria para alunos e professores que se destaca. O melhor prêmio segundo a professora, contudo, é o aprendizado dos alunos. “O trabalho não é focado só na Olimpíada. O bom resultado na Obmep é só uma conseqüência de um trabalho mais abrangente, focado no desempenho dos alunos”, explica a professora.

Inscrições Obmep 2012

Estão abertas até o dia 30 de março as inscrições da primeira fase da 8º edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Publicas. As inscrições deverão ser feitas pelas escolas, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site da competição. (www.obmep.org.br). Na primeira fase, a escola deverá indicar na ficha, apenas, o número total de alunos inscritos em cada nível.

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep)

A Obmep é uma competição do conhecimento que chega praticamente a todos os municípios brasileiros. Na 7ª e última edição, realizada em 2011, a Olimpíada registrou a participação de 98,9% dos municípios brasileiros, em um total de mais de 44,6 mil escolas e 18,7 milhões de estudantes.

A Obmep é dirigida aos alunos de 6º ao 9º ano do ensino fundamental e aos alunos do ensino médio das escolas públicas municipais, estaduais e federais, que concorrem a prêmios de acordo com a sua classificação nas provas.

Além das medalhas, os alunos que conquistaram medalha de ouro, prata e bronze na 7º edição da Obmep irão participar do Programa de Iniciação Científica Jr (PIC), a iniciativa tem duração de um ano e as atividades do programa envolvem tanto encontros presenciais quanto a participação em um Fórum Virtual que possibilita o contato, via internet, com estudantes de todo o país que se interessam por Matemática. Os medalhistas que acompanham todas as etapas do PIC recebem a Bolsa de Iniciação Cientifica Jr., concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

A competição tem entre seus objetivos, estimular e promover o estudo da Matemática entre os alunos das escolas públicas. Além de contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica. A Obmep é promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: primeiro curso presencial da Magistra tem como tema o projeto “Reiventando o Ensino Médio”

Durante esta semana, cerca de 90 profissionais da educação serão capacitados para implantar as novidades deste nível de ensino
Osvaldo Afonso/Imprensa MG
A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, durante a cerimônia de abertura
A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, durante a cerimônia de abertura

Inaugurada na semana passada, a Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores – realiza até a próxima sexta-feira (10) a sua primeira capacitação presencial. O curso é voltado para cerca de 90 educadores das 11 escolas da regional norte de Belo Horizonte que fazem parte do Projeto ‘Reinventando o Ensino Médio’, da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O encontro acontece na sede da Magistra, no bairro Gameleira, na capital mineira.

Na cerimônia de abertura realizada nessa segunda-feira (6), a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, destacou para os presentes a importância desta capacitação para as mudanças no ensino médio. “O projeto ‘Reinventando o Ensino Médio’ é uma nova perspectiva de transferência da cultura para este nível de escolaridade. Daí a importância de uma coautoria dos diretores e professores para que as ações se desdobrem de maneira adequada”, explica.

Com carga horária de 40 horas, o encontro será uma oportunidade para que os educadores se capacitem quanto às áreas de empregabilidade a serem oferecidas pelo projeto. Cada uma das escolas contará com um coordenador do projeto e três orientadores, sendo um para cada área de empregabilidade: Comunicação Aplicada, Tecnologia da Informação e Turismo. Todos eles já são funcionários das escolas e se capacitarão com o auxílio de consultores da Universidade Federal de Minas Gerais.  Em 2012, o curso começa para cerca de três mil alunos do 1º ano do ensino médio.

“Nesta semana o objetivo é preparar os educadores para que eles possam assumir o papel de multiplicadores do projeto nas escolas. Além das capacitações em grupos para cada área de empregabilidade, os coordenadores e orientadores farão uma visita às instalações da Magistra e ao Espaço TIM do Conhecimento. A visita ao museu faz parte de uma metodologia que busca ultrapassar os muros das escolas”, detalha a coordenadora do Curso de Capacitação de Educadores – Projeto ‘Reinventando o Ensino Médio’, Márcia Ambrósio.

Capacitar para mudar

Para a orientadora do projeto na Escola Estadual Maria Luiza Miranda Bastos, Iris Silva Nascimento, a capacitação vai auxiliar os envolvidos com o projeto a promoverem as mudanças nas escolas. “É um momento em que teremos as diretrizes do nosso trabalho. Um ensino médio com ênfase em áreas de empregabilidade é mais uma alternativa que se abre nas escolas e de extrema importância para os nossos alunos”, afirma.

De acordo com a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio, Audrey de Oliveira, as mudanças têm como objetivo preparar os alunos para várias escolhas. Diz ela: “Com as ênfases nas áreas de empregabilidade, o jovem poderá decidir em prosseguir os seus estudos ou lançar-se no mundo do trabalho estando aptos às competências e habilidades necessárias ao enfrentamento da sociedade contemporânea”.

Fonte: Agência Minas

Governador Anastasia inaugura escola de formação para professores e profissionais da Educação em Minas

Magistra, a Escola da Escola, vai oferecer formação continuada com cursos presenciais e a distância
Wellington Pedro/Imprensa MG
Antonio Anastasia e secretária Ana Lúcia Gazzola durante inauguração da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores
Antonio Anastasia e secretária Ana Lúcia Gazzola durante inauguração da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores

O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta quinta-feira (02), a Magistra, Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores. A escola oferecerá cursos de formação e aprimoramento para professores e demais profissionais da educação, entre eles inspetores escolares, auxiliares de serviços gerais e gestores. A Magistra funcionará na antiga sede da Secretaria de Estado de Educação (SEE), no bairro Gameleira, em Belo Horizonte.

“A Magistra é algo fundamental para termos, de fato, em Minas Gerais, uma iniciativa singular para aprimorarmos ainda mais nosso sistema de ensino. Felizmente, em Minas, nós temos apresentado, nos últimos anos, indicadores extremamente positivos e auspiciosos na nossa educação pública, a despeito da enorme heterogeneidade de nosso Estado. A Magistra vem, então, para aperfeiçoar ainda mais esses resultados”, afirmou o governador, durante a solenidade.

Antonio Anastasia proferiu a aula inaugural da Magistra, quando fez um histórico da educação no Brasil, desde o descobrimento, no século XV, passando pelo início da universalização do acesso na década de 1980 e os esforços do Governo de Minas nos últimos anos para a melhoria da qualidade do ensino.

“Em Minas Gerais continuaremos a avançar, a colher números extremamente positivos em relação à educação. Sabemos que eles ainda estão aquém das necessidades internacionais, das necessidades das empresas com novas tecnologias e criam uma nova economia que nós, em Minas, estamos perseguindo à exaustão. Por isso mesmo, essas inovações são fundamentais e a Magistra será indubitavelmente a pedra fundamental sobre a qual se construirá esse novo esforço em prol da qualidade e do prestígio da nossa educação pública”, disse o governador.

Compromisso com a educação

Os cursos na Magistra serão voltados aos mais de 276 mil profissionais efetivos e designados, chegando às 3.779 escolas estaduais, espalhadas por todo o Estado. A escola atenderá também profissionais das redes públicas municipais. A secretária Ana Lúcia Gazzola falou da importância da iniciativa, fundamental para a construção de um ensino público de qualidade.

“É justamente em nossas escolas, mais especificamente nas escolas públicas, que o futuro do Estado e da nação está sendo decidido. Enquanto dirigentes da educação, a responsabilidade política que nos cabe é clara, decisiva e intransferível. Trata-se da construção continuada de um ensino público capaz de estender a parcelas sempre maiores de nossa população o direito ao conhecimento, fonte maior de cidadania na contemporaneidade”, disse a secretária.

Para a diretora da Magistra, Ângela Dalben, a incorporação da escola ao sistema de ensino público em Minas reflete o comprometimento do Governo com uma educação de qualidade como forma de melhoria da qualidade de vida da população.

“Este empreendimento reflete a importância conferida à formação dos profissionais da educação entendida na perspectiva de um bem social e de política pública. Reafirma o compromisso do Governo de Minas com uma política orgânica de formação continuada de professores, por meio da definição concreta de instâncias capazes de promover a reflexão dos problemas educacionais e mobilizar alternativas inovadoras para solucioná-los”, explicou Ângela.

Museu da Escola

Antes da solenidade, Anastasia cortou a fita inaugural do novo espaço do Museu da Escola, agora chamado Museu Ana Maria Casasanta, que conta com um acervo de cerca de seis mil peças que ajudam a contar a história da educação em Minas Gerais.

Entre as peças há carteiras, uniformes, quadros negros, cartilhas de leitura e até palmatórias. O governador também visitou, na Magistra, a antiga Biblioteca do Professor, que recebeu o nome do escritor Bartolomeu Campos Queirós. A biblioteca tem um acervo de 50 mil livros, incluindo desde títulos atuais até material de pesquisa e documentos sobre a história da educação no Estado.

Estiveram presentes à solenidade os secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena; de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques; de Cultura, Eliane Parreiras; de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues; de Esporte e da Juventude, Braulio Braz; e de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira. Representantes do setor educacional, entre eles os reitores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, e da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Dijon Moraes, também participaram da inauguração.

Formação continuada

Para o desenvolvimento dos cursos presenciais, a sede da Magistra conta com quatro salas de aula que atenderão cerca de 160 educadores, dois laboratórios de informática, além de um auditório com capacidade para 98 pessoas. A expectativa é que, ainda no segundo semestre de 2012, outras seis salas de aula sejam montadas.

A escola oferecerá cursos que podem atender a necessidades gerais do Estado e outros serão criados para regiões ou temas específicos, de acordo com as necessidades detectadas.

A partir desta quinta-feira (02), já estão à disposição dos profissionais da educação 33 cursos, sendo dez na área que trabalha o Currículo Básico Comum, dez relacionados aos temas transversais, dez no campo da gestão e três abordando a vertente Escola, Família e Sociedade.

Dentre os cursos disponíveis estão “Evolução das Ideias da Física”, “Geometria por meio de atividades interacionais”, “Educação Ambiental: Possibilidades de integração das áreas de conhecimento”, “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”, “Identificação e enfrentamento de conflitos e violências no meio escolar”, “Desmistificando a rede: atores, entidades, programas, políticas e serviços na proteção à criança e adolescente”. O servidor interessado deve acessar o site da Magistra (http://magistra.educacao.mg.gov.br).

A partir desta segunda-feira (06), a Magistra realiza seu primeiro curso de capacitação presencial para 94 educadores, diretores e coordenadores de 11 escolas estaduais de Belo Horizonte que desenvolverão, em 2012, o projeto “Reinventando o Ensino Médio”. O curso terá a duração de uma semana, com 40 horas-aula.

Além dos cursos presenciais e a distância, a Magistra firmou parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, permitindo que as reuniões entre educadores que acontecem na Escola de Formação, chamadas de Rodas de Conversa”, sejam produzidas no formato televisivo e transmitidas às unidades escolares e às Superintendências Regionais de Ensino, por meio do Canal Minas Saúde. Cerca de 92% das escolas públicas estaduais já instalaram as antenas que recebem o sinal do Canal Minas Saúde. Ainda neste semestre, todas as escolas deverão ter o equipamento montado.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas dá mais um passo para construção de escolas técnicas no Triângulo

Assinado protocolo de intenção que prevê a construção das unidades pelo Programa Brasil Profissionalizado
Divulgação/SEE MG
Secretários Ana Lúcia Gazzola e Narcio Rodrigues firmam acordo com prefeitos de Tupaciguara e Sacramento
Secretários Ana Lúcia Gazzola e Narcio Rodrigues firmam acordo com prefeitos de Tupaciguara e Sacramento

Nessa terça-feira (31), a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, assinou com os prefeitos de Tupaciguara e Sacramento, protocolos de intenção para a construção de duas escolas técnicas nos municípios, por meio do Programa Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, também participou da assinatura dos protocolos, já que a pasta atua como colaboradora da Educação na continuidade das ações.

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) já assinou convênio com o MEC no valor de R$ 14 milhões para a construção das duas unidades. As prefeituras agora devem apresentar a documentação necessária para viabilizar a assinatura do convênio com a SEE, para que os recursos sejam liberados e as obras, iniciadas.

Segundo Ana Lúcia Gazzola, as escolas técnicas possibilitarão o desenvolvimento dessas regiões. “A assinatura desses protocolos firma a parceria com essas prefeituras, para que possamos iniciar a construção dessas escolas e atender melhor a demanda das comunidades locais”, completou.

As escolas seguem o padrão estabelecido pelo Programa Brasil Profissionalizado. O valor previsto para a construção é de R$ 7,2 milhões e cada unidade tem capacidade para 1.200 alunos. A previsão é de que as obras durem um ano e meio.

Narcio Rodrigues reforçou a importância das ações do programa em Minas. “A disponibilidade da SEE fez com que ela pudesse ser a protagonista do Brasil Profissionalizado, até porque a educação técnica está ligada à educação. Nós passamos a ser coadjuvantes e a participar com apoio tecnológico”, afirmou o secretário.

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) deu prioridade a 13 municípios para receberem as escolas técnicas, a partir das vocações e demandas locais. São eles: Bocaiúva, Brasília de Minas, Espinosa, Grão Mogol, Janaúba, Joaíma, Lagoa Santa, Manga, Monte Azul, Pompéu, Ibirité, Taiobeiras e Unaí.

“Uma escola com a proposta de aprimorar o ensino técnico é de extrema importância. É uma oportunidade de capacitação que possibilita que as pessoas ingressem no mercado de trabalho que está surgindo na nossa região”, avaliou o prefeito de Tupaciguara, Alexandre Berquó Dias. O prefeito de Sacramento, Wesley de Santi de Melo, também comemorou o acordo.

As duas cidades ficam no Triângulo Mineiro, sendo que Tupaciguara está mais próxima de Uberlândia e Sacramento, de Uberaba. O município de Tupaciguara vai sediar um dos polos aeronáuticos que integram o Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, razão pela qual os cursos serão voltados para a aviação. O projeto é coordenado pela Sectes, com a parceria das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Educação.

Brasil profissionalizado

A iniciativa repassa recursos do Governo Federal para que os estados invistam em suas escolas técnicas. Criado em 2007, o Brasil Profissionalizado possibilita a modernização e a expansão das redes públicas de ensino médio integradas à educação profissional, uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Os recursos do MEC podem ser empregados em obras de infraestrutura, desenvolvimento de gestão, práticas pedagógicas e formação de professores.

Fonte: Agência Minas

Blog do Anastasia – Governador Antonio Anastasia anuncia liberação de R$ 70 milhões para financiamento de pesquisas

 

BELO HORIZONTE (17/01/12) – O governador Antonio Anastasia anunciou, nesta terça-feira (17), a liberação de R$ 70 milhões para financiamento de pesquisa voltada para a educação básica, bolsas de pós-doutorado, cursos de pós-graduação em universidades sediadas em Minas Gerais e compra de equipamentos para pesquisa.

Desse total, R$ 24 milhões são recursos do Governo de Minas, repassados por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e R$ 46 milhões pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC). Os editais para a seleção serão lançados em março.

O objetivo da parceria é contribuir para elevar o padrão de excelência dos cursos de pós-graduação em Minas, para que se tornem referência no país. Visa também promover a melhoria das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas instituições de ensino superior do Estado e melhorar as atividades de ensino e a formação de professores da rede pública estadual.

Anastasia destacou que o investimento do Governo de Minas em pesquisa e educação tem por meta acelerar o crescimento econômico e o desenvolvimento social do Estado.

“Em Minas Gerais temos buscado transformar essas pesquisas também em utilidades e desenvolvimento para nossa sociedade naqueles nichos onde isso é possível, transformando-as em patentes, em empregos e geração de riqueza, em um esforço continuado. Tenho certeza de que cada real investido em ciência e tecnologia são vários reais que vamos gerar, no futuro, desenvolvimento para o Estado”, disse o governador.

Os novos recursos representam a segunda fase da parceria entre a Fapemig e a Capes. Na primeira fase, foram investidos R$ 10 milhões. De acordo com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, os bons resultados alcançados estimularam a instituição a renovar e ampliar as ações conjuntas com a Fapemig.

O presidente da Fapemig, Mário Neto Borges, destacou a importância e o pioneirismo da inclusão do apoio à pesquisa para educação básica nas modalidades contempladas nessa etapa.

“Esse tipo de apoio é inédito e muito significativo, porque sabemos que a educação básica é universalizada, mas a qualidade ainda precisa melhorar e essa iniciativa conjunta da Capes e da Fapemig irá ajudar nesse ponto e formar material humano para a graduação e pós-graduação”, explicou ele.

A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, afirmou que a melhor qualificação de professores terá reflexos importantes no ensino público no Estado.

“Os resultados de programas como esse são imediatos, porque o professor que participa de um projeto fica altamente motivado, se sente valorizado, a sua auto-estima cresce. Além disso, ele vai trabalhar com o apoio das universidades onde se produz conhecimento mais avançado e poderá socializar as boas práticas com que terá contato e conviver com pessoas que têm soluções diferentes para cada questão a ser trabalhada com os alunos”, comemorou a secretária. Clique aqui para acessar quadro sobre destinação dos recursos (arquivo word).

Fonte: Agência Minas